08/08/2025
Lá nas alturas, onde o chão parece distante e o vento conversa no ouvido, vive o pintor cordeiro.
Preso por cordas e sustentado pela própria coragem, ele enfrenta o sol que queima, o frio que corta e o balanço constante que põe à prova o equilíbrio e a mente.
Cada descida é um desafio, cada subida é um ato de superação.
Não há rede de proteção para o medo, mas há fé em cada nó, há confiança em cada movimento.
Do alto, ele enxerga o mundo de outro jeito.
Vê telhados, janelas e ruas que ninguém percebe,
e pinta não apenas fachadas — pinta histórias,
devolve cor ao que o tempo tentou apagar,
renova prédios e, com eles, renova sonhos.
No final do dia, quando recolhe as cordas, leva consigo a dor nos braços,
o cansaço nos ombros e a certeza no coração:
a de que cada parede entregue é uma vitória,
e que cada risco corrido se transforma em orgulho.
O pintor cordeiro não é apenas um trabalhador das alturas…
é um guerreiro do vento, um artista do ar,
um homem que pinta o céu com a própria coragem.