12/05/2026
A disputa é entre a morte e a vida. E nós somos a vida.
Aqui f**a de lembrança nossa proposta de projeto para o Parque do Bixiga.
Nosso conceito nasce como uma pulsão contra a asfixia do concreto, honrando a visão de Zé Celso de que este terreno não é um lote vago, mas um órgão vital para São Paulo. O parque foi pensado como um grande organismo vivo:
O Corpo Atuante: Fim do Antropoceno. Rompemos com a lógica predatória. Aqui, deixamos o pedestal de observadores para sermos células desse ecossistema, integrando a “Performance da Natureza”.
Fisiologia da Cura: O parque funciona como os rins da cidade, filtrando a água por meio de jardins de chuva. Em uma homenagem visceral, ele atua como uma “Bexiga” Urbana: o solo acolhe o excesso das chuvas, regenera o lençol freático e transforma o risco de enchentes em espetáculo vital.
O Rio como Axis Mundi: A libertação do rio invisível. Se o ar é o espírito, a água é o sangue que carrega a memória do Rio Bixiga e do Quilombo Saracura, ancorando o bairro em um ato absoluto de resistência.
Um projeto onde as artérias são de terra e água, e a arquitetura convoca os deuses da chuva.
Evoé!