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10/03/2025
Almoço em Família. Comemoração Dia dos Pais!!!
14/08/2022

Almoço em Família. Comemoração Dia dos Pais!!!

26/10/2017

Repensando o quebra‑cabeça da produtividade
Em 1987, o economista Robert Solow, ganhador do Prêmio Nobel, declarou que "é possível ver a era da informática em todos os lugares, menos nas estatísticas de produtividade". Essa declaração ainda é verdade 30 anos depois e tem sido pertinente principalmente durante os últimos 20 anos.
De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a produtividade do trabalho nos EUA apresentou uma média de crescimento anual de 1,24% entre 1990 e 1995, enquanto que essa média caiu para apenas 0,31% entre 2010 e 2015. Durante o mesmo período, a média do Japão passou de 2,27% para 0,93%. Mesmo o país com o melhor desempenho, a Austrália, conseguiu um aumento de apenas 0,06%.
Os pesquisadores da Universidade Northwestern defendem que essa queda na produtividade reflete a estagnação da tecnologia do mundo atual. Avanços recentes, como mensagens instantâneas e videogames, não geram a mesma eficiência que a eletricidade ou as turbinas de avião forneceram outrora, pelo menos em termos de aprimoramento da produtividade em grande escala.
No entanto, estima-se que as tecnologias emergentes gerem ganhos de produtividade. De carros que dirigem sozinhos a bots de chats de serviço ao cliente, espera-se que a inteligência artificial dobre as taxas anuais de crescimento econômico em 12 economias avançadas até 2035, de acordo com a Accenture. Ao reestruturar radicalmente os espaços de trabalho e permitir que as pessoas usem melhor seu tempo, essa tecnologia deve aumentar a produtividade em até 40%. Todavia, a materialização dessas eficiências não acontecerá automaticamente.
De acordo com o historiador econômico Paul A. David, de Stanford, inovações recém-criadas quase sempre reduzem a produtividade no primeiro momento. Quando os motores elétricos substituíram os motores a v***r nas fábricas, sistemas e processos inteiros enfrentaram interrupções e tiveram que ser reorganizados a partir do zero. Como resultado, a produtividade caiu, mas não por muito tempo. Os ganhos de produtividade da nova tecnologia simplesmente demoram para aparecer.
Produtividade organizacional versus produtividade individual
A produtividade organizacional é diferente da soma dos resultados individuais dos membros da equipe. Um funcionário pode fazer muito bem seu trabalho, sendo altamente produtivo a partir de uma perspectiva de gerenciamento básico. No entanto, o mesmo funcionário pode apresentar uma produtividade inexpressiva ou negativa em nível organizacional, ou seja, tem ótimo desempenho sozinho, mas deixa a desejar como parte de algo mais amplo.
A autoconsciência organizacional é crucial. As empresas que utilizam produtividade organizacional e individual podem alcançar resultados gerais melhores e obter vantagens em relação aos concorrentes. Três estratégias simples podem ajudar os líderes a avançar com sucesso.
Primeiro, incentive os funcionários a colaborarem entre si e falarem sobre seu trabalho. Os funcionários podem desempenhar bem sua função, mas se os membros da equipe ou equipes inteiras estiverem indo em direções diferentes, o resultado será a ineficiência geral. Acabar com unidades isoladas ajudará a evitar esse problema, portanto, agende regularmente um horário para a gerência conversar com os membros da equipe e apresentar um relatório.

Em segundo lugar, destine recursos para conseguir o melhor da equipe. Algumas pessoas são mais produtivas quando trabalham sozinhas, enquanto que outras prosperam em um ambiente coletivo. Às vezes, é melhor atribuir uma tarefa à pessoa mais capaz de realizá-la de forma independente. Outras vezes, o objetivo é a produtividade em nível organizacional. No segundo caso, pense com cuidado para atribuir as tarefas àqueles que são mais suscetíveis a alcançar o tipo de produtividade exigido.
Por último, equipes afastadas de seus líderes têm dificuldade para compreender a visão pela qual trabalham. Portanto, os líderes das empresas devem estar conectados aos funcionários em todos os níveis para conscientizar os membros das equipes a respeito de outras tarefas além daquelas desempenhadas por eles.
Durante as três últimas décadas, a produtividade estagnada despontou como um desafio importante para a comunidade empresarial global. As três próximas décadas também serão definidas por inovações rápidas, e os trabalhadores podem esperar por grandes mudanças, como sistemas de entrega via drone e transporte super-rápido entre cidades. À medida que essas mudanças acontecerem, garanta que sua organização prospere ao compreender a produtividade em um nível mais amplo.

Solução Eficiência Energética

26/10/2017

Repensando o quebra‑cabeça da produtividade
Em 1987, o economista Robert Solow, ganhador do Prêmio Nobel, declarou que "é possível ver a era da informática em todos os lugares, menos nas estatísticas de produtividade". Essa declaração ainda é verdade 30 anos depois e tem sido pertinente principalmente durante os últimos 20 anos.
De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a produtividade do trabalho nos EUA apresentou uma média de crescimento anual de 1,24% entre 1990 e 1995, enquanto que essa média caiu para apenas 0,31% entre 2010 e 2015. Durante o mesmo período, a média do Japão passou de 2,27% para 0,93%. Mesmo o país com o melhor desempenho, a Austrália, conseguiu um aumento de apenas 0,06%.
Os pesquisadores da Universidade Northwestern defendem que essa queda na produtividade reflete a estagnação da tecnologia do mundo atual. Avanços recentes, como mensagens instantâneas e videogames, não geram a mesma eficiência que a eletricidade ou as turbinas de avião forneceram outrora, pelo menos em termos de aprimoramento da produtividade em grande escala.
No entanto, estima-se que as tecnologias emergentes gerem ganhos de produtividade. De carros que dirigem sozinhos a bots de chats de serviço ao cliente, espera-se que a inteligência artificial dobre as taxas anuais de crescimento econômico em 12 economias avançadas até 2035, de acordo com a Accenture. Ao reestruturar radicalmente os espaços de trabalho e permitir que as pessoas usem melhor seu tempo, essa tecnologia deve aumentar a produtividade em até 40%. Todavia, a materialização dessas eficiências não acontecerá automaticamente.
De acordo com o historiador econômico Paul A. David, de Stanford, inovações recém-criadas quase sempre reduzem a produtividade no primeiro momento. Quando os motores elétricos substituíram os motores a v***r nas fábricas, sistemas e processos inteiros enfrentaram interrupções e tiveram que ser reorganizados a partir do zero. Como resultado, a produtividade caiu, mas não por muito tempo. Os ganhos de produtividade da nova tecnologia simplesmente demoram para aparecer.
Produtividade organizacional versus produtividade individual
A produtividade organizacional é diferente da soma dos resultados individuais dos membros da equipe. Um funcionário pode fazer muito bem seu trabalho, sendo altamente produtivo a partir de uma perspectiva de gerenciamento básico. No entanto, o mesmo funcionário pode apresentar uma produtividade inexpressiva ou negativa em nível organizacional, ou seja, tem ótimo desempenho sozinho, mas deixa a desejar como parte de algo mais amplo.
A autoconsciência organizacional é crucial. As empresas que utilizam produtividade organizacional e individual podem alcançar resultados gerais melhores e obter vantagens em relação aos concorrentes. Três estratégias simples podem ajudar os líderes a avançar com sucesso.
Primeiro, incentive os funcionários a colaborarem entre si e falarem sobre seu trabalho. Os funcionários podem desempenhar bem sua função, mas se os membros da equipe ou equipes inteiras estiverem indo em direções diferentes, o resultado será a ineficiência geral. Acabar com unidades isoladas ajudará a evitar esse problema, portanto, agende regularmente um horário para a gerência conversar com os membros da equipe e apresentar um relatório.

Em segundo lugar, destine recursos para conseguir o melhor da equipe. Algumas pessoas são mais produtivas quando trabalham sozinhas, enquanto que outras prosperam em um ambiente coletivo. Às vezes, é melhor atribuir uma tarefa à pessoa mais capaz de realizá-la de forma independente. Outras vezes, o objetivo é a produtividade em nível organizacional. No segundo caso, pense com cuidado para atribuir as tarefas àqueles que são mais suscetíveis a alcançar o tipo de produtividade exigido.
Por último, equipes afastadas de seus líderes têm dificuldade para compreender a visão pela qual trabalham. Portanto, os líderes das empresas devem estar conectados aos funcionários em todos os níveis para conscientizar os membros das equipes a respeito de outras tarefas além daquelas desempenhadas por eles.
Durante as três últimas décadas, a produtividade estagnada despontou como um desafio importante para a comunidade empresarial global. As três próximas décadas também serão definidas por inovações rápidas, e os trabalhadores podem esperar por grandes mudanças, como sistemas de entrega via drone e transporte super-rápido entre cidades. À medida que essas mudanças acontecerem, garanta que sua organização prospere ao compreender a produtividade em um nível mais amplo.

27/04/2017

Energia Livre por Nikola Tesla

Gerar energia, isso sempre foi um problema. Na verdade, o termo “gerar” não é bem aplicado nesse caso, melhor seria “transformar”. E transformar um tipo de energia em outro é um trabalho muito, muito lucrativo. Por isso, a invenção de um aparato que quebrasse os moto-perpétuos, produzindo energia capaz de colocar máquinas em funcionamento, em grandes quantidades e com custo baixo (ou mesmo, de forma gratuita) seria uma ameaça a esse setor da economia e porque não à economia mundial. Dessa forma, tornou-se comum teóricos relatando história de pessoas que somem do mapa, sem deixar vestígio, após divulgarem que fizeram uma descoberta nesse campo.
Segundo estudiosos do assunto, uma das maiores vítimas do interesse monetário das organizações e governos foi Nikola Tesla. Tesla foi um dos maiores gênios da História (senão o maior) e haveria inventado antes de morrer uma forma de alcançar esse feito. A teoria afirma que ele foi, de fato, bem sucedido, pouco antes de sua morte em 1943, na descoberta da matemática e da mecânica envolvida para produção de energia a custo zero. O aparato foi construído.

Contudo, uma organização do governo, provavelmente o FBI, imediatamente após sua construção, invadiu sua casa e confiscou todos os seus papéis e trabalhos. Tesla era considerado uma “ameaça” para o governo, principalmente por sua filosofia totalmente anti-capitalista (Tesla sempre buscou a Ciência como uma forma de evoluir o pensamento humano, desprezando todo o retorno financeiro, tanto que morreu empobrecido em 1943, aos 86 anos de idade) e seu potencial ( tudo que existe hoje, tecnologicamente falando, sem as descoberta de Tesla não seriam possíveis).
O conceito de energia livre é, em termos muito gerais, a capacidade de entrada x quantidade de energia em uma máquina, que a saída x + 1 quantidade de energia. Isto parece entrar em conflito com a lei da conservação de energia, que afirma que a energia não pode ser criada nem destruída. Tesla acreditava que a lei era incorreta. Inventou a bobina de Tesla como uma tentativa para criar a energia livre. A realidade é que essa idéia é tão radical que ela poderia destruir todo o conhecimento cientifico que temos hoje, já que a boa parte das nossas teorias cientificas atuais está embasada em alguma lei da termodinâmica.
Se for possível, a energia livre pode ser aperfeiçoada e resultado é que todo o planeta pode ser alimentado por uma única fonte de energia. Uma fonte infinita de energia ao nosso alcance. Você pode ver como isso iria irritar as companhias petrolíferas, não?

Eles são a causa da repressão, as alegações da teoria, pois ninguém teria que depender mais dos combustíveis fósseis. Desde de a eletricidade necessária para alimentar uma lâmpada até a construção de motores para viagens interestelares, anti-gravidade, etc. tudo seria feito de forma gratuita com a energia livre. Dessa forma, Tesla nunca se tornou um ícone, como Einsten ou Thomas Edison. As demais patentes de Tesla foram compradas pela empresas JP Morgan que hoje, segundo a Forbes, é a maior empresa do mundo.

02/07/2016

A Petrobras decidiu cortar o fornecimento de gás para a Amazonas Energia, empresa do grupo Eletrobrás responsável pelo abastecimento de todo o Estado. O corte de aproximadamente 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia coloca em situação de risco a segurança energética de Manaus e de toda a região, principalmente em horários de pico de consumo, o que pode levar a rede de distribuição ao estresse e, consequentemente, causar apagões.

A decisão radical da Petrobras, conforme apurou o Estado com uma fonte do governo, foi tomada após sucessivas tentativas de chegar a um acordo com a empresa sobre o pagamento da dívida. No mês passado, a Amazonas Energia deu um novo calote na Petrobras, deixando de pagar uma das mensalidades previstas em negociação firmada em dezembro de 2014. Pelo acordo, a Amazonas Energia assumiu o pagamento de uma dívida de cerca de R$ 3,5 bilhões, que seria quitada em 120 parcelas.

No último mês, porém, a empresa simplesmente deixou de pagar a conta. Para complicar a situação, a Amazonas Energia passou a acumular novos passivos com a Petrobras, uma conta extra que, segundo apurou a reportagem, hoje supera R$ 2 bilhões.Em maio, fornecedor e cliente tentaram chegar a um acordo, mas a negociação não avançou. A Petrobras notificou a Amazonas, dando prazo de 30 dias para que se achasse uma solução. Não se chegou a nenhum acordo. Hoje, a Petrobras cobra a Amazonas Energia na Justiça.

Procurada, a Petrobras informou apenas que "continua conversando e negociando com todos os parceiros envolvidos em seus negócios". A Eletrobrás e a Amazonas Energia não responderam até o fechamento da reportagem.Internamente, a Petrobras não consegue entender por que a Amazonas Energia simplesmente não honra a sua dívida. A rigor, a empresa recebe, todos os meses, recursos pagos pelo consumidor de todo o País, via conta de luz, para quitar essa despesa, ou seja, não se trata de recursos que saiam dos cofres da distribuidora, mas sim do bolso do cidadão.Toda a negociação feita entre a Petrobras e a distribuidora da Eletrobrás foi intermediada diretamente pelo governo, no fim de 2014.

Hoje, Manaus é a única cidade do Estado que está conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), rede que transmite energia para todo o País. O resto do Amazonas é abastecido por redes isoladas e supridas por usinas termoelétricas movidas a óleo combustível e diesel.A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já criticou, em diversos processos, a gestão da Amazonas Energia. Entre os maiores problemas estão casos como duplicidade de compra de combustível para uma mesma usina e contratos nos quais o preço do insumo chega a superar até mesmo o valor das tabelas de postos de combustível. A empresa também registra índices alarmantes de furto de energia, os tradicionais "gatos".

Qual o lugar do homem na indústria robotizada?Mundo está diante de grande reviravolta: máquinas e instrumentos se interc...
21/01/2016

Qual o lugar do homem na indústria robotizada?

Mundo está diante de grande reviravolta: máquinas e instrumentos se interconectam em fábricas inteligentes. Fórum Econômico em Davos faz prognósticos sombrios sobre o papel humano na quarta revolução industrial.
"Estamos no início de uma revolução, através da qual a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos uns com os outros vai se transformar profundamente", afirmou Klaus Schwab, organizador do Fórum Econômico Mundial, que se inicia nesta quarta-feira (20/01) na cidade suíça de Davos. Em questão está a chamada indústria 4.0 – ou seja, a produção controlada por computadores, totalmente automatizada e interconectada e a crescente propagação da tecnologia também no setor de serviços, por exemplo, através de robôs.

Mesmo economistas liberais advertem agora de forma mais séria: a indústria 4.0 terá impactos negativos sobre o mercado de trabalho – esse foi o resultado de uma pesquisa junto a empresários em 15 economias. De acordo com o estudo, as novas tecnologias poderão suprimir até sete milhões de postos de trabalhos nos países industrializados nos próximos cinco anos.

Assim, não surpreende que a digitalização nos processos de produção industrial seja o tema principal do atual Fórum Econômico Mundial na Suíça.

De acordo com o estudo apresentado nesta quarta-feira em Davos, isso não afeta somente os empregos nas fábricas muitas vezes já totalmente automatizadas, mas também as vagas no setor terciário. Consultores de investimentos, enfermeiras ou taxistas – todos concorrem com a tecnologia.

A pesquisa aponta que novos empregos serão criados principalmente para especialistas em informática e tecnologia. Mas esse número será somente de dois milhões, o que significa uma perda de cinco milhões de postos de trabalho até 2020.

Infografik Industrie 4.0 BRA

Períodos de desemprego

Tais previsões catastróficas não são novidade. Sempre que o mundo está diante de uma mudança tecnológica, é grande o medo do desemprego em massa. "Há sempre muito progresso e novos riscos. Portanto, as preocupações são justificadas, mas dizer que vai faltar trabalho é alarmismo", opina Enzo Weber, pesquisador do instituto alemão IAB, especializado em mercado de trabalho.

Já durante o início da industrialização no século 18, os economistas debatiam sobre o seu impacto no mercado de trabalho. A introdução de novas tecnologias no processamento de têxteis e na agricultura foi seguida, de fato, de demissões em grande escala. Artesãos e camponeses passaram a trabalhar novamente em jornadas diárias, mas sob condições muito piores. Enquanto as máquinas assumiam os trabalhos mais fáceis, aumentaram as oportunidades para profissões especializadas.

A indústria 4.0 também dá prosseguimento a essa tendência. De acordo com Enzo Weber do IAB, ficará mais difícil para trabalhadores menos qualificados encontrar um emprego. "Também observamos que postos de trabalho poderão desaparecer no setor de média qualificação." Segundo o especialista, o mundo moderno de trabalho está à procura principalmente de acadêmicos.

No entanto, tais fases de transição não possuem apenas aspectos negativos. "Com o progresso tecnológico sempre vêm novidades, aumentam os investimentos e há novos nichos", diz Weber.

Segundo ele, os desafios estariam principalmente na formação profissional do pessoal segregado do mercado de trabalho. "Trabalho é algo que nunca desapareceu", afirma, explicando que, após processos fundamentais de mudança, sempre há períodos curtos de desemprego. Um estudo do IAB de outubro de 2015 prevê a perda de 60 mil postos de trabalho na Alemanha nos próximos anos.

Infografik Wachstumschancen durch Industrie 4.0 BRA

Distribuindo lucros

De acordo com os pesquisadores Carl Benedikt Frey e Michael Osborne dos EUA, por volta de metade de todas as profissões podem ser computadorizadas. O economista Erik Brynjolffson, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), já avança mentalmente para uma próxima etapa. Em seu livro A segunda era das máquinas, ele escreve que a sociedade tem de considerar urgentemente como a distribuição da prosperidade emergente deverá ser regulada.

Pois ninguém realmente tem dúvidas de que a indústria 4.0 vai gerar mais dinheiro – a pergunta é: para quem? Brynjolffson propõe aumento de impostos ou uma renda básica. Mas a situação também poderá se desenvolver de outra forma. Segundo o autor, o fator decisivo será se os proprietários das máquinas altamente complexas vão conseguir resistir a uma distribuição da riqueza.

Enquanto tais cenários ainda pertencem ao futuro, países preparam agora o terreno para que não percam a chance da indústria 4.0. De acordo com a pesquisa de Davos, a Alemanha será mais afetada por essa mudança do que outros países europeus. O pesquisador Enzo Weber diz que a economia alemã pode se beneficiar muito disso – principalmente a expertise em tecnologia de sensores e engenharia mecânica será útil para ocupar as primeiras posições.

Porém, a indústria 4.0 não é somente a interconexão de dispositivos em rede, mas também a avaliação e processamento de dados em grande escala. Nesse contexto, principalmente as firmas americanas estão à frente. Para Weber, é justamente aqui que está o maior risco da iminente revolução.

"Ser capaz de lidar de forma flexível com grandes fluxos de dados – isso não significa nenhum ponto forte", afirma o pesquisador do IAB. Por isso, diz Weber, a Alemanha deve tomar cuidado para não terminar como uma extensão das mesas de trabalho de uma indústria de dados dominada pelos Estados Unidos.

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