20/05/2026
A indústria plástica de Criciúma e região está deixando de sair na vanguarda do mundo do trabalho no país, eliminando a escala 6x1 e reduzindo sua jornada para 40 horas semanais. O movimento desta semana de deputados federais — entre eles os quatro da região — ampliando de 44 para até 52 horas semanais a jornada de trabalho no país foi o combustível que os patrões precisavam, avalia o presidente Carlos de Cordes, o Dé.
A proposta de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, com o fim da escala 6x1, apresentada pelo sindicato profissional, foi debatida em duas rodadas com os representantes patronais, mas acabou sepultada em uma assembleia de empresários, na manhã desta quarta-feira (20), na sede do Sindicato da Indústria Plástica do Sul de Santa Catarina (Sinplasc).
A informação foi repassada pelos representantes do Sinplasc na rodada que poderia representar o avanço das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho dos mais de 9 mil profissionais do setor na região de Criciúma. “A grande maioria dos patrões rejeitou incluir na convenção coletiva deste ano o fim da escala 6x1 na indústria plástica da região”, disse Dé.
Na assembleia patronal, a rejeição à proposta apresentada pelos trabalhadores acabou sendo o único ponto de pauta debatido, informaram o secretário-executivo do Sinplasc, Elias Caetano, e o assessor jurídico, Dr. Sérgio Juchem. Com isso, outras reivindicações dos trabalhadores, como ganho real de salários e do PPR, valorização do piso salarial, entre outras, f**aram para um próximo encontro.
Segundo Carlos de Cordes, “não temos mais esperanças de fechar a negociação da convenção coletiva neste mês e f**a evidente que o atraso não é por conta dos trabalhadores; vamos esperar que os patrões voltem à mesa o mais rapidamente possível e com propostas que convençam os trabalhadores a continuar atuando na escala 6x1”.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região não tem dúvidas de que a reação dos patrões tem como lastro a mobilização dos deputados em Brasília. “Eles poderiam sair na frente. Contudo, mais uma vez vão tentar sufocar a aspiração dos trabalhadores. Mas não temos dúvidas de que a escala 6x1 está com os dias contados”, finalizou o dirigente.