22/04/2018
Ontem, dia 21 de abril, foi dia de Tiradentes. A Inconfidência Mineira, ou Conjuração, foi uma das tantas revoltas coloniais brasileiras. Diferente das outras, ela não chegou a efetivamente acontecer, pois, um dos seus próprios membros a delatou.
Durante o século XVIII, o ciclo do ouro e das pedras preciosas em Minas Gerais estava em alta, e graças a isso, a Coroa Portuguesa desenvolveu um imposto popularmente chamado de Quinto, daí o dito popular “o quinto dos infernos”, que era acumulativo.
Depois da metade do século, a produção das minas diminuiu drasticamente, fazendo com que vários cidadãos caíssem em divididas exorbitantes e a insatisfação com os mandos dos oficiais da Coroa era cada vez maior. Com isso, alguns membros da sociedade fidalga se organizaram para planejar a independência de Minas Gerais, cujos principais autores moravam em Vila Rica, atual Ouro Preto.
O movimento envolveu oficiais do governo, padres, escritores e até um alferes, oficial de baixa patente, chamado Joaquim José da Silva Xavier, que ao longo da história tornou-se o mártir conhecido como Tiradentes.
Tiradentes se tornou herói nacional com a implantação da República no Brasil, e os militares positivistas o elegeram como “símbolo”.
Se há ou não ligação maçônica com o movimento, até hoje os historiadores não afirmam, fontes não colaboram para tal comprovação.
O que sabemos é que a Inconfidência Mineira não chegou a sair da área das ideias, Tiradentes foi o único morto por crime de lesa a coroa.
Créditos: Campanha: Convento Pela Demanda - SCODB.