28/07/2026
Dez anos. É muito tempo mas também é quase nada.
Foi ontem. Ali, virando a esquina.
Mas foi em 2016. E foi muito antes também.
Quando havia um sonho, que se sonhou junto.
Que se sonhou em duas pessoas, em três, em cinco, em vinte, em oitenta.
Quando tudo eram planos. E quando era no improviso.
E de repente, tinha que ir no cartório, reconhecer firma.
Tinha que escrever roteiro, chamar gente, imprimir planilha, tirar certidão.
E nasce o filho com nome em numeral, que exige, exige, mil coisas. E o filho vai pra vida, faz um monte de loucuras, se diverte, que orgulho.
Dez anos. É um tempão. E nem é. Já anda e fala. E tem sede de conhecer o mundo.