04/11/2018
Olá, hoje tratarei dos cuidados do eletricista e de quem vai mexer com eletricidade para evitar possíveis acidentes com choque elétrico, de acordo com a Norma Regulamentadora nº:10.
Esses passos foram desenvolvidos para eletricistas de baixa e alta tensão ao trabalharem numa instalação não energizada, mas são recomendações que servem para os curiosos não sofrerem nenhum tipo de acidente com choque elétricos que, convenhamos, não é nada agradável e pode ter sérias consequências.
1- Seccionar a rede: Esse passo é essencial para que não ocorra um risco de choque elétrico. Fazendo isso, você evita que a corrente continue passando pelos condutores e possa chegar até sua mão. Pode ser desligado um disjuntor geral ou específico. Mas, será que ja estamos seguros apenas desligando um disjuntor?
2- Bloqueando o religamento: Se você está em casa querendo trocar um interruptor e resolve desligar o disjuntor geral, algum parente seu se assusta com isso e resolve verif**ar o quadro de distribuição e percebe que há um disjuntor desligado. Pronto, basta que essa pessoa religue o disjuntor e você esteja com a mão na massa para que ocorra um acidente.
Para evitar uma situação como essa, instale um dispositivo para que outra pessoa não religue o que foi seccionado. Normalmente na industria ou em empresas é utilizado um cadeado ou algum dispositivo que faça o bloqueio manual, mas caso você vá fazer em casa, avise a todos para que não religuem ou você pode, no caso de desligar um disjuntor, tirar um fio de energização e isolar para que, mesmo que liguem o disjuntor, ele não seja energizado.
3- Testando o circuito: Você pode seccionar e bloquear para que não religuem, mas quem garante que o disjuntor que você desligou é o correto? Muitas casas hoje em dia estão com a fiação toda bagunçada e sem uma ordem que seja de fácil identif**ação. Para isso, o terceiro passo é fazer um teste para saber se o circuito ainda está energizado. Você pode usar um multímetro que possua um voltímetro para realizar o teste, basta ligar os fios do aparelho de teste nos fios em que você vai realizar algum trabalho. O aparelho deve estar medindo a tensão, que é representada pela voltagem de corrente alternada (V~). Dependendo da tensão de sua residência (220v ou 110v), o aparelho irá identif**ar se há corrente no circuito. Só de aparecer algum número na tela, tenha cuidado, pois o circuito provavelmente está energizado.
4- Aterramento temporário: Normalmente é utilizado em trabalhos de alta tensão, mas é recomendado que haja um aterramento na residência em que você está realizando algum trabalho. Infelizmente, muitas residências não possuem o aterramento, coisa que causa muitos acidentes, pois, se não há aterramento, a energia elétrica procura o melhor condutor e adivinhe: nosso corpo é um ótimo condutor!
5- Sinalização: Pode parecer desnecessário, mas mesmo com algum dispositivo bloqueando, pode ser que alguém veja esse bloqueio e viole o mesmo (achando que o fio solto, por exemplo, acabou saindo por acidente e religando). Para que isso não ocorra, sinalize o local com alguma placa ou algo que indique que há alguém trabalhando na instalação e que não é para realizar um religamento. Se tiver alguém que o esteja acompanhando, peça para que essa pessoa fique do lado do quadro de distribuição, impedindo que outra pessoa desavisada acabe religando o disjuntor e podendo acarretar num acidente.
Essas recomendações estão no item 10.5 da Norma Regulamentadora nº: 10, e são destinadas a profissionais da elétrica. Caso você não possua conhecimentos ou os equipamentos necessários para a realização de te**es, considere chamar um eletricista habilitado, qualif**ado ou mesmo capacitado à trabalhar com eletricidade. Acidentes acontecem de várias formas e talvez sua vida não valha um momento de curiosidade.