Claudia Soukup

Claudia Soukup Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Claudia Soukup, Empresa de paisagismo, Rua Das Heliconias, 215, Guarujá.

Claudia Soukup é graduada em Engenharia Agronômica pela Unesp de Jaboticabal, em SP, com especialização em Licenciamento Ambiental pela Universidade Santa Cecília, em Santos (SP) , Arquitetura da Paisagem pelo SENAC - SP e Arborização Urbana pela UNIFESP.

29/10/2025

Os manguezais da foz do Amazonas são ecossistemas únicos e incrivelmente ricos, mas extremamente frágeis. A região do Pará, Amapá e Maranhão abriga o maior cinturão contínuo de manguezais do planeta, que são verdadeiros berçários da vida marinha. Peixes, crustáceos e moluscos, muitos dos quais são a base da subsistência de comunidades tradicionais, encontram nesses mangues o ambiente ideal para se reproduzirem e se desenvolverem.

A exploração de petróleo nessa área é uma ameaça inaceitável. A região é geologicamente complexa e o risco de um vazamento de óleo é altíssimo. Um desastre ambiental teria consequências devastadoras e irreversíveis. O óleo, ao atingir os manguezais, seria retido por suas raízes e sedimentos, tornando a limpeza praticamente inviável. Além de sufocar a vida marinha, o vazamento destruiria a principal fonte de renda e alimento das comunidades locais, que vivem da pesca e do extrativismo.

Isso sem contar que o petróleo é uma fonte de energia obsoleta. Suas emissões de carbono já estão desestabilizando o clima, causando mortes e prejuízo. Investir nisso vai na contramão de tudo o que o Brasil e o mundo precisam fazer para combater a crise climática. É uma decisão que prioriza o lucro de curto prazo em detrimento de um ecossistema vital e do futuro do nosso planeta.

Saiba mais:

Mais extensos do mundo, mangues amazônicos são ameaçados pelas mudanças climáticas — ISA
https://uc.socioambiental.org/pt-br/noticia/223019

ONGs processam governo sobre petróleo na Foz do Amazonas — Observatório do Clima
https://www.oc.eco.br/ongs-processam-governo-sobre-petroleo-na-foz-do-amazonas/

Exploração da Foz do Amazonas: o que se sabe e o que falta saber sobre a operação da Petrobras — G1
https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/10/22/exploracao-da-foz-do-amazonas-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-saber.ghtml

29/10/2025
29/10/2025

Estamos de volta! Você sabia que as florestas manipulam o clima usando tecnologias sofisticadas? No relatório "O Futuro Climático da Amazônia", o climatologista Antonio Nobre explica como isso acontece: As árvores transpiram umidade; esse v***r de água sobe, resfria o ar e cria uma zona de baixa pressão que "suga" o ar úmido do Oceano Atlântico para o interior do continente. É a chamada bomba biótica.

Esse fluxo de umidade forma os rios voadores ou rios aéreos, massas de ar que transportam a água para vastas áreas da América do Sul, gerando chuvas essenciais para a agricultura e a vida em regiões distantes, como o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil.

Assim, a floresta não apenas regula a temperatura local, mas age como uma infraestrutura climática global, garantindo a distribuição de chuvas e mitigando o aquecimento do planeta.

Saiba mais:

O Futuro Climático da Amazônia

https://www.ccst.inpe.br/o-futuro-climatico-da-amazonia-relatorio-de-avaliacao-cientifica-antonio-donato-nobre/

04/09/2025
20/03/2025

A influência da sombra e da insolação direta sobre a absorção

É de conhecimento geral que a planta no sol absorve muito mais cálcio que planta na sombra. E, plantas de zonas secas são muito mais ricas em cálcio do que plantas de terrenos úmidos.

Em solos pobres de cálcio, o sombreamento reduz o teor em cálcio nos capins a ponto que o gado os recusa. Por outro lado, as plantas de sombra, com nível mais baixo de cálcio, absorvem mais micronutrientes, uma vez que o cálcio e o manganês se inibem mutuamente. Verificamos que, à medida que aumenta a absorção de Mn, baixa a de Ca e vice-versa.

Em solo sombreado e, portanto, mais úmido na superfície, a absorção de potássio é maior, podendo chegar a ponto do solo se esgotar nesse elemento, uma vez que condições permanentemente favoráveis à absorção de um determinado elemento são igualmente condições que aceleram seu esgotamento. Assim, no Rio Grande do Sul, nos solos rasos da fronteira, com nível elevado de cálcio e pH acima de 6,3, o molibdênio tornou-se deficiente por ter permanentemente condições boas para sua absorção. Em solos ácidos, porém, a elevação do nível de cálcio, através de uma calagem, aumenta a disponibilidade de molibdênio, que era presente sem poder ser absorvido.

As vantagens da sombra são: as árvores de sombreamento atuam ao mesmo tempo como quebra-ventos, diminuindo a ação dos ventos secos e quentes. A temperatura dentro da cultura e no solo superficial será maior e sua drenagem será melhorada pelas raízes das árvores de sombreamento. As árvores de sombreamento transportam, também, nutrientes do subsolo à superfície, que serão incorporadas ao solo superficial com as folhas caídas.

Geralmente adicionam nitrogênio, que pode ir até 100kg/ha. Haverá muito menos ervas invasoras e menos doenças vegetais. Assim, na Costa Rica, o ataque de Phytophtora palmivorum em cacau é mais intenso em plantações sem sombra do que nas sombreadas. O solo sombreado conserva sua bio estrutura favorável sem que haja necessidade de se preocupar com ela e portanto, é capaz de manter o vigor das plantas. Porém, as árvores de café, cacau e chá-da-índia, em solos esgotados, pouco reagem à adubação quando sombreados a 100%. A sombra de luz deve ser aproximadamente 30%, devendo ser escolhidas árvores preferencialmente não concorrentes em água. Em zonas com nível freático muito profundo e com “veranicos” pronunciados, desaconselha-se o uso de árvores de sombreamento, mesmo à base de 30% e aconselha-se o sombreamento do solo. Normalmente as colheitas de plantações com 30% de sombra são menores do que as de plantações não sombreadas, porém são mais estáveis, sem grandes oscilações e seu custo é menor.

Resumindo: plantas insoladas gastam mais cálcio e, portanto, necessitam de calagem. Elas gastam igualmente mais nitrogênio, necessitando uma adubação maior. Em solos insolados as colheitas são maiores, mas as plantas necessitam mais potássio, zinco e magnésio. Pela retirada de sombra modificam-se as necessidades da cultura! Se estas exigências não forem atendidas, uma cultura insolada pode proporcionar menor lucro que uma sombreada, por exigir maiores investimentos, que de maneira alguma têm seu retorno garantido quando o solo estiver física, química e biologicamente decaído.

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