04/01/2026
• A pausa nem sempre é silêncio. Às vezes, é movimento.
Caminhar, observar a natureza, perceber o que me cerca… essa é uma das formas que escolhi para viver a pausa e criar novas perspectivas sobre o agora.
Um dos meus desejos para 2026 são manhãs tranquilas.
Sei o quanto isso sustenta o meu dia.
Mas ontem foi diferente.
Acordei com o peito agitado, os pensamentos em uma velocidade absurda.
Parecia que algo me empurrava para fora do presente.
Parei. Respirei fundo. Observei.
Identifiquei rapidamente o pensamento que gerava aquela aceleração misturada com medo, aquele tipo de inquietação que rouba a paz de qualquer um.
Tentei desacelerar de diferentes formas, mas nada parecia regular aquele estado interno.
Ao final do dia, o peito apertado, a respiração curta, o corpo pedindo socorro.
Coloquei o tênis e fui fazer algo que também me faz bem: correr.
O corpo encontrou ritmo.
E a mente, espaço.
Voltei para casa mais presente. Banho simples, jantar leve, me permiti aproveitar o tempo à mesa com quem acompanha, de perto, meu desafio diário de estar presente sem a preocupação constante com o futuro.
Hoje compartilho isso porque sei o quanto é difícil olhar para a própria vida, perceber que aparentemente está tudo bem… e ainda assim sentir o peito apertar, os pensamentos acelerarem e a culpa aparecer.
Por isso, a pausa é tão importante.
Ela nos ajuda a observar.
A perceber.
E a entender que, muitas vezes, precisaremos de formas diferentes para nos manter no agora.
Estar presente exige escuta.
E escutar exige pausa.
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