Arquiteto Curador by casecasa

Arquiteto Curador by casecasa 𝘤𝘢𝘴𝘢𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘶𝘳𝘢𝘮. arquitetura sensorial + biofilia;
ancestralidade e renascimento. Healing Architecture consultant

Rafael Guimarães
Arquitetura + design + paisagem
Healing Architecture consultant
at ArquitetoCurador by casecasa;
Projetos |Interior design|
Execução de obras; Arquitetura sensorial e biofilia; Restaurador de arte e objetos.

🥎Antes de qualquer projeto existir, existe uma ideia.E nem toda ideia nasce clara.A Consultoria Criativa é um espaço exc...
17/03/2026

🥎
Antes de qualquer projeto existir, existe uma ideia.
E nem toda ideia nasce clara.

A Consultoria Criativa é um espaço exclusivo de escuta, direção e refinamento — onde visão e intenção se encontram para ganhar forma com precisão estética e profundidade conceitual.

Aqui, organizamos referências, alinhamos linguagem e traduzimos sensações em caminhos possíveis.
É o início de tudo.
Mas um início conduzido com clareza, sensibilidade e assinatura.

Para quem busca mais do que respostas prontas —
busca direção com identidade.

📩 Atendimento personalizado sob consulta.

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Toda criação sofisticada começa com um olhar bem orientado.

🍫Os doces de Renata Salles não querem ser lembrados pela aparência, mas pelo que despertam depois que acabam.E talvez se...
17/03/2026

🍫
Os doces de Renata Salles não querem ser lembrados pela aparência, mas pelo que despertam depois que acabam.
E talvez seja justamente isso que os torna deliciosamente raros: eles não terminam quando são consumidos — eles continuam existindo na memória de quem experimenta.

Existe uma cena contemporânea que me intriga: Todos os dias alguém — ou nós mesmos — abre uma pequena vitrine de si.Um s...
13/03/2026

Existe uma cena contemporânea que me intriga: Todos os dias alguém — ou nós mesmos — abre uma pequena vitrine de si.

Um sentimento.
Uma opinião.
Um estado de espírito.
Uma foto.
Um desabafo.

Postamos como quem m***a uma pequena exposição diária de si mesmo. Quase um diário curado para o olhar dos outros. Mas eu tenho me perguntado uma coisa com certa honestidade: O que em mim está realmente sendo vivido… e o que está sendo apenas editado?
Existe uma diferença enorme entre sentir e exibir o sentir.

Entre viver uma experiência
e já pensar nela como conteúdo.
Percebo que às vezes o ego vira um pequeno-grande apressado dentro de nós.

Seleciona o que parece interessante.
Enquadra.
Legenda.
Publica.

Mas a vida interior não acontece assim.
Ela não é imediata.
Não é editável.
Não é exibicionista.

A vida interior é mais parecida com um espaço em construção.
Um lugar onde coisas ainda estão se formando.
Onde nem tudo tem nome.
E talvez o gesto mais radical hoje seja esse:

Não expor.

Deixar certas experiências habitarem apenas o território íntimo da percepção.

Com a arquitetura, eu aprendi uma coisa importante:
os espaços mais poderosos não são os que gritam mas os que respiram. Talvez com a vida interior aconteça o mesmo.

Então deixo aqui um pequeno exercício:

Antes de postar algo hoje,
pare por alguns minutos.
Observe o que está acontecendo dentro de você
como quem observa um espaço ainda vazio.
Sem pressa de nomear.
Sem pressa de mostrar.
Só percebendo.

Porque talvez a experiência mais rara do nosso tempo
seja simplesmente habitar a si mesmo.








13/03/2026
Criei um canal no WhatsApp sobre Arquitetura Sensorial.Um espaço para falar de arquitetura, arte, memória e atmosfera — ...
10/03/2026

Criei um canal no WhatsApp sobre Arquitetura Sensorial.
Um espaço para falar de arquitetura, arte, memória e atmosfera — aquilo que faz um lugar realmente ser vivido.
Vou compartilhar reflexões curtas, referências e ideias sobre espaços que despertam os sentidos.
Se você se interessa por arquitetura, estética ou pela alma dos lugares, seja bem-vindo.
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No Dia Internacional da Mulher, mais do que celebrar, somos convidados a escutar — escutar histórias, vozes e forças que...
08/03/2026

No Dia Internacional da Mulher, mais do que celebrar, somos convidados a escutar — escutar histórias, vozes e forças que atravessam o tempo. É um dia que lembra que a potência feminina não é apenas símbolo, mas presença viva na cultura, na arte e na transformação do mundo.
É nesse espírito que a artista brasileira apresenta sua interpretação da canção Ê Mulher, composta por Chico César. A música é quase um manifesto delicado: um reconhecimento da mulher como força criadora, sensível e ancestral.
Na voz e no gesto de Badi Assad, a canção ganha corpo e textura. Seu violão, sua respiração e sua interpretação transformam a música em algo mais que melodia — tornam-se um rito de homenagem. Há algo de profundamente humano e reverente na forma como ela conduz a canção, como se cada verso abrisse espaço para reconhecer a dignidade e a beleza do feminino.
Este vídeo nasce como um pequeno gesto de celebração e respeito.
Um convite para lembrar das mulheres que nos formaram, inspiraram e sustentam o mundo todos os dias — muitas vezes em silêncio, muitas vezes com coragem imensa.
Que esta música toque você também.
E, se fizer sentido, compartilhe com uma mulher importante na sua vida. 🤍✨
Porque celebrar o feminino é, antes de tudo, reconhecer a força que faz a vida florescer.

Ouça em sua plataforma digital preferida: https://ingrv.es/voce-cade-b7x-4Siga Badi Assad nas redes sociaishttps://www.instagram.com/badiassad/https://www.fa...

Prevenir ou remediar: onde começa a sua escolha?Existe algo profundamente contraditório na forma como lidamos com o próp...
06/03/2026

Prevenir ou remediar: onde começa a sua escolha?

Existe algo profundamente contraditório na forma como lidamos com o próprio corpo. As pessoas são capazes de gastar rios de dinheiro para prolongar a vida quando ela já está ameaçada — cirurgias caríssimas, tratamentos experimentais, hospitais sofisticados, tecnologias médicas que prometem ganhar alguns meses ou anos a mais. No entanto, muitas dessas mesmas pessoas hesitam em investir diariamente naquilo que, de fato, sustenta a saúde: comida de verdade, tempo para o corpo, descanso, movimento e equilíbrio.

É como se a saúde só ganhasse valor quando começa a desaparecer.

Durante anos, o corpo é tratado como uma máquina que deve produzir, resistir, aguentar o estresse, dormir pouco, comer mal e seguir funcionando. A alimentação vira conveniência, não nutrição. O tempo para cuidar de si é visto como luxo, não como necessidade. Mas quando o organismo finalmente cobra a conta — e ele sempre cobra — de repente nenhum preço parece alto demais para tentar reparar o dano acumulado.

Pagamos fortunas para que a medicina conserte aquilo que passamos décadas negligenciando.

Existe também um certo fascínio moderno pela tecnologia médica, como se ela pudesse compensar qualquer excesso ou descuido. Criamos a fantasia de que sempre haverá um remédio mais forte, um procedimento mais avançado, uma intervenção capaz de nos salvar no final. É a cultura do reparo substituindo a cultura do cuidado.

Mas o corpo não funciona como um carro que pode simplesmente trocar peças.

A saúde verdadeira não nasce dentro de hospitais, nem em procedimentos de última geração. Ela nasce na repetição silenciosa de pequenas escolhas: o que se coloca no prato todos os dias, o tempo que se dedica ao descanso, ao movimento, à respiração, ao próprio equilíbrio.

O paradoxo é simples e incômodo: queremos viver muito, mas raramente queremos viver de uma maneira que sustente a vida.

Talvez o maior erro da nossa época seja imaginar que a medicina pode comprar tempo quando passamos anos desperdiçando saúde. Porque, no fim, a pergunta não é quanto estamos dispostos a pagar para continuar vivos — mas quanto estamos dispostos a cuidar de nós mesmos enquanto ainda estamos saudáveis.

A reflexão sobre prevenção e medicina intervencionista pode ser ampliada quando pensamos no papel do ambiente em que vivemos. É nesse ponto que a arquitetura sensorial entra como um elemento fundamental da saúde — muitas vezes invisível, mas profundamente determinante.

Arquitetura sensorial parte do princípio de que os espaços influenciam diretamente o corpo e a mente por meio dos sentidos: luz, textura, temperatura, acústica, cheiro, proporção, fluxo de circulação e relação com a natureza. Antes mesmo de qualquer intervenção médica, o corpo já está sendo afetado, diariamente, pelo ambiente que o envolve.

Quando vivemos em espaços com iluminação natural adequada, ventilação, materiais orgânicos, silêncio relativo, presença de vegetação e proporções que favorecem o descanso do olhar e do corpo, o organismo entra em estados fisiológicos mais equilibrados. O sistema nervoso desacelera, o cortisol tende a diminuir, o sono melhora, a respiração se regula. Ou seja, o próprio espaço passa a atuar como uma forma silenciosa de prevenção.

Por outro lado, ambientes saturados de estímulos artificiais — excesso de ruído, iluminação agressiva, ausência de natureza, materiais sintéticos, ar estagnado — criam uma tensão constante no organismo. O corpo permanece em alerta, acumulando micro-estresses que, ao longo do tempo, contribuem para desequilíbrios físicos e emocionais.

Nesse sentido, a arquitetura sensorial pode ser entendida como uma extensão da cultura do cuidado. Assim como a alimentação e os hábitos diários, o espaço em que habitamos também participa da construção da saúde. A casa deixa de ser apenas abrigo e passa a ser um dispositivo de regulação do corpo.

Se a medicina intervencionista entra em cena quando o organismo já entrou em colapso, a arquitetura sensorial atua muito antes — no território da prevenção, da harmonia e da manutenção da vitalidade.

Portanto, investir em saúde não signif**a apenas pensar em exames, médicos ou tratamentos futuros. Signif**a também projetar e habitar espaços que favoreçam o equilíbrio do corpo. Afinal, passamos grande parte da vida dentro de ambientes construídos. E cada detalhe desses ambientes, silenciosamente, educa o corpo para o estresse ou para o bem-estar.

No fundo, a questão volta ao mesmo ponto: saúde não é apenas algo que se recupera quando se perde. É algo que se cultiva — na alimentação, nos hábitos e também na forma como desenhamos os espaços onde a vida acontece. 🌀🏡




"Aquilo que expande tende a nutrir. Aquilo que contrai pede cuidado ou distância." Curar o olhar sobre as relações talve...
05/03/2026

"Aquilo que expande tende a nutrir. Aquilo que contrai pede cuidado ou distância."

Curar o olhar sobre as relações talvez comece pelo corpo.
Antes das palavras, antes das justif**ativas, antes das histórias que contamos para explicar o outro — o corpo sabe.

Há encontros que dilatam o peito.
A respiração se alonga, o pensamento se aquieta, algo dentro de nós ganha espaço. É como se a presença do outro abrisse janelas internas.
Esse é o território da nutrição: onde a vida circula, onde a troca é possível, onde o afeto não exige defesa.
Mas há também encontros que comprimem.

O gesto é pequeno — uma mensagem, um nome na tela, um olhar — e algo em nós se retrai. O corpo encolhe imperceptivelmente, como uma planta que recolhe suas folhas ao toque.
Essa contração não é fraqueza.
É sabedoria orgânica.
A expansão indica campo fértil.
A contração indica território que pede atenção, limite ou distância.

Aprender a escutar essa linguagem é um exercício de presença.
Porque o corpo não argumenta, não manipula, não mente.
Ele apenas responde ao que é verdadeiro para ele.

Talvez amadurecer nas relações seja justamente isso: reconhecer o que nos abre e nos faz crescer, e honrar aquilo que, ao nos contrair, pede silêncio, resguardo e cuidado.

Entre expansão e contração, o corpo nos oferece uma curadoria silenciosa da vida. E se ouvir é uma forma profunda de respeitar a própria alma.




🦋Pedir ajuda é um dos atos mais humanos — e, paradoxalmente, um dos mais difíceis.Fomos educados para performar autonomi...
27/02/2026

🦋
Pedir ajuda é um dos atos mais humanos — e, paradoxalmente, um dos mais difíceis.
Fomos educados para performar autonomia. A sustentar uma imagem de força, competência, controle. Principalmente quando carregamos uma identidade criativa, construtora, cuidadora — aquela pessoa que resolve, que sustenta, que orienta. Pedir ajuda, nesse contexto, parece quase uma fratura na própria narrativa.
Mas não é.
A dificuldade de pedir ajuda nasce de alguns lugares profundos:
Orgulho ferido: a crença de que precisar é sinônimo de fracasso.
Medo da rejeição: e se o outro não puder? E se não quiser?
Experiências passadas: quando fomos ignorados ou invalidados ao nos mostrarmos vulneráveis.
Confusão entre autonomia e isolamento: autonomia é escolher. Isolamento é não se permitir depender.
Há também uma dimensão cultural. Vivemos numa lógica de produtividade constante, onde fragilidade é vista como falha operacional. Só que o corpo, a psique e a alma não funcionam assim. Eles pedem pausa, colo, escuta.
Pedir ajuda exige coragem porque exige exposição. É dizer:
“Eu não estou dando conta sozinho.”
E isso nos coloca num lugar de verdade.
Mas tão importante quanto pedir é saber receber.
Receber ajuda também é uma educação. Porque receber implica:
Abrir espaço interno.
Não diminuir o gesto do outro.
Não competir com a própria necessidade.
Não transformar o auxílio em dívida emocional.
Receber é confiar. É permitir que o outro participe da nossa travessia. É entender que vínculos se constroem na troca — não apenas na oferta, mas também na aceitação.
Existe algo muito sofisticado em quem sabe receber: essa pessoa entende que não é autossuficiente, mas também não é incapaz. Ela reconhece o fluxo. Hoje eu preciso. Amanhã eu ofereço.
A natureza funciona assim. Uma floresta não é feita de árvores isoladas competindo silenciosamente. Ela é uma rede subterrânea de trocas. Nutrientes circulam. Apoios invisíveis sustentam o que, na superfície, parece independente.
Talvez pedir ajuda seja um gesto de maturidade.
Talvez receber ajuda seja um gesto de humildade elegante.
E talvez a verdadeira força não esteja em suportar tudo sozinho —
mas em saber quando estender a mão.

“Os gatos sabem. Eles sabem que são sagrados.”BukowskiHá escritores que buscam redenção nas igrejas, outros no amor româ...
27/02/2026

“Os gatos sabem. Eles sabem que são sagrados.”
Bukowski

Há escritores que buscam redenção nas igrejas, outros no amor romântico, outros ainda na própria ruína. Bukowski encontrou nos gatos.
Sobre Gatos não é um livro sobre animais domésticos.
É um tratado sobre soberania.
O gato, aqui, não é metáfora dócil — é presença.
Não pede aplauso.
Não negocia afeto.
Não performa moralidade.
Ele simplesmente é.
Bukowski, conhecido por sua escrita crua, etílica e marginal, encontra no felino uma ética que os homens perderam: a fidelidade à própria natureza. O gato não mente porque não precisa agradar. Não implora porque não reconhece hierarquias emocionais. Ele atravessa o espaço como quem atravessa um templo invisível — consciente da própria sacralidade.
Há algo profundamente arquitetônico nesse olhar.
O gato ocupa o espaço com precisão ritual.
Escolhe o ângulo de luz.
Testa a temperatura do chão.
Observa antes de agir.
Ele é um corpo em estado de escuta.
Bukowski vê nos gatos aquilo que sempre perseguiu na literatura: autenticidade sem ornamento. Uma forma de existir que não pede explicação. O felino como arquétipo do sobrevivente — silencioso, elegante, feroz quando necessário.
Enquanto o homem se corrompe na tentativa de ser aceito, o gato permanece inteiro.
Este livro revela uma ternura que não é sentimental.
É respeito.
Respeito pela criatura que mantém intacta sua selvageria mesmo entre paredes.
Respeito pela independência como forma de dignidade.
Respeito pelo silêncio como linguagem.
Ler Sobre Gatos é confrontar-se com uma pergunta incômoda:
o quanto da nossa natureza sacrif**amos para sermos tolerados?
Os gatos de Bukowski não pedem salvação.
Eles já nasceram inteiros.
Talvez seja isso que tanto nos desarma.

Título: Sobre Gatos
Autor: Charles Bukowski
Editora: L&PM Pocket (coleção Pocket, nº 1299)
Formato: bolso / pocket
Tradução: Rodrigo Breunig (em português)
Páginas: ~135-144
ISBN: 9788525438324














Cozinhar macarrão é simples, mas tem ritual e método — quase como trabalhar o barro: água, tempo, tensão certa e descans...
10/02/2026

Cozinhar macarrão é simples, mas tem ritual e método — quase como trabalhar o barro: água, tempo, tensão certa e descanso no ponto 😉
Vamos por partes.

1) Quantidade de macarrão por pessoa

Depende do papel dele no prato:
Prato principal
👉 80 a 100 g por pessoa (peso cru)
Acompanhamento
👉 60 a 70 g por pessoa
Referência prática:
Um punhado fechado ≈ 80 g de macarrão longo (espaguete, fettuccine)
Para macarrão curto, pese se puder — o olho engana.

2) Quantidade de água (isso importa mais do que parece)

Regra clássica italiana:
1 litro de água para cada 100 g de macarrão
Exemplos:
200 g de macarrão → 2 litros de água
500 g → 5 litros
Por quê?
Água demais evita que o macarrão grude
Mantém a temperatura estável quando você joga a massa
Cozinha de forma uniforme

💡 Em cozinhas profissionais hoje, às vezes se usa menos água para concentrar o amido (ótimo para molhos), mas isso exige atenção e prática.

3) Sal: o detalhe que muda tudo
Regra simples:
10 g de sal para cada litro de água
(≈ 1 colher de sopa rasa)
A água deve f**ar “salgada como o mar” — mas não mais que isso.

⚠️ Sal antes de colocar o macarrão - Nunca salgar depois achando que resolve (não resolve).

4) Como cozinhar corretamente
Ferva a água de verdade (bolhas grandes)
Acrescente o sal
Coloque o macarrão
Mexa nos primeiros 30 segundos (evita grudar)
Cozinhe al dente
Normalmente 1 minuto a menos do que a embalagem indica
Reserve um pouco da água do cozimento antes de escorrer

A água do macarrão é ouro: ela liga molho e massa.

5) O que NÃO fazer (pecados comuns)
❌ Colocar óleo na água
❌ Lavar o macarrão depois de cozido
❌ Escorrer e deixar esperando sem molho
❌ Quebrar espaguete (italianos choram)
_______________
Resumo rápido
🍝 80–100 g de macarrão cru por pessoa
💧 1 litro de água / 100 g
🧂 10 g de sal / litro
🔥 Água fervendo + mexer no início
💦 Guardar água do cozimento

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Quem sou eu sem esse ego que me atravessa?Talvez você seja exatamente aquilo que sobra quando o ego faz silêncio.Não o q...
09/02/2026

Quem sou eu sem esse ego que me atravessa?

Talvez você seja exatamente aquilo que sobra quando o ego faz silêncio.
Não o que se afirma, mas o que percebe.
Sem esse ego que atravessa, você não deixa de existir — você desocupa.
Sai do papel, do desempenho, da defesa constante.
F**a o corpo que sente antes de explicar.
O olhar que não precisa convencer.
A mão que cria sem pedir validação.
Você é o que permanece quando não há necessidade de se provar inteiro, forte, desejável ou certo.
É o intervalo entre um pensamento e outro.
A escuta.
A presença.
O ego atravessa porque quer nome, contorno, narrativa.
Mas você… você talvez seja anterior a tudo isso.
Um estado mais do que uma identidade.
E às vezes essa pergunta não pede resposta.
Pede vivência.
F**ar um pouco ali, sem título, sem defesa, sem urgência — só respirando quem você é quando ninguém está olhando.
Se quiser, posso caminhar com você por essa pergunta mais devagar.

Sim

Então vamos com calma. Bem devagar.
Fecha um pouco a pergunta.
Não tenta responder agora.
Percebe primeiro onde ela bate no teu corpo.
É no peito?
Na garganta?
Na barriga?
O ego costuma atravessar como tensão:
ombros erguidos,
mandíbula firme,
pensamento que corre pra se explicar.
Agora imagina que você não precisa sustentar nada disso por alguns instantes.
Nada a defender.
Nada a provar.
Nada a resolver.
O que aparece quando você solta um grau dessa tensão?
Talvez venha um vazio.
Talvez um cansaço antigo.
Talvez uma delicadeza que quase nunca tem espaço.
Isso também é você.
Sem o ego, você não vira menos —
você vira mais poroso.
Mais atravessado pelo mundo do que atravessando o mundo.
Você é: – o gesto antes do conceito
– a intuição antes do discurso
– o silêncio que organiza a forma
F**a aí um instante.
Respira.
Quando sentir que dá, me diz:
o que apareceu primeiro — silêncio, emoção ou memória?

Memoria

Tudo bem.
A memória costuma ser a primeira porta.
Não tenta organizá-la ainda.
Memória não vem para ser entendida de imediato — vem para ser sentida.
Percebe se ela é: uma imagem?
um cheiro?
uma cena curta, quase um frame?
Agora algo importante:
essa memória não é você.
Ela é algo que passa por você.
O ego costuma agarrar a memória e dizer:
“isso me define”,
“foi ali que eu virei quem sou”,
“é por isso que eu ajo assim”.
Mas sem o ego, você é o campo onde a memória aparece.
O espaço que a sustenta sem precisar explicá-la.
Se puder, observa essa lembrança como quem olha uma peça antiga:
com respeito,
sem tentar restaurar,
sem tentar corrigir.
Pergunta em silêncio, não pra mim, pra ela:
“o que você quer que eu sinta, não que eu entenda?”
F**a um pouco aí.
Quando quiser, me conta:
essa memória tem mais peso ou mais saudade?

Peso

Entendo.
Quando é peso, geralmente não é só lembrança — é algo que ficou carregado no corpo.
Peso é aquilo que não pôde cair na época.
Não foi chorado, não foi dito, não foi acolhido.
Então ficou.
Repara numa coisa com cuidado:
o peso não está te machucando agora —
ele está pedindo chão.
Sem o ego, você não precisa justif**ar esse peso, nem transformá-lo em identidade, nem aprender algo com ele à força.
Você só precisa sustentá-lo sem resistência por um instante.
Imagina que você não é quem carrega.
Você é o lugar onde isso pode ser apoiado.
Às vezes o ego diz:
“isso me endureceu”
“isso me fez assim”
Mas talvez, sem ele, a verdade seja mais simples e mais humana:
“isso foi pesado demais para alguém sozinho”.
Respira de novo.
Não empurra.
Não resolve.
E me diz, quando puder:
esse peso parece antigo ou ainda ativo, como se estivesse acontecendo agora?

Agora

Tá.
Se é agora, então a gente f**a agora. Não vai pro passado.
Olha ao redor por um segundo.
Nomeia mentalmente três coisas que você consegue ver.
Sem signif**ado. Só forma, cor, presença.
Agora volta pra dentro.
Esse peso não é memória — é estado.
Algo está sendo vivido no presente com a intensidade de algo antigo.
Importante:
você não está em perigo.
Mas o corpo pode estar em alerta, como se estivesse.
Coloca uma mão onde o peso é mais evidente.
Não pra tirar. Pra acompanhar.
Diz internamente (sem força):
“eu vejo você.”
Só isso.
O ego tenta reagir.
A presença só f**a.
Respira um pouco mais longo na saída do ar do que na entrada.
Como quem pousa.
Se conseguir responder, responde curto:
esse peso pede acolhimento ou pede limite?

Limite

Isso é muito claro.
Quando o corpo pede limite, ele está pedindo contorno, não explicação.
Limite não é afastar o mundo.
É parar de se abandonar.
Sem o ego — aquele que tenta aguentar tudo, entender tudo, salvar tudo —
o limite surge como um gesto simples e muito digno:
“Daqui pra frente, não.”
“Até aqui, sim.”
Percebe como isso não é agressivo?
É estrutural.
Como uma margem de rio: sem ela, tudo transborda.
Agora, bem concreto: imagina esse limite como uma linha no chão, à tua frente.
Você não precisa empurrar ninguém pra fora.
Você só precisa não avançar além dela.
O peso começa a diminuir quando você para de atravessar a si mesmo.
Se o ego atravessa,
o limite te devolve ao eixo.
F**a com essa pergunta, sem responder em palavras: — o que eu tenho permitido que já ultrapassou essa linha?
Não precisa me dizer.
Só sente se algo se ajusta por dentro quando você reconhece isso.
Estou aqui.
No ritmo que der.

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Terça-feira 09:00 - 17:00
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