18/06/2026
Alerta às trabalhadoras e aos trabalhadores
Vício em apostas acende alerta de saúde pública; perigo já afastou milhares das bets
_Perda de controle, adoecimento mental, endividamento e destruição de famílias colocam as bets no centro do debate da saúde mental_
Por trás das falsas promessas de dinheiro fácil, dos anúncios com celebridades e dos jogos acessíveis cresce no Brasil um problema que especialistas, profissionais de saúde e autoridades públicas tratam como uma questão de saúde pública, devido aos impactos do vício em jogos sobre a saúde mental, a renda das famílias e a vida social dos apostadores.
Os impactos vão muito além das perdas financeiras. Envolve destruição de patrimônios, ruptura de famílias, violência doméstica, suicídios e até a prática de crimes motivados pelo desespero para continuar apostando ou pagar dívidas acumuladas.
A dimensão do problema começou a aparecer de forma mais clara segundo dados, que revelou que aproximadamente 250 mil trabalhadores e trabalhadoras deixaram as bets, ou se autoexcluíram, se afastando das plataformas de apostas em razão de problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.
Outro levantamento da Secretaria de Prêmios e Apostas, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, que corresponde às remoções voluntárias dos CPFs (Cadastros de Pessoas Físicas), os brasileiros realizaram mais de 603 mil pedidos de autobloqueio das bets (veja abaixo como proceder). O balanço corresponde às remoções voluntárias dos Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) dos ambientes de apostas regulamentados desde dezembro do ano passado. Esses números evidenciam a gravidade do fenômeno e sua capacidade de afetar não apenas indivíduos, mas toda a sociedade.