21/06/2026
O Próximo
Quem é o meu próximo?
A quem devo estender a mão nesta sociedade que corre, mas esquece de parar?
O próximo é aquele que a pressa não vê: quem precisa da minha atenção, do meu tempo, das minhas finanças.
Na parábola do Bom Samaritano, um homem soube reconhecer a dor à margem da estrada. Desceu do próprio caminho, tratou feridas, pagou do próprio bolso. Não perguntou nome, religião ou culpa. Viu necessidade e respondeu com misericórdia.
Viver o Evangelho que Cristo nos ensinou exige isso: dedicação, tempo, uma vida que se doa.
Doar para quem não pode retribuir. Como no grande banquete, convidar os do “grupo C” — os últimos da fila, os mais esquecidos possíveis.
Hoje eles têm rosto: o doente no leito, o soropositivo carregando estigma, o vulnerável sem teto, o dependente lutando contra a própria sombra, a mulher marcada pela violência do próprio lar, a pr******ta que o mundo condena mas ninguém abraça.
Quem está disposto a ir além?
A colocar óleo e vinho nas feridas tão profundas que a alma já tentou de tudo e falhou em todas as tentativas?
Agora, quem eles têm, se não nós?
Nós, cristãos. Homens e mulheres chamados a vestir as sandálias de Cristo.
Ir mais longe. Ir mais profundo.
Pôr a mão em corpos cansados, às vezes desfigurados pela dor.
E ir mais fundo ainda, alcançando a alma, o sentimento, o coração despedaçado.
Telles Wadgan.
_“Vai, e faze tu o mesmo.”_ — Lucas 10:37
E também: _“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.”_ — Mateus 25:35-36