24/02/2019
Uma pequena família, um pedaço de terra e um desejo: plantar e colher os frutos da terra, com respeito ao meio ambiente. Produzir alimentos de qualidade e ao mesmo tempo preservar e promover a biodiversidade.
Assim, com essa premissa, iniciamos nosso sonho. Um sonho que é um desafio. Um desafio enorme em tempos em que o mundo caminha em outra direção.
O Sitio Mata Fome, localizado na ilha dos Tanques, Península de Marau, tem uma longa história. Local onde já viveram diversas famílias, que tiravam sustento do cultivo da mandioca, da banana e de diversas frutas e hortaliças. Recebeu esse curioso nome pela fartura de alimentos do local, que era muito frequentado também por moradores de outras localidades. Havia campo de futebol, promoviam festas, uma infalível casa de farinha... muitas histórias temos ouvido, de muitas pessoas, que aqui frequentavam, encontravam seus pares, namoravam, se casavam, tinham seus filhos... Mas, com a chegada da eletricidade na península aqui ao lado, todos foram embora, em busca do progresso e dos confortos da vida moderna. E nós, fugindo desses “benefícios”, estamos fazendo a via contrária. Retorno à terra, buscando um modo de vida mais simples e em contato íntimo com a natureza.
O sitio esteve abandonado por muitos anos. Há muito trabalho por fazer, para restabelecer as roças, organizar os espaços, manejar a flora... Entre os desafios a serem superados estão melhorar as condições de moradia (existem duas casas, uma em condições relativamente boas, e, outra em péssimas condições), resolver a questão da falta de eletricidade com geração de energia através do uso de painéis solares, fossa, banheiro, acesso (sendo uma ilha, é de suma importância a construção de um trapiche para embarque e desembarque), melhorar as trilhas para escoamento da produção, ...
E, lógico, plantar. Melhorar as condições da terra nos locais de solo degradado, manejar as áreas em estágios de regeneração, ...
Também iremos dedicar boa parte da propriedade para preservação da fauna e flora local. E, na medida do possível, envolver a comunidade local em nosso projetos.
O local também tem grande potencial para outras atividades. Assim, quiçá, no futuro, poderemos hospedar amigos, viajantes, amantes da natureza, promover caminhadas, esportes aquáticos, cursos, encontros e trocas de idéias e experiências.