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Sinsexpro Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de São Paulo QUEM SÃO CONSELHOS E ORDENS?

O SINSEXPRO - Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de São Paulo - foi fundado em 12/01/1989. Representa os funcionários dos Conselhos Regionais e Ordens de Fiscalização do Exercício Profissional e surgiu da necessidade real de nos constituirmos enquanto cidadãos organizados, exigir nossos direitos, conquistar benefícios e participar das decisões, não só no local de trabalho, mas também nas demais dimensões da nossa sociedade. A FENASERA

Em 1992, os sindicatos de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraíba, Ceará, Bahia, Sergipe, Paraná, Alagoas, Maranhão e Distrito Federal fundaram a FENASERA, Federação Nacional dos Trabalhadores nas Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional, nas Entidades Coligadas e Afins, visando articular ações em nível nacional, ajudar regiões mais carentes criando sindicatos e intervir regionalmente quando necessário. A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

A filiação do SINSEXPRO à CUT, em 1991, (a FENASERA já nasceu filiada à CUT) ocorreu motivada pela identificação com esta central, por ser a mais combativa, com propósitos ousados e bem definidos de um projeto de transformação social, visando viabilizar uma sociedade mais justa e socialista. Para tanto, é necessário que somemos forças a outras categorias, pois nossos problemas e sonhos são comuns aos dos demais trabalhadores. Por sermos um sindicato novo, com pouco acúmulo, precisando ser conhecido e reconhecido, fIzemos várias investigações do setor, o que contribuiu para prepararmos o material para a realização de uma discussão pública sobre o papel dos Conselhos e Autarquias Profissionais e, também, nos possibilitou a certificação de alguns aspectos que já havíamos constatado, mas que não havíamos, até esta oportunidade, sistematizado adequadamente, tanto no que se refere às características dos próprios Conselhos/Ordens, bem como no que tange ao desdobramento das negociações coletivas, suprindo, assim, uma necessidade enfrentada pelo Sindicato e pela Federação Nacional. Neste sentido, realizamos as investigações sobre o histórico da organização Sindical e da categoria. Estruturamos o texto da seguinte maneira: começamos resgatando o histórico e a função dos Conselhos para, depois, chegarmos à prática atual. HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL NO SETOR

Antes de nos aprofundarmos, é importante destacar dois aspectos da história das nossas negociações coletivas. Um deles é que nossos sindicatos só foram fundados após a promulgação da Constituição de 1988, porque, embora nosso regime de trabalho obedecesse a CLT nossa condição de servidores em autarquias federais não permitia nossa constituição em associações profissionais ou sindicais. Esta característica se repete em todas as unidades federativas, ou seja, não vivemos o auge dos sindicatos nos anos 80 (o SINSEXPRO, inclusive, surgiu apenas em 12/01/1989). Sendo assim, pouco ou nenhum contato existia entre as autarquias da categoria. As negociações salariais, quando ocorriam, eram, em geral, estabelecidas entre a diretoria da autarquia e as comissões formadas ora por funcionários voluntários, ora por chefias ou, até mesmo, por associações e grêmios que detinham, na verdade, caráter apenas recreativo. Por falta de maior organização e pelo próprio isolamento, as reivindicações eram mais voltadas para aumentos reais de salário e raramente figuravam na agenda de reivindicações os aspectos relativos a direitos sociais. A partir da segunda metade dos anos 80, surgem algumas tentativas de buscar maior organização. No fim de1986 eclode uma greve espontânea no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), reivindicando melhoria salarial. Na ocasião, é eleita uma Comissão de Negociação entre os funcionários, que obtém relativo êxito, já que o aumento reivindicado é concedido. A Comissão negociadora torna-se, então, permanente e viria a ser a responsável pela organização de diversas outras greves e negociações, até a fundação do sindicato. Além da organização no CREA, a Comissão acabou por se configurar também como um dos pilares da articulação com funcionários de outros Conselhos e Ordens e responsável pela fundação do sindicato da categoria. Por volta de 1987, funcionários dos Conselhos Regionais de Farmácia, Contabilidade e Medicina agendam alguns encontros para tentar fundar uma organização sindical, que se consolida em 1989, com a fundação do SINSEXPRO. No início da década de 90, o país não contava com nenhuma política salarial que protegesse os salários dos efeitos da inflação galopante, então instalada. Assim, as categorias contavam apenas com sua força de mobilização e o SINSEXPRO convocava os trabalhadores a pressionarem os presidentes de autarquias, para não ficarem à mercê da sua vontade. O recurso ao Judiciário também não nos favorecia. Nossa categoria enfrentava os efeitos da indefinição da nossa legislação trabalhista, entre a CLT e o Regime Jurídico Único. Ora recorríamos à Justiça do Trabalho, ora à Justiça Federal; nesta última, particularmente, quando se tratava de reintegração de funcionários demitidos. O resultado mais frequente era a Justiça do Trabalho arquivar nossas ações, por nos considerar funcionários públicos, e a Justiça Federal agir da mesma forma, por nos considerar celetistas. Até meados de 1995, os Conselhos e Ordens pouco se relacionavam, característica também do forte corporativismo destas entidades. Algumas das entidades consideram até um aspecto positivo o fato de possuírem um Acordo Coletivo, como marco de boa administração. As relações trabalhistas, na maioria destas entidades, eram caracterizadas pela forte hierarquia combinada com paternalismo, particularmente nos Conselhos/Ordens de menor porte, nos quais a rotatividade da direção era, e ainda é, quase nula, gerando uma espécie de casta ou coronelismo autárquico. Por não possuírem um sindicato patronal (proibido por lei), parte dos Conselhos de pequeno porte temiam o enfrentamento com o Sindicato nos conflitos trabalhistas. Para não se exporem, evitavam-nos ou preferiam o caminho do diálogo, ainda que nem sempre os Acordos Coletivos nos favorecessem. É importante também ressaltar que o poder de mobilização nestes órgãos era quase nulo, pois se tratavam de conselhos que tinham um quadro funcional de dois acerca de 20 funcionários. Já com os Conselhos de grande porte eram comuns as greves como instrumento de pressão, após tentativas frustradas para se negociar, particularmente naqueles onde havia forte sindicalização. No entanto, mesmo diante das adversidades, ao longo dos sete primeiros anos, conseguimos firmar acordos em cerca de 80% dos Conselhos e Ordens, assegurando direitos já existentes e conquistando outros de grande relevância (horas extras, 100% de adicional noturno, 100% de anuênio, vale-refeição, estabilidade após os 40 anos de idade, etc). A partir de 1997, entretanto, começam a se configurar os efeitos do neoliberalismo tupiniquim também em nossa categoria. Conselhos, como o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), organizam uma espécie de fórum de Conselhos, que em princípio, seria um espaço para troca de informações entre outras autarquias e para o aprimoramento da fiscalização profissional. No entanto, por trás dessa manobra havia um claro objetivo: o de se organizarem com o intuito de anular nossas ações sindicais. AS PRINCIPAIS TÁTICAS DOS PATRÕES

Não negociar com o sindicato e deixar que a disputa fosse para dissídio, já prevendo o resultado no TST;
- Confundir-nos com a legislação dúbia (CLT x Regime Jurídico Único);
- Em alguns casos, conceder reposição abaixo da inflação, mas não assinar o Acordo Coletivo;
- Retirar cláusulas, particularmente as que se referiam à organização sindical;
- Incentivar e criar comissões de funcionários, ou utilizar as associações recreativas para negociarem no lugar do sindicato;
- Em caso de resistência com mobilização (greves e paralisações), demitir funcionários, a começar por aqueles que, por outros motivos (problemas administrativos), já eram visados, atribuindo a demissão a atos de rebeldia, como tática para desacreditar o sindicato;
- Em Conselhos e Ordens que já não eram muito organizados, coibir, de maneira direta ou indireta, as sindicalizações. Paralelamente a estes procedimentos, as autarquias adiavam as negociações como forma de buscar o Dissídio Coletivo, apostando na lentidão do Judiciário e nos reveses que todos os sindicatos têm amargado nos últimos anos. No entanto, a estratégia não teve todo o êxito esperado. Através de pressões e manifestações, conseguimos fracionar as relações com as autarquias e realizar acordos com a maioria delas. Mesmo naquelas em que não conseguimos firmar acordo coletivo, priorizamos o embate político, de forma a evitar ao máximo a intervenção da Justiça do Trabalho, amparados, inclusive, por uma das cláusulas presentes em todos os acordos firmados até então, que assegurava a continuidade dos benefícios sociais daquele acordo, até que um outro fosse firmado. Mas, neste caso, o Judiciário não respeitou tal cláusula, enfraquecendo o lado sindical. Por exemplo, em relação ao CORECON (Conselho Regional de Economia) perdemos a data-base. Para obter, novamente, o reconhecimento da data-base, o Sindicato viu-se obrigado a firmar um acordo no qual houve retrocesso nas suas conquistas. Outros conselhos também se valeram desta desigualdade, forçando o recurso ao Dissídio Coletivo. No julgamento (ano 2000) dos Conselhos de Odontologia (CROSP) e Serviço Social (CRESS), o sindicato perdeu o anuênio e o livre acesso de dirigentes sindicais ao Conselho, apesar de ter, aproximadamente, 90% dos funcionários da base sindicalizados. Conselhos e Ordens são entidades autárquicas criadas por decreto-lei, com o objetivo de regulamentar e fiscalizar o exercício de determinada profissão. São entidades de direito público com poder de fiscalização e sustentados pelos próprios profissionais através de taxas compulsórias como, por exemplo, anuidades. A direção destes órgãos é exercida pelos próprios profissionais, indicados por entidades de classe, compondo o quadro de conselheiros. O cargo de conselheiro é honorífico e, quase sempre, a eleição é direta junto aos profissionais. O tempo de mandato varia de conselho para conselho.

📣Dia do Servidor Público
30/10/2026

📣Dia do Servidor Público

📄O Sinsexpro encaminhou ofício ao CRP SP nesta quinta-feira, 29/10, clique https://bit.ly/4zh767B e veja integra, propon...
29/10/2026

📄O Sinsexpro encaminhou ofício ao CRP SP nesta quinta-feira, 29/10, clique https://bit.ly/4zh767B e veja integra, propondo a realização de uma nova Mesa Permanente de Negociação nos dias 5 ou 12 de novembro, além da manutenção da reunião já prevista para 26 de novembro.

💻A iniciativa ocorreu após representantes do Conselho não comparecerem à reunião virtual marcada para hoje, em razão de divergências de entendimento sobre o calendário das negociações. Os representantes do Sindicato estiveram presentes na sala virtual.

🗣️No documento, o Sinsexpro elucida os desencontros de comunicação e reafirma a importância da continuidade do diálogo para avançar nas reivindicações da categoria.

✊🏽O Sindicato também informa que a assembleia de trabalhadoras(es) aprovou a assinatura do Aditamento ao ACT 2026, condicionada ao início imediato das negociações do ACT 2027.

👊🏽O Sinsexpro aguarda o posicionamento do Conselho e reafirma seu compromisso com a continuidade das negociações e a defesa dos direitos das(os) trabalhadoras(es).

✊🏽28 DE OUTUBRO | DIA DO SERVIDOR PÚBLICOValorizar o serviço público é valorizar quem trabalha todos os dias para garant...
28/10/2026

✊🏽28 DE OUTUBRO | DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

Valorizar o serviço público é valorizar quem trabalha todos os dias para garantir direitos à população!

Mas esta data não é apenas de homenagem. É também um dia de luta e resistência!

É reconhecer que não existe serviço público de qualidade sem trabalhadores e trabalhadoras valorizados!

Neste 28 de outubro, celebramos quem faz o serviço público acontecer e reafirmamos nosso compromisso com a organização, a mobilização e a defesa da categoria.

📣É amanhã assembleia no CRP SP
26/10/2026

📣É amanhã assembleia no CRP SP

2.⁠ ⁠A Valorização do Trabalho e a Garantia de DireitosA força que move o Brasil vem do suor de sua classe trabalhadora....
23/10/2026

2.⁠ ⁠A Valorização do Trabalho e a Garantia de Direitos

A força que move o Brasil vem do suor de sua classe trabalhadora. Por isso, sustentamos que o crescimento econômico deve estar indissociável da valorização humana. Defendemos permanentemente:
•⁠ ⁠A preservação e ampliação dos direitos trabalhistas, combatendo a precarização das relações de trabalho.
•⁠ ⁠A busca por jornadas de trabalho mais humanas e equilibradas, que assegurem a saúde física e mental dos profissionais.
•⁠ ⁠O fortalecimento das mesas de negociação coletiva, assegurando que os trabalhadores tenham voz ativa e representação justa na definição de salários e benefícios.
•⁠ ⁠A promoção da igualdade de oportunidades e de remuneração, combatendo toda forma de discriminação de gênero, raça ou orientação no ambiente de trabalho.

3.⁠ ⁠O Fortalecimento do Serviço Público e das Estruturas de Fiscalização

O serviço público de qualidade é o principal instrumento de redução de desigualdades e de inclusão social. Apoiar as carreiras públicas e garantir condições adequadas de trabalho nas autarquias, conselhos de fiscalização e órgãos governamentais significa proteger a sociedade. Reafirmamos a necessidade de:
•⁠ ⁠Realização regular de concursos públicos para oxigenar e estruturar as carreiras essenciais.
•⁠ ⁠Autonomia e valorização das entidades de fiscalização profissional, que asseguram à sociedade a prestação de serviços técnicos éticos e qualificados.
•⁠ ⁠Investimento contínuo em infraestrutura para que o atendimento ao cidadão seja eficiente e universal.

Diante dos desafios do nosso tempo, convocamos a sociedade e o movimento sindical a manterem-se vigilantes e unidos na defesa desses princípios. Nossa atuação segue firme, fundamentada na Constituição e na busca incessante por um Brasil onde o trabalho seja valorizado e a democracia seja plenamente vivida por todos.

Pelo Estado Democrático de Direito, pelos direitos da classe trabalhadora e pela soberania nacional.

São Paulo, 23 de outubro de 2026
DIRETORIA EXECUTIVA DO SINSEXPRO

🍿Cinema a R$ 15,00 só para sindicalizadas(os) do Sinsexpro. Aproveite!
23/10/2026

🍿Cinema a R$ 15,00 só para sindicalizadas(os) do Sinsexpro. Aproveite!

23/10/2026

Diferente de episódios anteriores, as novas travas de segurança e protocolos de configuração adotados previamente pela e...
22/10/2026

Diferente de episódios anteriores, as novas travas de segurança e protocolos de configuração adotados previamente pela equipe técnica limitaram severamente o alcance da invasão. O bloqueio prévio impediu o compartilhamento de transmissões e imagens inadequadas.

Assim que os perfis invasores iniciaram o tumulto na sala, a moderação agiu imediatamente, contendo o incidente e encerrando a sessão para garantir a segurança digital de todos.

Como entidade filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sinsexpro reforça o compromisso com a defesa intransigente dos espaços de debate coletivos e repudia condutas antidemocráticas que tentam silenciar a classe trabalhadora.

📲 PRÓXIMAS PROVIDÊNCIAS

1️⃣Ações Legais: A assessoria técnica e jurídica já trabalham no rastreamento dos acessos para que as devidas medidas de responsabilização sejam tomadas junto às autoridades competentes.
2️⃣Reforço Tecnológico: Os sistemas passarão por auditoria e novas camadas de autenticação serão inseridas para blindar os próximos encontros.
3️⃣Nova Convocação: Uma nova data e os respectivos links seguros para a realização da assembleia serão divulgados oportunamente em todos os canais oficiais do sindicato.

Agradecemos a compreensão, o apoio e a vigilância constante de toda a categoria.

Direção do SINSEXPRO

As(os) trabalhadoras(es) do CRESS SP estão convidados a comparecerem à ASSEMBLEIA VIRTUAL HOJE (21), ÀS 19H, pelo Google...
21/10/2026

As(os) trabalhadoras(es) do CRESS SP estão convidados a comparecerem à ASSEMBLEIA VIRTUAL HOJE (21), ÀS 19H, pelo Google Meet, no link: https://meet.google.com/mec-ffqt-bmo

Embora aprovado por unanimidade na assembleia de trabalhadoras(es), o Acordo Coletivo do CRESS, recebido pelo Conselho no dia 2 deste mês para conferência e assinatura, ainda não foi devolvido ao Sinsexpro.

O Sindicato encaminhou o ofício que você confere clicando aqui para alertar o prazo final de envio ao Tribunal Regional do Trabalho das autarquias da categoria que ainda não assinaram Acordo.

O ingresso no Dissídio não prejudica a assinatura. Se o Acordo for firmado, o dissídio é retirado. Mas contraria a prática de diálogo e negociação, ainda que demorada, que já é tradição entre o Sinsexpro e o CRESS.

Daí a expectativa de que, AINDA HOJE, antes da assembleia, o ACT seja enviado ao Sinsexpro.

Sindicato forte se faz com participação.

E conquista se faz com luta!

Endereço

Santos

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