Miniensaios - Históricos, Filosóficos, Científicos, Céticos e Conscienciais

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Página dedicada à publicação de textos breves, de caráter reflexivo, que exaltam a consciência humana, o despertar para esta existência e para a construção de um mundo melhor.

18/08/2024

Preparando para a próxima reunião do Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Educacionais do Mestrado em Educação na UFPR! 📚

Estou imerso no estudo do artigo "Relação Público-Privado no Contexto de Neoconservadorismo no Brasil" de Vera Maria Vidal Peroni, que será o centro das nossas discussões. O texto é extremamente interessante e esclarecedor, abordando as complexas relações entre o público e o privado no contexto do neoconservadorismo e do neoliberalismo no Brasil, e como essas dinâmicas impactam a educação pública.

Essa leitura está sendo uma excelente oportunidade para refletir sobre as políticas educacionais atuais e os desafios que enfrentamos para garantir uma educação verdadeiramente democrática e inclusiva.

Ansioso para discutir essas ideias com meus colegas de grupo e aprofundar ainda mais nossa compreensão sobre o tema!

É o que temos para um domingo.

02/08/2024

Olhem só essa notícia:

"PRÊMIO OFF FLIP NA BIBLIOTECA DO CONGRESSO DOS EUA

Recebemos um pedido muito especial!

As coletâneas do Prêmio Off Flip de Literatura (2023 e 2024) farão parte do acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Cada coleção é formada por três coletâneas [CONTO - CRÔNICA - POESIA], reunindo autores do Brasil e do exterior."

Isso quer dizer que o meu poema (Bigorna) e a minha crônica (Latidos Distantes) estarão na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos! Que chic, hein?!

Grande Carl Sagan!
21/05/2024

Grande Carl Sagan!

https://www.youtube.com/watch?v=AYHWYUbeiWA
29/02/2024

https://www.youtube.com/watch?v=AYHWYUbeiWA

CANÇÃO DE CURITIBA (SONHOS PROFUNDOS)Videoclipe da minha música autoral, com parceria na melodia, produzido pela Fábrica de Comunicação.FICHA TÉCNICAAutores:...

23/12/2023

MINIMALISMO DO TER E MAXIMALISMO DO SER (Miniconto)

Nos confins de uma região suburbana, Francisco adotava um estilo de vida minimalista, em que a simplicidade reinava sobre o acúmulo de bens materiais. E numa manhã tranquila, na biblioteca local, seus olhos encontraram Débora, uma ex-colega de sala de aula, naquela ocasião imersa em livros que falavam de enriquecimento, mas não eram sobre acumular posses e sim sobre a busca do autoconhecimento e do desenvolvimento humano.

Ao se reaproximarem, depois de anos distanciados um do outro, reataram sua antiga amizade, descobrindo que as filosofias de vida individuais que cada um adotava não eram excludentes, muito pelo contrário, eram como peças de um quebra-cabeça que se encaixavam perfeitamente. Francisco, minimalista convicto, admirava a dedicação de Débora ao maximalismo do ser. Ela, por sua vez, via na simplicidade de Francisco um convite à introspecção.

Apaixonados, e decidindo unir forças, eles se casaram, criando uma sinfonia harmoniosa entre o minimalismo do ter e o maximalismo do ser. Francisco aprendeu que o desapego material não significava privação, mas liberdade. Débora, por sua vez, descobriu na simplicidade a clareza para concentrar-se em seu crescimento pessoal.

Juntos, desbravaram viagens sem bagagem excessiva, e colecionaram experiências, não objetos. Sua casa era preenchida não por excesso de coisas, mas por uma atmosfera de aprendizado constante. Descobriram que a fusão de suas filosofias gerava uma fórmula única de plenitude.

Os amigos e familiares notavam a transformação dos dois e neles se inspiravam. Enquanto o minimalismo do ter não significava privar-se do que é essencial, mas sim desapegar-se do supérfluo, o maximalismo do ser não era uma busca desenfreada, mas uma demanda positiva rumo ao desenvolvimento pessoal.

Francisco e Débora se tornaram verdadeiros embaixadores dessa nova filosofia de vida, disseminando conhecimento por onde quer que passassem. Eles demonstraram que desfrutar das coisas simples não excluía o crescimento como seres humanos; pelo contrário, era a base para uma existência mais plena. Afinal, no encontro entre o minimalismo do ter e o maximalismo do ser, encontraram a fórmula secreta para uma vida verdadeiramente rica em significado.

Gilmar Ferreira-Verlinden

11/12/2023

CANIBAIS SEM CONSCIÊNCIA (Miniconto)

Numa pequena ilha de um remoto arquipélago do Pacífico, uma aldeia primitiva seguia a tradição sombria do canibalismo. O grupo sequestrava membros de aldeias rivais vizinhas, perpetuando uma prática cruel numa tentativa eloquentemente errônea de garantir a sua sobrevivência.

Por um inédito e inusitado estalo de consciência, Moana, um nativo atipicamente inquieto, viu-se iluminado por uma compreensão particular e exclusiva. Ele percebeu o alto nível de selvageria e a completa inadequação daquela prática, compreendendo que isso era prejudicial não apenas aos rivais, mas à própria existência humana naquele arquipélago. Determinado a mudar o rumo sombrio da aldeia, começou a buscar a conscientização dos seus congêneres.

Contudo, suas palavras aterrissaram em ouvidos surdos, abafadas pelo rugido de uma tradição arraigada nos corações duros daqueles nativos miseravelmente cegos e dogmáticos. Moana, apesar de seus esforços, acabou ele mesmo se tornando vítima da prática que tanto repudiava. Seu sacrifício, porém, não foi suficiente para deter o destino sombrio que aguardava a aldeia.

O canibalismo, como uma sombra persistente, acabou por ser um dos fatores que precipitaram a extinção local da espécie humana. Quando o último nativo sucumbiu na completa debilidade e solidão, o silêncio preencheu o lugar outrora habitado por homens, restando apenas o eco dos ventos e o balé das aves, répteis e insetos que acabariam por herdar aquelas terras que por milhares de anos foram habitadas, e controladas com exclusividade, pela espécie humana.

Gilmar Ferreira-Verlinden

07/12/2023

A PANELA DE OURO (Abalando as crenças de uma aldeia medieval) (Miniconto)

No distante Medievo, havia um lugar onde as lendas ganhavam vida nas cabeças e nos corações dos homens e mulheres humildes que ali viviam. Mas um dia chegou um forasteiro do sul que iria ser um causador de mudanças naquela aldeia. Diferente daqueles que acreditavam em unicórnios, elfos, duendes e gnomos, ele era um cético, movido unicamente pela razão. E determinado a desmistificar o sobrenatural, o forasteiro desafiou aquelas crenças arraigadas.

Apesar dos esforços para convencer as pessoas de que tais seres eram meras fantasias, apenas alguns poucos compreenderam a lógica do forasteiro. A maioria permaneceu fiel às suas crenças, pois estas estavam profundamente enraizadas em sua cultura.

Imperturbável, o forasteiro teve a ideia de promover um concurso, oferecendo uma panela cheia de ouro para quem conseguisse provar a existência de qualquer um desses seres míticos. Consciente de que ninguém teria sucesso, ele buscava desafiar a fé do povo de maneira palpável.

As tentativas de provar a existência dos seres sobrenaturais tornaram-se eventos cômicos, recebendo zombarias dos incrédulos, categoria esta que crescia a cada dia. Contudo, o forasteiro percebeu que, apesar das gargalhadas, a fé da aldeia permanecia inabalada. Muitos continuaram acreditando, ainda que o medo do ridículo os tivesse silenciado.

Assim, a aldeia medieval persistiu em suas crenças, mas agora envolta em um silêncio desconfortável. As histórias de unicórnios e elfos eram sussurradas em segredo, enquanto a panela de ouro se tornava um símbolo irônico da tentativa falha de dissuadir a fé arraigada. O forasteiro partiu, deixando para trás uma aldeia que, embora mais discreta, ainda guardava seus segredos mágicos, mesmo que no fundo eles acreditassem agora que aqueles seres mitológicos existissem apenas na sua fértil imaginação.

Gilmar Ferreira-Verlinden

05/12/2023

MIGUEL E A ROBÓTICA DO FERRO-VELHO (Miniconto)

Nos confins da periferia vivia Miguel, um jovem que desafiava as suas próprias limitações. Ele era um autodidata e estudava apaixonadamente matérias complexas como Mecatrônica, Automação e Robótica. Seu pai, Pedro, sustentava a casa com um ferro-velho, onde Miguel encontrava entre os descartes a matéria-prima para a realização de seus sonhos.

Todos os dias, quando retornava do colégio, Miguel ajudava seu pai a administrar o ferro-velho, sempre aproveitando para separar peças valiosas para o seu projeto secreto. Às vezes, um relógio quebrado e uma velha engrenagem poderiam ter um propósito especial. O sonho de Miguel era construir o seu o próprio robô.

Anos se passaram, com Miguel dedicando seu tempo livre e esforço ao projeto. Finalmente, na penumbra da oficina, ele conseguiu finalizar o que seria o fruto de sua determinação: um robô peculiar e perfeitamente funcional. A notícia correu pela comunidade, após uma apresentação do seu trabalho num evento de final de ano do colégio. O seu professor de Ciências, maravilhado com o seu talento e criatividade, o inscreveu em um prestigiado concurso de ciência e tecnologia.

Miguel, agora com seu robô ao lado, participou do concurso com nervosismo, mas com muita confiança. Surpreendentemente, sua criação brilhou diante dos juízes, rendendo-lhe muito mais que elogios. Ele recebeu um prêmio em dinheiro e uma cobiçada bolsa de estudos em Engenharia.

O sonho que começou nos descartes do ferro-velho transformou-se numa aventura inesquecível. Miguel não abandonou a periferia, mas continuou usando o ferro-velho como laboratório para os seus experimentos cada vez mais complexos e criativos, explorando horizontes cada vez mais amplos, guiado pela paixão e pela promessa de um futuro empolgante nas formidáveis trilhas da ciência e da tecnologia.

Gilmar Ferreira-Verlinden

03/12/2023

A MÁQUINA DE REESCREVER A HISTÓRIA (Miniconto de ficção científica)

Em 2124, Tânia desvendou um mistério que transcendeu o tempo. Ao conectar sua mente à ancestralidade inscrita na memória do seu DNA, ela mergulhou no tempo passado de sua bisavó. Um dispositivo com base na mecânica quântica, desenvolvido por ela, tornou possível essa interação bio-físico-química através das memórias armazenadas no cérebro e no DNA.

Entre os rincões do passado, Tânia acendeu sua mente com fragmentos da vida daquela que veio antes dela na sua linhagem genealógica. Cada lembrança ganhou vida, e ela, como uma narradora do tempo, passou a transcrever as experiências de um século atrás nitidamente revividas em sua mente.

O que começou como um experimento pessoal logo se transformou em uma revolução científica. A narrativa histórica não mais dependia de relatos escritos ou registros desgastados. Descendentes de figuras ilustres, como Napoleão Bonaparte, ansiosos por conhecerem seus antepassados de maneira transcendente, voluntariaram-se para mergulharem nessa experiência.

A caneta de Tânia, agora instrumento de poder e transformação, deslizava pelas páginas do tempo. A história começava a ser reescrita, não apenas por historiadores, mas pela herança genética deixada pelos próprios protagonistas do passado.

A trama inédita e fascinante que se desdobrava revelava não apenas eventos, mas emoções entrelaçadas com o tecido do tempo. A linha entre o antes e o agora tornava-se mais tênue, e a história, antes estática, pulsava com a energia da redescoberta.

Assim, Tânia não apenas conectou gerações, mas redefiniu a relação entre passado e presente. A voz de sua bisavó, outrora silenciosa, tornou-se uma canto lírico que ecoava através do tempo, inspirando uma nova era de compreensão por meio de uma fantástica conexão entre genes e neurônios.

Gilmar Ferreira-Verlinden

Endereço

Curitiba, PR

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