05/12/2023
Curva da banheira: Qual a vida útil de um elevador?
Segundo alguns especialistas e engenheiros da área do transporte vertical, um elevador tem que ser modernizado a cada 20 anos em média, pois começa a ter inúmeros gastos em relação a manutenibilidade do equipamento. Para entender melhor, explicarei cada fase da curva da banheira e como ela se correlaciona com o elevador.
A curva da banheira é dividida em três fases enumeradas na imagem acima: 1. Mortalidade infantil, 2. Vida útil e 3. Envelhecimento ou desgaste. Elas estão relacionadas à taxa de falhas (failure rate), que está no lado esquerdo/vertical da imagem e pelo tempo (time), que está abaixo na horizontal.
Mortalidade infantil: esse é o período da instalação de um elevador novo, onde sempre ocorrem falhas prematuras, originadas por algum problema no processo, que pode decorrer por defeitos de fabricação ou problemas de instalação. É bem comum nessa fase inicial, se você teve ou tem um apartamento recém-entregue, que o elevador apresente alguma falha, independente de modelo e fabricante.
Por experiência própria de campo, essas falhas vão diminuindo em um período curto de tempo – claro, se o mesmo foi montado corretamente e se as manutenções estão sendo realizadas conforme as orientações do fabricante. O que não é comum nessa fase? O elevador apresentar uma taxa muito elevada de falhas durante os três primeiros meses. A média comum seria de uma a três falhas no primeiro mês e com os meses subsequentes essa taxa diminuir, e posteriormente, entrando assim na segunda fase.
2. Vida útil: a segunda fase é o principal período de funcionamento do elevador. O equipamento ficará nessa etapa por anos, tende-se a estabilizar a taxa de falhas, apesar do gráfico mostrar uma linha reta nesse período, as falhas ocorrerão. O que definirá essa estabilidade são as manutenções periódicas que devem ser seguidas com extrema qualidade. Também é necessário a substituição de peças preventivamente que venham a desgastar com a utilização. Nesse ponto, é muito importante o condomínio ter um controle orçamentário com o objetivo de arrecadar recursos financeiros a médio e longo prazo, seja com um contrato de manutenção que tenha essa cobertura, seguros ou reserva em caixa exclusivamente para o elevador. Com o passar dos anos, as peças do elevador podem se tornar obsoletas e o custo poderá ser elevado, conforme o equipamento vai envelhecendo, a taxa de falhas começa a crescer, entrando então na terceira e última fase.
3. Envelhecimento ou desgaste: a última fase do elevador na curva da banheira, começa em média após 15 anos de uso. Nessa fase, o equipamento começa a apresentar uma taxa elevada de falhas, uma peça que não é trocada acaba comprometendo outra, trazendo uma verdadeira dor de cabeça para o condomínio. Nesse período, é o momento final da vida útil do elevador, e analisar os custos é necessário para tomar a decisão correta, para a troca parcial ou total do equipamento. Na área de elevadores são chamadas: modernização total ou modernização parcial.
O que ocorre após a fase de envelhecimento? Caso opte por modernizar total ou parcialmente, o elevador entrará novamente na fase inicial de mortalidade infantil e o que definirá a confiabilidade é um projeto que contenha uma variação menor de erros.
Conclui-se que o correto funcionamento de um elevador começa desde a instalação, por isso é fundamental realizar uma boa escolha na compra de um elevador. É nela que será definido qual a confiabilidade e durabilidade que o equipamento terá. Existem elevadores bem instalados, conservados e com manutenção de qualidade que funcionam perfeitamente há mais de 25 anos, como também possuem elevadores que com dez anos de funcionamento, chegam na fase de envelhecimento precocemente.
Fonte: Revista Elevador Brasil