Coletivo Yalodê-Badá

Coletivo Yalodê-Badá O Coletivo Yalodê-Badá é auto-organizado por jovens negrxs que pretendem pautar a temática racial dentro dos movimentos sociais, transformando e resistindo

A ideia de raça diz respeito a um construto social, histórico, politico e econômico, no qual, objetivava justificar a colonização, escravidão, segregação, perseguição e morte de milhares de pessoas. Entretanto, nos dias de hoje sabe-se que raça é um dispositivo social que continua produzindo efeitos sejam estes físicos ou psicológicos. A ideia de raça ainda passa ser pensada em termos de racializa

ção, isto é, acredita-se na existência de diferentes raças humanas. Corroborando para fomentação do que entendemos por racismo, visto que, este consiste na ideia de que algumas raças seriam inferiores a outras, atribuindo desigualdades sociais, culturais, políticas, econômicas, psicológicas à “raça” e por tanto, legitimando as diferenças sociais a partir de supostos saberes e ideias pautadas nas diferenças biológicas. Nesta perspectiva, a partir do contexto histórico ao qual nós, afrodescendentes, nos encontramos, o Coletivo Yalodê-Badá vem por meio destas ações afirmativas. Superação do Eurocentrismo na educação básica: Tendo como base o aprendizado eurocêntrico inserido no currículo escolar, perpetuamos através deste a veneração eurocêntrica e a exclusão de outras culturas não - europeias, sendo assim, acreditamos que a superação do eurocentrismo na educação básica seria a forma mais eficiente e coerente de matar o mal pela raiz, ou seja, proporcionar visibilidade e o contato com demais culturas e saberes. Inclusão do estudo de religiões de matrizes africanas no ensino religioso: A inserção destes estudos seria indispensável para conduzirmos a sociedade para uma nova concepção sobre estas religiões, de tal forma que o preconceito gerado pela ignorância e informações equivocadas, se tornaria nulo ou quase nulo. Desmistificação do racismo no Brasil a partir da educação: O conceito de que o Brasil é um país sem racismo reforça a falsa ideia da competição igualitária entre as raças, o que acaba por desfavorecer, mais uma vez, o negro. O (verdadeiro) contexto histórico e cultural ao quais os negros(as) estão submetidos em nosso país deve ser transmitido a todos através da escola. Genocídio da População Negra – Dos homicídios que ocorrem no Brasil hoje, 80%, em média, as vítimas são negros, e em sua maioria jovens entre 12 e 29 anos. Servidos de um racismo instituído e protegidos por uma guerra declarada às drogas, a PM é a que mais mata essa população, alegando, em sua grande maioria, ato de resistência, o que nem sempre se comprova, pois em grande parte dos casos constata-se que tiro foi efetuado com pouca distância, na região da cabeça, nuca e costas. Estudos comprovam que a cada 03 mortos no país, 02 são negros. Ou seja, ser negro(a) torna um membro da sociedade, um alvo. Sendo assim, o Coletivo Yalodê-Badá, tem por objetivo, através de uma luta incessante, transmitir todas as informações possíveis à sociedade, conscientizando-a e mantendo-a vigilante e protestante quanto à “guerra” declarada aos negros. Nessa luta, o Coletivo também se posiciona contra e resistente à redução da maioridade penal no Brasil. Cultura Negra/Afro-brasileira: O Coletivo Yalodê-Badá tem a cultura uma de suas maiores bandeiras de defesa. A questão da valorização e do respeito às culturas africana e afro-brasileira são urgentes e precisam fazer parte do cotidiano de discussão de políticas-públicas dos governos e também do cotidiano de vida das pessoas. Além da força e vida, que ajudaram na construção e consolidação do Brasil, os negros(as) contribuíram também e muito na formação cultural de nosso país. A cultura, como forma de expressão do ser, tem de ser defendida. Suas práticas devem ser respeitadas e o direito dos indivíduos que delas se utilizam promovido e garantido. Feminismo Negro: Movimento de Mulheres para mulheres visando à extinção do patriarcado e uma construção de uma equidade entre gêneros. Desse modo, o feminismo negro vem pensar a condição de mulher atrelada a outras especificidades, principalmente a questão racial, que dentro dessa estrutura racista na qual estamos inseridas traz diversos danos à vivência de mulheres negras, tanto físicos como psicológicos. Nós, coletivo Yalodê Bada visamos o combate ao sexismo e racismo, pois não acreditamos que seja possível avançar na questão de gênero sem pensarmos na interseccionalidade da vivência social. LGBT: Sabe-se que o movimento LGBT mesmo representando um avanço na luta pelos direitos, este se constituiu de modo excludente e seletivo, assumindo assim posições opressoras a partir do estabelecimento de padrões estéticos e de consumo que deixam fora os não brancos. Haja vista que o fato de negros(as) e brancos(as) transitarem e conviverem em um mesmo espaço, não significa que não haja racismo, discriminação e preconceito e tão pouco que as desigualdades não estarão presentes. Nesta perspectiva, compreendemos e reafirmamos que evidenciar a fala de negros(as) LGBTs que são duplamente marginalizados, significa evidenciar suas ações sociais e políticas. Assim sendo, nós enquanto coletivo Yalodê-Badá visamos a construção de um olhar crítico frente à realidade, implicando na conquista da liberdade, avanço e superação do estado de subordinação e não pertença. Diante deste contexto, segundo os dados apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população brasileira tem 42,1% de Pardos e 5,9% de negros autodescritos, com isto, reunindo os dois conjuntos temos praticamente a metade da população total. Todavia, se nós negros e negras somos a maioria do país, supostamente deveríamos ter os mesmos direitos sociais e de acesso, entretanto, sabemos que a população negra não usufrui dos direitos estabelecidos pela constituição Brasileira. Desta forma, nós enquanto coletivo Yalodê-Bada temos por objetivo a luta contra as grandes iniquidades ao nosso povo, e assim tendo em vista a luta contra o racismo, as discriminações e desigualdades presentes nas macro e micro relações, uma vez que, “o racismo opera e ajuda a operar uma seletividade entre quem tem ou não tem direito de uma vida cidadã”, entre quem deve ser preservado e protegido e quem é a vida indigna, que não merece ser vivida.

TEREMOS DOC SOBRE O COLETIVO YALODÊ-BADÁ! Você conhece a nossa história? Depois de participar do Encontro Paranaense de ...
16/08/2022

TEREMOS DOC SOBRE O COLETIVO YALODÊ-BADÁ! Você conhece a nossa história?

Depois de participar do Encontro Paranaense de Juventude Negra – ENJUNE/PR, em 2015, um grupo de jovens negres da cidade de Maringá passou a se reunir frequentemente, e pautar as questões raciais envoltas na realidade social da juventude negra da região. Assim foi fundado o coletivo Yalodê-badá, com discussões teóricas e práticas acerca da construção de identidade, pertencimento, aquilombamento e combate à exclusão social da comunidade negra.

Desde então atuamos na cena cultural independente com ações como o Enegrecendo o São João, Baile Black e o Cinegrada. Participamos da Comissão do Festival Afro-brasileiro de Maringá. Atuamos também pautando os direitos da juventude nos debates propostos pelos Conselhos da Juventude e Comissão da Igualdade Racial.

Mobilizamos encontros entre intelectuais negres reforçando a importância de ocupar e destruir espaços hegemônicos de saber, como por meio de nossa participação coletiva no X COPENE.

Construímos espaços de dignidade para nossos artistas, como na exposição “Vidas negras importam: estética, identidade e subjetividade da juventude negra maringaense” que integrou o 11º Festival Afro-brasileiro de Maringá.

Fomos protagonista no debate e implementação de cotas raciais na Universidade Estadual de Maringá, desde a organização de petição online, panfletagem, intervenções culturais, atos, grupos de estudos para a escrita do documento que solicitou as cotas juntamente a reitoria, até o chamamento e mobilização para pressionar o resultado positivo que veio em 2019.
Produzimos oficinas e cursos online, tais como “A Descolonização Cultural e a Arte como ferramenta de combate ao racismo" pelo edital "Em Casa com Arte" e “Saberes Pretos: perspectivas para uma formação Antirra***ta”, pelo edital Mostra em casa com arte 2 da Secretaria de Cultura de Maringá.

Com a aprovação no Prêmio Aniceto Matti de 2020 estamos produzindo um Minidocumentário que traz a força, experiência e axé de cada uma dessas pessoas que participou/a desse Coletivo. Fiquem de olho na nossa página que em breve teremos mais propostas de encontros e articulações antirra***tas.

Axé!

Buscando articular discussões acerca das relações étnico-raciais a partir de diferentes áreas do conhecimento, o Coletiv...
22/02/2022

Buscando articular discussões acerca das relações étnico-raciais a partir de diferentes áreas do conhecimento, o Coletivo Yalodê-Badá apresenta o curso “Saberes Pretos: perspectivas para uma formação Antirra***ta”.

Este curso tem o objetivo de evidenciar a intelectualidade negra e possibilitar a construção de saberes e narrativas acadêmicas decoloniais e antirra***tas, atribuindo visibilidade ao conhecimento produzido e dinamizado por acadêmicos e acadêmicas negras locais, integrantes do grupo e que atuam em diferentes áreas das Ciências Humanas: História, Filosofia, Letras (línguas portuguesa, francesa e inglesa), Literatura e Artes Cênicas.

Ficha técnica:
Ministrantes: Eloá Lamin da Gama, Leonardo Silva, Isadora Cecília Correia Cândido, Daniel Carlos Camargo Ferreira, Paulo Henrique da Silva Cruz e Kevin Santos.
Captação e edição de audiovisual:
Matheus Henrique Juvencio.

Nosso curso, contemplado pelo Concurso “Mostra em Casa com Arte 2”, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Maringá com recursos da Lei Federal Aldir Blanc, encontra-se disponibilizado na Plataforma FORMAR SEMUC (link http://cultura.maringa.pr.gov.br:3808...) e possui certificação para todes que o concluírem.

Curso Formativo contemplado pelo Concurso “Mostra em Casa com Arte 2”, promovido pela Secretaria de Cultura de Maringá com recursos da Lei Federal Aldir Blan...

Se pudéssemos utilizar um sinônimo para descrever bell hooks seria potência. Hooks nos ensinou que a educação é uma das ...
15/12/2021

Se pudéssemos utilizar um sinônimo para descrever bell hooks seria potência. Hooks nos ensinou que a educação é uma das vias para a liberdade. A senhora sempre esteve aqui para nos guiar e nos mostrar o caminho. Nos ensinou que pensar e amar são ações. Nos ensinou que os pensamentos são laboratórios aonde vamos formulando perguntas e respostas.

Hooks, a senhora nos mostrou que o cerne do pensamento crítico é o anseio por saber. Com a sua potência nos ensinou o que era o amor.
Nos ensinou que o amor cura. Afinal, quando nós amamos, desejamos viver plenamente. E através de sua potência foi possível entender que antes de tudo, nós corpos negros somos corpos que importam. A senhora nos ensinou que antes de exigir que os outros pudessem nos ouvir, era preciso ouvir a nós mesmos, para descobrir quem somos e por que somos.

Por meio de sua potência pudemos conhecer o amor. Não só a nível da descrição do sentimento, mas viver e entender o que é o amor, afinal, quando amamos, é possível enxergar o passado com outros olhos; é possível transformar o presente e sonhar o futuro. Esse é o poder do amor. O amor cura.

“Aceitar a morte com amor significa que abraçamos a realidade do inesperado, de experiencias que não podemos controlar. Nós não precisamos ter ansiedade infinita e nos preocuparmos se vamos realizar nossos objetivos ou planos. A morte está sempre ali para nos lembrar que nossos planos são transitórios. Ao aprender a amar, aprendemos a aceitar a mudança. Sem mudança, não podemos crescer. Nosso desejo de crescer no espírito e na verdade é como nos posicionamos diante da vida e da morte, prontos para escolher a vida” (hooks, 2021, p. 234).

Que sua vida seja celebrada e que seu pensamento e obra vivam na eternidade. Nós, do Coletivo Yalodê-Badá desejamos que a senhora faça uma boa passagem, agora, ancestral. 🖤🕊🥀✊🏾

Todo nosso apoio e solidariedade a ----------------------------------------------------Reposted from *NOTA DE DESLIGAMEN...
26/11/2021

Todo nosso apoio e solidariedade a
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Reposted from

*NOTA DE DESLIGAMENTO*
Nós, do grupo de Minha Capoeira Dinda, liderado e coordenado por Liberta Maré, viemos por meio desta nota comunicar nosso desligamento oficial e definitivo da Associação Cultural Capoeira Mandinga-ê (Accamê), bem como da Casa de Dona Tê Senzala Nova, do Terreiro Cultura Ganza e de Mestre Raiz. Enquanto um grupo que visa protagonizar a capoeira, manifestação afro-diaspórica, como uma estratégia de autonomia para as mulheres, repudiamos qualquer tipo de ação vinculada à opressão, sobretudo quando essas são ocorridas em espaços de expressão da Cultura Afro-brasileira, locais onde o enfrentamento e combate às opressões de modo geral deveriam ser prezados. As medidas cabíveis para responsabilização de tais atos estão sendo tomadas. Diante dos atos esperamos apoio e solidariedade da sociedade em geral, sobretudo dos/as nossos/as pares, visto que historicamente, além de sofremos com as violências, somos, ainda, muitas vezes, julgadas e culpabilizadas. A Capoeira tem de ser um espaço de acolhimento e resistência para todas as mulheres e nunca o contrário.

DENÚNCIA DE RACISMO PRATICADO DURANTE A TRANSMISSÃO DO 12º FESTIVAL AFRO-BRASILEIRO DE MARINGÁO Coletivo Yalodê-Badá vem...
12/04/2021

DENÚNCIA DE RACISMO PRATICADO DURANTE A TRANSMISSÃO DO 12º FESTIVAL AFRO-BRASILEIRO DE MARINGÁ

O Coletivo Yalodê-Badá vem por meio desta nota publicizar o ato ra***ta praticado durante as apresentações artística-culturais do 12° Festival Afro-brasileiro, no canal do Youtube da Secretaria de Cultura de Maringá (SEMUC), neste domingo (11/04/2021). A SEMUC soltou hoje (12/04/2021), às 11h, uma nota informando sobre o suporte que prestou na abertura de boletim de ocorrência feito em decorrência dos ataques ra***tas. Ficamos satisfeitos com a postura adotada e nos colocamos atentos para reivindicar que a instituição se mantenha comprometida com a responsabilização dos indivíduos até o fim do processo. Por meio desta reivindicamos, também, que o processo de identificação e responsabilização dos sujeitos seja público e transparente.

ALERTA DE GATILHO.
Durante a exibição de uma das atividades culturais, indivíduos, covardemente apoiados no anonimato das redes sociais e, possivelmente, utilizando perfis falsos, começaram a destilar seu ódio racial por meio de comentários no chat da live. “Tudo macaco querendo si achar” e “por que a prefeitura não comemora o dia do bandido” foram algumas das expressões publicadas nos comentários da live. O ocorrido fere profundamente a dignidade não apenas das pessoas negras que assistiam ao Festival, mas também de toda população negra que, diretamente ou não, é afetada por esses discursos de desumanização da população negra.

Redigimos esta nota no intuito de expressar nossa indignação, considerando a gravidade da violência e o risco de que isso possa se repetir, caso os responsáveis pelo crime saiam impunes. O racismo deve ser combatido de forma séria e contínua. Não tratar o crime com o rigor que lhe é de direito significa consentir com a estrutura de poder que silencia a população negra atingida sistematicamente por essas violências.

O Festival Afro-Brasileiro de Maringá é um espaço de resistência, aquilombamento e protagonismo negro. Sermos atacados dessa forma, em tempos tão difíceis como o que vivemos, configura-se não apenas como crime de injúria racial, mas também como crime de racismo pois fere à coletividade e promove o medo e adoecimento psíquico da população negra. Neste sentido, nos posicionamos publicamente contra os ataques de ódio proferidos a comunidade negra e artística maringaense, exigindo uma postura de enfrentamento e também transparência quanto ao processo por parte da SEMUC.

Toda nossa solidariedade aos proponentes do Festival Afro-brasileiro, atacados direta e indiretamente, em especial, o Mestre Raiz e Liberta Maré pra quem alguns insultos foram direcionados enquanto era exibido o curta que conta com entrevista dos mesmos. Agradecemos pela coragem da denúncia e colocamos à disposição o nosso apoio!

O Coletivo Yalodê-Badá gostaria de registrar publicamente o contentamento e satisfação pelas nomeações de Victor Simião ...
07/01/2021

O Coletivo Yalodê-Badá gostaria de registrar publicamente o contentamento e satisfação pelas nomeações de Victor Simião para a Secretaria Municipal de Cultura de Maringá e Emmanuel Predestin para a Secretaria de juventude e cidadania. Como um coletivo de jovens negros organizados, compreendemos a importância de pessoas negras ocupando cargos políticos, sobretudo em uma cidade como Maringá com o histórico de embranquecimento e apagamento da história e Cultura negra. Frisamos ainda a relevância da nomeação de Emmanuel, imigrante haitiano, após os episódios de racismo e xenofobia ocorridos em nossa cidade recentemente. Tais nomeações representam uma ruptura, ainda que pequena, na hegemonia branca que compõe os espaços de poder e de decisão da política em nosso país e, particularmente, no nosso estado e cidade.
Para nós, um projeto de caráter anticolonial, passa pela reconfiguração dos lugares de poder e visibilidade historicamente ocupados por grupos racializados em nossa sociedade. É necessário desconstruir um papel de subalternidade que sempre foi atribuído à população preta e mostrar cada vez mais nos espaços de decisão as pretas e pretos tomando seu lugar de dignidade na história.

Para fechar 2020, um ano tão difícil para a população negra, a mais atingida pelas desigualdades sociais, ampliadas em n...
31/12/2020

Para fechar 2020, um ano tão difícil para a população negra, a mais atingida pelas desigualdades sociais, ampliadas em nossas vivências a partir da pandemia mundial da Covid-19, nós do Coletivo Yalodê-Badá produzimos o curso "A Descolonização Cultural e a Arte como ferramenta de combate ao racismo" junto ao edital "Em Casa com Arte", proposto pela Prefeitura Municipal de Maringá e a Secretaria de Cultura. Com isso, apesar de todas as dificuldades de manter uma rotina de atividades devido ao ano atípico, é com grande alegria que divulgamos esse projeto, um curso formativo interdisciplinar de caráter teórico e expositivo, que se encontra disposto gratuitamente na plataforma FORMAR da Semuc (link: https://abre.ai/curso-yalode-bada). O curso está dividido em cinco módulos: “Divindades Africanas no cinema brasileiro”, ministrado por Laís Fialho; “Mulheres negras e a música como modo de reflexão”, ministrado por Julia Romano; “A literatura negro-brasileira: alguns autores/as e suas obras”, ministrado por Bruno Barra; “O homem Negro e sua representação no cinema” ministado por Clayton Queiroz e “Rap, relações raciais e educação”, ministrado por Daniara Thomaz. Cada módulo é composto por um vídeo de 30 minutos, totalizando 150 minutos de curso, tendo Matheus Henrique como responsável técnico pela produção Audiovisual do projeto. É imprescindível que a população maringaense se torne apta a refletir sobre os processos de apagamento da cultura e história afro-brasileira, para isso, é preciso que esta população entre em contato com as produções negras, tanto aquelas de caráter intelectual, quanto as de caráter artístico e cultural, em especial, fomentadas por políticas públicas direcionadas a cultura da cidade.
Que em 2021 possamos cada vez mais nos fortalecer, descansar e nos unir para combater e enfrentar os efeitos do racismo estrutural. Cuidem-se e cuidem dos nossos e nossas! FELIZ ANO NOVO DE TODES DO COLETIVO YALODÊ-BADÁ ✊🏾

20/11/2019Um dia inesquecível na nossa trajetória enquanto coletivo auto-organizado de jovens negros e negras da cidade ...
20/11/2020

20/11/2019
Um dia inesquecível na nossa trajetória enquanto coletivo auto-organizado de jovens negros e negras da cidade de Maringá.
Foi longo o caminho percorrido até o dia da Consciência Negra do ano de 2019: petição online, intervenções culturais, atos, grupos de estudos para a escrita do documento que solicitou as cotas, repetidas revisões, reuniões exaustivas, dias em que saíamos da UEM só quando um dos funcionários iam fechar o bloco do NEIAB, confecção de cartazes, empréstimo de projetores para apresentarmos o documento construído a nós mesmos, reuniões com docentes, outros grupos do Movimento Negro, DCE, CAs, autoridades administrativas, junção de ofícios e vídeos de entidades favoráveis as cotas, entrega do documento à Reitoria da universidade, apresentação do documento junto ao Conselho de Pesquisa e Extensão, mobilização e divulgação virtual, panfletagem, rodas de conversas, mesas redondas, palestras e eventos para a arrecadação de verba.
Hoje, celebramos 1 ano da aprovação das cotas raciais na Universidade Estadual de Maringá, conquistada a partir de muita luta, construção coletiva e auto conhecimento. Que a alegria, esperança e comemoração sejam cada vez mais frequentes em nossas existências. 20 de novembro é dia de denúncia e conscientização, porém, também é um dia para nos lembrar da nossa força e poder de transformação social!!! Celebremos as nossas vidas e existências ✊🏾

Nos últimos dias tem circulado nas redes sociais um vídeo de dois estudantes angolanos sendo agredidos em um estabelecim...
11/11/2020

Nos últimos dias tem circulado nas redes sociais um vídeo de dois estudantes angolanos sendo agredidos em um estabelecimento de Disk Cerveja próximo à UNICESUMAR, na cidade de Maringá-PR. As agressões ocorreram na noite de sábado (07/11) e as filmagens, extremamente fortes, demonstram a crueldade e violência às quais os estudantes foram submetidos por parte dos agressores brancos que conta, inclusive, com seguranças do Disk Cerveja. Trata-se, portanto, de mais um caso de racismo em Maringá somado, na circunstância em questão, à xenofobia, uma vez que os dois estudantes, além de negros, são também, angolanos. Em reportagem à RPC Maringá, os advogados que estão defendendo os estudantes afirmaram que os rapazes teriam ido ao estabelecimento comprar cinco cervejas, as quais buscaram uma por vez. Ao tentarem adentrar o Disk Cerveja para comprarem a última bebida, foram impedidos pelo segurança, desencadeando as covardes agressões contra os dois estudantes que não tiveram chances algumas de se defenderem. No vídeo é possível ver os rapazes sendo arrastados inconscientes para fora do estabelecimento.
Em virtude de tamanha crueldade e violência proferida descaradamente contra duas pessoas negras, nós do Coletivo Yalodê-Badá viemos por meio da presente nota tornar público nosso repúdio, consternação e dor diante dessa execrável situação, como também, denunciar o ocorrido no intuito de exigir que as devidas providências sejam tomadas por parte dos órgãos competentes, para que casos de racismo e xenofobia como este, não voltem a se repetir em nossa cidade. É imprescindível que a agressão seja tratada como aquilo que realmente é: uma violência motivada por questões de cunho racial e também de preconceito e aversão a condição de estrangeiro, caracterizando, portanto, um crime de ódio, injúria racial e, quiçá, racismo.
Em resposta às filmagens do ocorrido e às denúncias realizadas por parte dos estudantes agredidos, tem circulado nas redes sociais uma publicação de um dos agressores envolvidos no caso em que, por vídeo, o homem em questão faz uma série de afirmações ra***tas e xenófobas, evidenciando, ainda mais, as origens e motivações da violência proferida contra os dois estudantes. Reafirmando aquilo que prezamos como principio organizador de nossa luta e movimentação política, destacamos que racismo, xenofobia e qualquer outro tipo de opressão não são vitimismo. Ao contrário, trata-se de estruturas de poder que classificam nossa sociedade de forma hierárquica, produzindo concepções preconceituosas e discriminatórias acerca de grupos historicamente destituídos de poder e tidos como minoritários em relação aos direitos e condição social. Ao cometer um crime de ódio cibernético, o cidadão que continua a agressão aos dois estudantes angolanos de forma virtual em uma rede social de grande alcance e expressão, corrobora para a naturalização e normatização do racismo e da xenofobia, confirmando assim, a sua consciência e lucidez acerca do crime cometido e, portanto, a sua certeza de impunidade.

Pessoal, a live sobre as Cotas Raciais na UEM já está acontecendo! Bora colar? Vamos fazer perguntas pertinentes e tirar...
24/09/2020

Pessoal, a live sobre as Cotas Raciais na UEM já está acontecendo! Bora colar? Vamos fazer perguntas pertinentes e tirar dúvidas do processo de implementação das ações afirmativas no primeiro Vestibular com cotas para negros e negras da UEM!!!

- UEM + 50 EM AÇÃO: Cotas Raciais e o Vestibular da UEM Prof. Alessandro Santos da Rocha CHEFE DE GABINETE DA UEM Prof. Delton Aparecido Felipe DE...

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Maringá
87000-001

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