25/05/2026
Carta para todas as mulheres que sentem dor
Amada, eu sei que você não aguenta mais sentir isso.
Eu sei que você já tentou explicar essa dor de todas as formas possíveis.
Já passou por exames, profissionais, tratamentos.
Já pesquisou de madrugada.
Já tentou “relaxar”.
Já tentou ignorar.
Já tentou ser forte.
E muitas vezes você chega até mim cansada.
Em estado de alerta.
Querendo arrancar essa dor o mais rápido possível.
E eu entendo.
Porque quando sentimos dor, tudo em nós entra em urgência.
O corpo quer fugir, a mente acelera e o sistema nervoso entra em defesa.
Mas existe uma parte difícil — e profundamente humana — no processo: a dor não costuma desaparecer na velocidade da nossa ansiedade.
Não porque sua dor é “emocional”.
Mas porque nenhum corpo consegue sair do estado de ameaça enquanto está sendo pressionado a melhorar o tempo inteiro.
Por isso eu escolhi trabalhar com saúde pélvica.
Porque eu acredito que mulheres com dor não precisam apenas de protocolos, mas sim de acolhimento.
Precisam entender o que o corpo está tentando comunicar. Precisam parar de se sentir erradas, exageradas ou quebradas.
E eu sei…
não é um caminho linear.
Surgem emoções, memórias, medos, raiva...
Quando começamos a tocar a pelve, muitas camadas começam a aparecer junto.
Mas eu quero que você saiba:
você não precisa atravessar isso sozinha.
Eu estou aqui para caminhar com você: com profundidade, paciência e sem violência contra o seu corpo.
Com carinho,
Marina Osório Martinez
Fisioterapeuta Pélvica 🤍