03/09/2024
PROCESSO DE AUTOMAÇÃO DE SUBESTAÇÕES
A AUTOMAÇÃO DE SUBESTAÇÕES é obtida pela utilização criteriosa de módulos de hardware, software, transdutores e sensores. A integração desses módulos é comumente executada por um Sistema para Supervisão, Controle e Aquisição de Dados – SCADA. Utilizados para monitoração e o controle dos equipamentos em vários níveis, à qual é montada através do levantamento dos requisitos das funções a serem automatizadas, seguidas pela definição da arquitetura de hardware e software a serem utilizadas. A possibilidade dos equipamentos de uma subestação comunicarem-se trouxe ganhos significativos ao sistema.
Novas SUBESTAÇÕES trabalham com o conceito de SISTEMA DE AUTOMAÇÃO DE SUBESTAÇÃO (SAS) que é o sistema que possui uma estrutura descentralizada de dispositivos integrados por tecnologia de comunicação em uma rede funcional, responsável pelo controle da subestação. Os dispositivos que compõem a rede do SAS são chamados de Inteligent Electronic Devices. São dispositivos microprocessados que fornecem entradas e saídas para o SAS enquanto executam algum controle primário ou serviço de processamento. Os relés de proteção são comumente usados como IEDs em um SAS, exercendo, ao mesmo tempo, as funções de proteção e controle. Além dos relés, os medidores e controles de religadores e reguladores são outros IEDs que podem compor um SAS.
O SAS desempenha as seguintes funções básicas:
· FUNÇÃO DE CONTROLE – Comutação dos equipamentos da subestação e execução de lógicas programadas. Várias saídas de controle são disponíveis nos IEDs de onde partem comandos para abrir/fechar disjuntores, religadores e chaves seccionadoras motorizadas, ligar/desligar ventilação forçada de transformadores, bloquear/desbloquear a atuação de proteções, baixar/elevar tensão de saída dos transformadores, bloquear/desbloquear religamento automático de religadores, etc.
· FUNÇÃO DE MONITORAMENTO – Indicação do estado dos equipamentos da subestação e dos próprios IEDs do SAS. São indicações binárias como ligado ou desligado, bloqueado ou desbloqueado, aberto ou fechado, normal ou falha, etc. As mudanças de estado são registradas com estampa de tempo e alarmes também podem ser configurados.
· FUNÇÃO DE MEDIÇÃO – Disponibilização em tempo real dos valores das grandezas do sistema elétrico, como corrente, tensão, frequência, potência ativa e potência reativa provenientes da medição obtida dos transformadores de instrumentos. Outras medições obtidas de sensores, como temperatura, pressão e indicação de posições também podem ser disponibilizadas.
Portanto, as tecnologias aplicadas além de obrigatoriamente responderem com velocidade devem responder com confiabilidade a todas as funções de processo a serem controladas. O controle remoto dessas funções é de suma importância, as falhas devem ser respondidas com grande velocidade, isto visando a segurança e proteção do sistema.
Segue imagens pata melhor entendimento
FONTE:
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