14/08/2018
A IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO EM FACHADAS
O INVESTIMENTO de manutenção, gera economia no longo prazo e mantém a valorização do imóvel em ALTA.
Rachaduras, trincas, fissuras, descascamento, bolhas, eflorescência e manchas estão entre os inúmeros problemas que as fachadas de um prédio pode apresentar. Se a edificação for revestida de pastilhas ou outro material cerâmico, o destacamento pode aumentar a lista de danos. As causas podem ser decorrentes de materiais utilizados na construção, como tijolos e blocos, massa de assentamento, reboco, emboço, como também dos movimentos na estrutura do edifício, da incidência de umidade causada por infiltrações ou vazamentos de tubulações hidráulicas, ou de vários desses fatores simultaneamente. Por isso, avaliar as causas das anomalias é fundamental para obter bons resultados na recuperação das fachadas. Indicamos sempre em nossos projetos, a execução de um laudo realizado por profissional habilitado, isso vai gerar base técnica e alinhamento dos escopos de orçamentos e execução.
Além disso, tem muita importancia a contratação de empresas registradas no CREA. Caso contrário, o contratante, no caso o condomínio, está assumindo para si a responsabilidade.
TRINCAS – NO CURTO PRAZO SE TORNAM UM GRANDE PROBLEMA
Presentes na imensa maioria dos edifícios, elas são, porém, grandes incógnitas para os síndicos. Podem estar relacionadas a vários fatores, que envolvem desde a deficiência ou inexistência de projeto, passando pela especificação errada da massa, problemas na proporção ou na mistura dos materiais componentes da massa, e também pela utilização de mão-de-obra não treinada para a aplicação correta dos produtos que podem ser industrializados ou fabricados no canteiro de obras. Outros itens são extremamente importante, como lavagem bianual das fachadas, e até o terceiro ano da construção recomenda-se a revisão dos rejuntamentos e calafetação das fissuras e trincas, além da revisão das janelas e juntas de dilatação.
Fissura é definida como fenda na superfície, estreita e pouco profunda. Rachadura é a fenda acentuada e profunda que secciona integral ou parcialmente um elemento construtivo. Já ruptura é o seccionamento integral ou parcial de um elemento ou componente que reduz significativamente sua capacidade de resistência.
Atenção adicional deve ser destacada às fachadas Sul, mais sombreadas e sujeitas ao rigor da falta de insolação, esta condição contribui para a incidência de m**o externo e consequentemente umidade interna. Recomenda-se a utilização de uma demão de tinta a mais nessa fachada ou seguir a orientação dos fabricantes dos materiais.
MANUTENÇÂO EM TODOS ACABAMENTOS EVITA PROBLEMAS TANTO AO CONDOMÍNIO QUANTO AOS MORADORES
Exsitem diferentes materiais empregados nos revestimentos das fachadas, cada um deles exige intervenções diferenciadas, com utilização de procedimentos e periodicidades específicos. Em relação às pastilhas, em linhas gerais, recomenda-se uma lavagem já no primeiro ano. E no terceiro ano, recomenda-se uma segunda lavagem com a revisão dos rejuntamentos e calafetação das janelas e juntas de dilatação. A recuperação de pontos localizados com incidência de desplacamentos deve ser realizada sempre que o problema se apresentar,.
Já nas fachadas revestidas com tijolos aparentes, os problemas mais comuns geralmente estão associados à poluição, especialmente pela deposição de fuligem. A umidade também pode ser considerada como um fator de degradação dos tijolos aparentes, além da incidência de fungos e m**o, pela deficiência de pintura de proteção (aplicação de silicone ou verniz). O silicone deve ser reaplicado anualmente e o verniz a cada dois anos, ou segundo a especificação do fabricante que muda a cada marca.
Concreto aparente também necessitam de tratamento especializado, especialmente se houver ferragens expostas no acabamento do revestimento. Para evitar o alto custo do serviço, alguns condomínios optam por realizar pintura sobre o concreto. Trata-se de uma descaracterização da fachada, agravada pelo fato do problema estrutural não ter sido resolvido. Revestir fachadas pintadas com pastilhas ou material cerâmico ou fazer o inverso, pintar fachadas empastilhadas, visando um menor custo de manutenção, são outras soluções de eficiência discutível. No caso de realizar um novo revestimento nas fachadas pintadas, é preciso verificar se a argamassa existente sustenta o peso do material. Já a pastilha pintada costuma ter um resultado de gosto duvidoso. É preciso ressaltar que ambas as soluções caracterizam alteração de fachadas.
Seja qual for o material do qual seja revestida a edificação, a periodicidade deve ser ajustada mediante as inspeções prediais regulares que devem ser implementadas pelo corpo gestor da manutenção da edificação, “sempre associada ao nível de desempenho dos materiais utilizados”, esclarece o engenheiro Alexandre Canto.
Entre os fatores que interferem na periodicidade estão: o grau de agressividade ambiental em que a edificação estiver inserida (nível de poluição atmosférica, presença de fuligem, maresia, chuva ácida em ambientes industriais); regime de chuvas; desempenho dos materiais utilizados na construção, variando em função da qualidade do material empregado.
As inspeções regulares podem detectar problemas nas fachadas e recomendar os procedimentos de intervenção, sempre visando a correção e periodicidades de manutenção, favorecendo a durabilidade e valorizando o bem patrimonial, evitando a sua degradação e perda de valor.
Fontes pesquisadas – Revista Direcional, CREA, Engro Alexandre Canto, Flavio von Zuben Administrador