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25/07/2013

Escolas de construção civil oferecem qualificação para profissionais da área

O crescimento da indústria da construção civil no Brasil trouxe à tona um problema: a falta de mão de obra qualificada no mercado. A forte demanda por pessoal especializado nesse setor fez com que as empresas aumentassem os salários de pedreiros, serventes e mestres de obras, no intuito de encontrar os melhores profissionais para ocupar esses cargos. Aos poucos, o país está extinguindo o velho sistema baseado na contratação de mão de obra barata.
Escolas oferecem a qualificação necessária para profissionais da construção civil.
Por isso, quem tem qualificação recebe melhores oportunidades de trabalho e tem a chance de ganhar muito mais dinheiro no fim do mês. Há algum tempo, essa profissionalização só era obtida com a experiência da lida diária. Hoje, uma nova opção se mostra presente: as escolas de construção civil.
Marcelo Urnau, gerente comercial do Instituto da Construção em Porto Alegre, explica que a franquia de escolas, originária de São José do Rio Preto, em São Paulo, nasceu justamente da necessidade de seu fundador em encontrar mão de obra qualificada para reparos e reformas. A unidade na capital gaúcha funciona desde maio de 2012 e oferece sete cursos: Eletricista Instalador, Gesso Acartonado, Instalador Hidráulico, Pedreiro Assentador, Pedreiro Azulejista, Pintor de Obras e Mestre de Obras.
As aulas acontecem uma vez por semana, à noite ou nos sábados, com duração de quatro horas. O período de cada curso varia conforme a carga horária, mas alguns podem chegar a durar dez meses. "O perfil do nosso aluno é de um chefe de família, trabalhador, que não pode ocupar muito do seu tempo com um curso. Por isso as aulas semanais", destaca Urnau. Os preços das mensalidades variam de R$ 99,00 até R$ 169,00.
Além do conteúdo teórico, que inclui conceitos fundamentais como administração financeira e segurança do trabalho, as aulas práticas (40% do curso) oferecem a experiência necessária para as funções. Um terreno de 250m², ao lado da escola, funciona como um canteiro de obras permanente para que os alunos treinem seus aprendizados. Ao final do curso, é fornecido um certificado.
Atualmente, o piso salarial de um oficial de pedreiro em Porto Alegre é de R$ 990,00, mas, de acordo com Urnau, um profissional qualificado pode chegar a ganhar R$ 2 mil por mês.

Fonte: Hagah

21/07/2013

Construtoras veem setor imobiliário aquecido e apostam em imóveis caros.

Passada a fase de grandes investimentos ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida, que fez muitas empresas apostarem forte em imóveis para a baixa renda, o segmento de alto padrão está voltando a seduzir construtoras e incorporadoras de peso, além de novas estrantes no mercado.

De um lado, as empresas demonstram otimismo com o aumento da renda média dos brasileiros. De outro, readequam estratégias após lidarem com grandes estoques de imóveis para vender no segmento de baixa renda, frutos do cancelamento de contratos.

Os lançamentos dos imóveis de alto padrão - que chegam a superar R$ 10 mil por metro quadrado em alguns municípios - se concentram nas duas maiores cidades do País, onde a disputa por espaços é cada vez mais acirrada em bairros como Ipanema e Leblon, no Rio, e Moema, Jardins e Pinheiros, em São Paulo.

"A demanda por empreendimento de alto padrão ainda tem muito a crescer, devido ao visível aumento da renda no Brasil e ao crescimento desta fatia da população", disse o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florêncio, sem mencionar números. Nos últimos cinco anos, o segmento representou, em média, 33% dos lançamentos da empresa.

A PDG Realty, que tradicionalmente tem nesses imóveis cerca de 15% de seus lançamentos, avalia inclusive expandir sua atuação, ingressando em Belo Horizonte e em Brasília com os imóveis de alta renda.

"Existe plano para isso, sim (...) para o ano que vem", afirmou o vice-presidente de incorporações da PDG, Antonio Guedes, explicando que a empresa ainda terá que adquirir terrenos para os projetos.

"Ele (segmento de alta renda) é importante para agregar valor à marca, dá margens boas", disse o executivo, sem revelar os números.

A margem bruta do setor de alta renda é de 30% a 35% enquanto que os empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida é de 20% a 25%, de acordo com um analista que preferiu não ser identificado.

O otimismo de construtoras e incorporadoras com o setor contrasta com o ambiente econômico - o PIB brasileiro ruma em 2013 para o terceiro ano seguido de crescimento abaixo de 3%. Para as companhias, o ânimo se apoia no movimento de crescimento da renda das famílias e em números recentes do setor.

Segundo o Secovi-SP, o mercado de imóveis residenciais novos na capital paulista teve a maior alta de vendas e lançamentos para o mês de abril desde 2004, de 73,8% em relação a abril de 2012. Não há dados específicos gerais sobre o desempenho por segmento.

A incorporadora americana Related Brasil, que chegou ao País em fevereiro de 2012, quando o boom imobiliário já dava sinais de estafa, lançará este ano dois empreendimentos residenciais em São Paulo com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,4 bilhão, cobrando entre R$ 9 mil e R$ 18 mil pelo metro quadrado.

"São Paulo é uma metrópole como qualquer outra do mundo, com número crescente de milionários, helicópteros e bancos de investimento", disse o presidente da incorporadora, Daniel Citron.

A Related fechou uma parceria com a RealtON, especializada em venda de estoques de imóveis, que formará uma equipe exclusiva para vender os empreendimentos da incorporadora, contratando 40 corretores até julho. Esses profissionais custam cerca de três vezes mais do que a média do mercado, segundo o presidente da RealtON, Rogério Santos.

Há pouco mais de uma semana, a Gafisa vendeu 70% da Alphaville, sua empresa de loteamentos urbanos de alto padrão, por cerca de 3 vezes e meia o seu valor patrimonial, numa demonstração do interesse crescente dos investidores por esse segmento. Ao mesmo tempo, de acordo com analistas do Bank of America Merrill Lynch, o consenso de mercado precificava a Gafisa em 0,8 vez o seu valor patrimonial.

Entre 2007 e 2012, os lançamentos de Alphaville aumentaram mais de quatro vezes, para R$ 1,3 bilhão, informou a Gafisa, que controlou a companhia neste período. Os compradores do controle da Alphaville foram as companhias de investimento Blackstone Real State e Pátria Investimentos.

Terrenos caros e escassos
Os terrenos para o segmento de alta renda costumam ser de quatro a dez vezes mais caros do que os voltados para a média renda, enquanto os custos das obras tendem a ser no mínimo o dobro, de acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas.

Com a baixa disponibilidade de terrenos em áreas nobres, as empresas pagam mais caro pelas áreas, mas repassam os valores aos consumidores e ainda cobram a mais pelos lugares centrais.

"A gente precisa olhar 100 oportunidades (de terreno) para conseguir fazer um ou dois negócios", diz Citron, da Related. "Mas as pessoas querem morar nessas regiões que estão perto de tudo e elas pagam por isso", acrescentou.

Fonte: Terra

27/06/2013

Lojas de construção crescem em Resende, RJ, mas falta mão de obra

Nos últimos dois anos, o número de lojas especializadas em construção civil quase triplicou em Resende (RJ). Eram somente onze, e agora já são trinta. “Você tem hoje uma oferta de crédito muito grande, que a gente não tinha até pouco tempo atrás. Para você construir, reformar, requer um orçamento maior, então esse crédito supre muito essa demanda nova que está acontecendo”, explicou Emílio Ferreira de Castro, vice-presidente da federação de lojistas da cidade.
Além disso, a variedade de materiais e lojas facilitou o trabalho dos arquitetos da região, que não precisam mais viajar para fazer as compras. “Já viajei com clientes muitas vezes. Ir para São José dos Campos é muito comum. E hoje em dia acabamos comprando aqui em Resende mesmo”, contou a arquiteta Ana Paula Correa. Os depósitos de material de construção também vêm ganhando espaço em lugares mais afastados. “Fica mais perto para comprar, mais perto para levar em casa. Então, eu acho isso muito importante”, disse Olício Rodrigues, que trabalha como pedreiro.
Esse crescimento seria perfeito se houvesse mão de obra suficiente. Faltam profissionais para trabalhar tanto nas construções quanto nas lojas especializadas. “Faltam carpinteiros, bombeiros hidráulicos, pintores, pedreiros. E nas lojas de material de construção, por ser um ramo que requer um conhecimento maior na venda, também”, disse Emílio, vice-presidente da federação de lojistas.
O comerciante David da Fonseca é exemplo desse problema. Ele é dono de um depósito na cidade, mas também trabalha no atendimento e arruma as prateleiras. “Por estar começando tenho um quadro reduzido de funcionários, então a gente acaba tendo que colocar a mão na massa, ajudar o funcionário até pra estimulá-lo a trabalhar”, explicou

Fonte: G1

25/06/2013

Escolas de construção civil oferecem qualificação para profissionais da área

O crescimento da indústria da construção civil no Brasil trouxe à tona um problema: a falta de mão de obra qualificada no mercado. A forte demanda por pessoal especializado nesse setor fez com que as empresas aumentassem os salários de pedreiros, serventes e mestres de obras, no intuito de encontrar os melhores profissionais para ocupar esses cargos. Aos poucos, o país está extinguindo o velho sistema baseado na contratação de mão de obra barata.
Escolas oferecem a qualificação necessária para profissionais da construção civil.
Por isso, quem tem qualificação recebe melhores oportunidades de trabalho e tem a chance de ganhar muito mais dinheiro no fim do mês. Há algum tempo, essa profissionalização só era obtida com a experiência da lida diária. Hoje, uma nova opção se mostra presente: as escolas de construção civil.
Marcelo Urnau, gerente comercial do Instituto da Construção em Porto Alegre, explica que a franquia de escolas, originária de São José do Rio Preto, em São Paulo, nasceu justamente da necessidade de seu fundador em encontrar mão de obra qualificada para reparos e reformas. A unidade na capital gaúcha funciona desde maio de 2012 e oferece sete cursos: Eletricista Instalador, Gesso Acartonado, Instalador Hidráulico, Pedreiro Assentador, Pedreiro Azulejista, Pintor de Obras e Mestre de Obras.
As aulas acontecem uma vez por semana, à noite ou nos sábados, com duração de quatro horas. O período de cada curso varia conforme a carga horária, mas alguns podem chegar a durar dez meses. "O perfil do nosso aluno é de um chefe de família, trabalhador, que não pode ocupar muito do seu tempo com um curso. Por isso as aulas semanais", destaca Urnau. Os preços das mensalidades variam de R$ 99,00 até R$ 169,00.
Além do conteúdo teórico, que inclui conceitos fundamentais como administração financeira e segurança do trabalho, as aulas práticas (40% do curso) oferecem a experiência necessária para as funções. Um terreno de 250 m², ao lado da escola, funciona como um canteiro de obras permanente para que os alunos treinem seus aprendizados. Ao final do curso, é fornecido um certificado.
Atualmente, o piso salarial de um oficial de pedreiro em Porto Alegre é de R$ 990,00, mas, de acordo com Urnau, um profissional qualificado pode chegar a ganhar R$ 2 mil por mês.

Fonte: Hagah

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