08/03/2025
É estranho ter uma data especial para nos lembrarmos de que temos o direito de atuar com igualdade na sociedade.
Uma data para lembrarmos que fazemos parte da mesma espécie e temos a mesma capacidade produtiva.
Uma data para lembrarmos que somos capazes de produzir tanto quanto, ou até mais.
Há 100 anos a primeira arquiteta brasileira se formava pela ENBA, no Rio de Janeiro.
Há apenas 93 anos temos o direito ao voto em nosso país, apesar de atuarmos diretamente na formação dos votantes desde que o mundo é mundo.
Há apenas 58 anos, uma mulher provou, largando disfarçada, que somos capazes de correr uma maratona. Hoje, no Brasil, somos 46% da população de corredores de rua.
Há 131 anos, uma mulher fundou a primeira potência maçônica mista internacional, e já conquistamos reconhecimento em mais de 60 países.
E não, não queremos perder a doçura e os cuidados. Uma mulher grávida ainda deve ter um lugar reservado para se sentar no ônibus. Ainda nos sentimos acariciadas ao ver uma mão estendida ao sairmos do carro. Mas, muitas vezes, somos forçadas a atitudes mais firmes para continuarmos abrindo caminhos — ou simplesmente para não deixá-los se fechar.
Sim, precisamos e contamos com o apoio daqueles que já entenderam que não queremos ser mais, apenas queremos ser iguais, apesar das diferenças.
Talvez hoje não seja um dia de parabéns, mas sim um dia de “siga em frente, eu acredito em você e estarei ao seu lado!”.
Feliz 8 de março