04/06/2026
Se eu fosse descrever meu maio em uma palavra, diria: presença.
Presença para reparar nas coisas simples e belas do dia a dia. A textura amadeirada do meu piso, realçada pelo sol, me levou de volta para a época em que eu morava na fazenda. Uma luz tímida de fim de tarde bateu na minha mesa depois de muitos dias chuvosos, e eu me peguei lembrando de como é bom ter sol na vida 😂
Um café afetuoso, servido em um bule delicado, me lembrou da beleza do cuidado nos detalhes. Um dia de encontro e oficina de flores com mulheres maravilhosas que me lembram da grandeza e da beleza da feminilidade. Um marcador de página que construí com carinho e que, literalmente, marcou uma página da minha vida: o curso que dei e que ressignificou minha trajetória profissional.
Os dias nublados também tiveram sua poesia. Um domingo chuvoso, com aquela calmaria e aconchego tão típicos, me convidou a ler e estudar. Em um dia qualquer, um abajur aceso às 16h e, de repente, aquele cantinho se compôs de um jeito tão bonito que eu só pude agradecer.
A cidade também fez parte disso. Caminhar por ela me faz reparar no natural que está ali o tempo todo: na árvore, na luz, no céu, no jeito como a paisagem muda. Nas pessoas explorando e vivendo esse encontro entre o construído e o natural. Toda essa dinâmica é para mim, inspiração, eu volto pensando em como trazer um pouco dessa experiência para dentro dos meus projetos.
Maio me ensinou de novo que presença não é grande coisa. É só reparar.
E quando a casa nos ajuda a viver com presença, a gente começa a ver beleza no que antes era só rotina.
A vida não precisa ser romantizada. Mas reparar nela a torna mais leve.