GSS Eletroindustrial

GSS Eletroindustrial A GSS Eletroindustrial atua na área de consultoria, projetos, instalações, manutenção e certif**ação em sistemas elétricos e industriais.

Fundada em 1992, a GSS Eletroindustrial é uma empresa do Espírito Santo especializada em serviços elétricos e industriais. Direcionada principalmente para empreendimentos privados de grande ou médio porte, presta soluções em sistemas de instalação e manutenção para todo o território nacional. Ao longo da sua trajetória, se destacou pelo padrão de qualidade que impõe aos seus produtos e serviços, c

onquistando a experiência necessária para realizar com prontidão um atendimento eficiente, disponível 24h.

28/11/2015
DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO DE TENSÃO-DPSNão deixe de consultar o artigo técnico e saiba mais sobre DPS: Danos ...
22/10/2015

DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO DE TENSÃO-DPS

Não deixe de consultar o artigo técnico e saiba mais sobre DPS: Danos causados por sobre tensão, Principais causas do transiente de tensão, Proteção: Concepção de projeto, Proteção de equipamentos específicos. Comente nosso artigo.

1. Danos causados por sobre tensão

Sobretensão é a maior causa de danos em equipamentos eletrônicos. Geralmente são consequência de descargas atmosféricas, operações elétricas no sistema de potência e interferência parasitas. Protetor de surto é de extrema importância pois é o primeiro nível de defesa para todos os equipamentos da planta, e são instalados próximo à entrada de energia e na entrada dos cabos de comunicação.


2. Principais causas do transiente de tensão

Descargas atmosféricas
A descarga atmosférica é um fenômeno de condução de energia extremamente alta, algo na ordem de várias centenas de mega-joules. Uma descarga atmosférica pode ser destrutiva ou causar sérios distúrbios em instalações elétricas situadas a vários quilômetros de distância do ponto de impacto no solo. Esta energia pode chegar à rede por uma descarga direta ou indireta.



3. Dispositivos de proteção

Dispositivo de proteção de surto
Os dispositivos de proteção de surto (DPSs) foram desenvolvidos para proteger o sistema elétrico e aplicações contra sobretensões e impulsos de corrente assim como descargas atmosféricas e chaveamentos.
O DPS é instalado entre a linha e o terra (sistema TN) e assim limita a diferença de potencial durante um transiente de tensão (Figura 1).
Formas de ondas 10/350 e 8/20
As descargas atmosféricas e os fenômenos de sobretensão foram divididos em duas formas de ondas, uma para simular descarga direta (10/350 μs) e outra para simular descarga indireta (8/20 μs).
Dispositivos protetor de surto - Tipo 1 e Tipo 2
–– Tipo 1 é utilizado na proteção de descargas atmosféricas onde as formas de ondas possuem elevada energia (10/350). São recomendados para lugares com grande probabilidade de receber uma descarga atmosférica, geralmente nas entradas de energia da instalação e próximo aos pontos de conexão do SPDA na malha de aterramento.
–– Tipo 2 é o protetor de surto testado para proteger a instalação de transientes de tensão com característica similar a curva de curta duração 8/20. Estes produtos foram projetados para dissipar pequenas quantidades energias, em função disto devem ser utilizados em locais onde não existe a possibilidade de descarga direta.
Instalação de DPS
De acordo com a norma IEC 61643-12 anexo I.1.2, pode-se assumir que 50 % da corrente total da descarga é absorvida pela terra através do PCC, os outros 50 % é distribuído por todas as estruturas condutoras da instalação (condutores externos como tubulações metálicas de água, gás, eletrodutos e leitos).
Imagem 2: Proteção com DPS
Pode-se notar que parte desta corrente é injetada no sistema de baixa tensão. Sendo assim, os edificios vizinhos deveriam estar equipados com DPSs também. Em função da elevação de tensão muito rápida (alguns μs), o DPS deve ter uma resposta igualmente rápida, ele deve facilitar a condução da corrente com o objetivo de limitar o aumentar da diferença de potencial entre o terra e os demais condutores (Figura 2). O DPS responde em alguma dezenas de nanosegundos.


4. Proteção: Concepção de projeto

Concepção de proteção por zona
A Protection zone concept (IEC 62305-4) é um documento que introduz a concepção de proteção por zona como uma ferramenta que auxilia a seleção do DPS apropriado. Esta concepção garante uma redução gradual dos estágios de energia e sobretensões causados por descargas atmosféricas ou chaveamentos que ocorrem em um sistema desprotegido, e este possa suportar equipamentos extremamente sensíveis. Ele consiste em dividir a instalação em diversos volumes: as zonas de proteções (“the protection zones”). Cada zona de proteção é caracterizada por um nível máximo de ruído eletromagnético, um nível máximo de sobretensão e um nível máximo de corrente de surto admissível. Estes níveis máximos são especif**ados de acordo com as características elétricas dos dispositivos presentes nesta zona de proteção.
Esta concepção de proteção por zona garante que os efeitos e o stress causado pela descarga direta/indireta serão reduzidos por degraus na mudança entre as zonas de proteção. Para isto é necessário a instalação de um DPS especifico em cada transição de zona. Ou seja, cada vez que é instalado um DPS existe a criação de uma nova zona de proteção.
A IEC 62305-4 define as características das zonas de proteção (LPZs – “lightning protection zones”) da seguinte forma:

a) Zona de proteção externa
LPZ0A - Zona localizada fora da edif**ação e desprotegida, nesta área os itens estão sujeitos a descarga atmosférica direta e deve existir um para-raios conectado à malha de aterramento com condutores dimensionados para escoar a corrente total do surto. O campo eletromagnético não é atenuado nesta zona.
LPZ0B - Zona localizada fora da edif**ação e protegida pelo SPDA, os itens localizados nesta área não estão sujeitos a descargas diretas. Entretando podem sofrem com surtos de corrente e o campo eletromagnético não é atenuado. As partes condutoras externas dos equipamentos conduzirão parte do surto de corrente e sofrerão com corrente induzidas.

b) Zona de proteção interna
LPZ 1 – Zona localizada dentro da edif**ação onde os itens não estão sujeitos às descargas diretas. Surtos de corrente proveniente de descargas atmosféricas e/ou surtos proveniente do chaveamento de cargas conduzidas por meios condutores são reduzidos quando comparados às zonas 0A e 0B.
DPSs tipo 1 devem ser instalados nas regiões limítrofes entre LPZ0A e LPZ1 para bloquear a entrada de surtos de corrente conduzidos pela rede de alimentação de potência.
LPZ2 – Zona localizada dentro da edif**ação onde os valores remanescentes do surto de corrente proveniente de descarga atmosférica e/ou chaveamento de cargas são reduzidos quando comparados a zona 1.
DPSs tipo 2 devem ser instalados nos cabos de potência nos pontos limítrofes entre LPZ1 e LPZ2 afim de dissipar os valores remanescentes de surto de corrente e limitar o valor de sobretensão.
LPZ3 – Zona de equipamentos muito sensíveis onde surtos causados por ruído harmônico, acoplamento magnético e surto gerado por chaveamento de carga são reduzidos quando comparado com a zona 2. Além da instalação de DPSs, malhas de proteção contra a interferência do campo magnético externo deveriam ser instaladas. Toda a LPZ3 poderia ser instalado, por exemplo, dentro de um painel metálico ou segregado do restante do painel por uma chapa metálica.

Requisitos para o aterramento (IEC 61312-1, IEC 1024)

O sistema de aterramento é necessário para reduzir a diferença de potencial entre as partes metálicas e os sistemas dentro de um ambiente que se deseja proteger contra descargas atmosféricas.
A equipotencialização consiste na interconexão dos equipamentos utilizando cabos ou a própria malha de aterramento.
Mesmo em casos de descargas atmosféricas diretas o potencial de toda a instalação será elevado uniformemente. Diferenças de potencial não ocorrerão dentro da instalação.

a) Transição entre LPZ0A e LPZ1
No caso de entrada de energia por linha aéreas, a linha vem de uma LPZ0A e pode conduzir corrente provenientes de descargas atmosféricas. Estas linhas devem ser conectadas ao barramento de aterramento principal através de DPSs tipo 1 instalados no ponto de transição entre a LPZ0A e LPZ1.

b) Transição entre LPZ0B e LPZ1
Não ocorrem descargas atmosféricas diretas na Zona 0B pois elas estão protegidas por um SPDA. O Stress que pode ocorrer na LPZ0B é, geralmente, consequência do campo magnético causado pela corrente das descargas.
Os surtos que ocorrem na zona 0B tem característica similar à onda 8/20 e sendo assim o DPS tipo 2 é o mais indicado para a zona de transição entre LPZ0B e LPZ1.

c) Transição entre LPZ1 e LPZ2
Uma vez que a maior parte da energia inicial foi dissipada, os próximos DPSs devem ser projetados para enfrentar os efeitos remanescentes da zona 0A, 0B e 1. Para estes casos DPS Tipo 2 ou Tipo 3 pede ver utilizado. Da mesma forma podemos considerar para as transições sequentes LPZ 3, LPZ 4 ...



5. Proteção de equipamentos específicos

Assim como foi visto anteriormente o DPS deve ser instalado na entrada da instalação afim de eliminar os surtos de corrente o mais cedo possível e minimizar os efeitos no sistema. Por outro lado, um DPS adicional próximo ao equipamento a ser protegido é necessário quando:
• A tensão Up do DPS a montante é muito alto e não garante proteção aos equipamentos da máquina.
• A distância entre o DPS a montante e a máquina a ser protegida é muito alta.
Tipicamente, se a distância for maior que 10 metros um DPS adicional é recomendado, se a distância for maior que 30 m a utilização de um novo DPS é obrigatória.
• Existe geração de interferência interna da máquina (elementos chaveando dentro do sistema)

Conclusão

Na instalação feita por zonas, em cada transição é necessária a instalação de um DPS. Ao passar da zona 0A ou 0B para a zona 1 é necessária a utilização de um DPS tipo 1 (OVR T1 25 255, Iimp 25 kA, Up 2,5 kV e tensão máxima de operação entre fase e neutro Un 255 V). Sempre que passar de uma zona 1 ou da zona 0B para uma zona 2 é necessário a utilização de um DPS tipo 2 (OVR T2 40 275, Imax 40 kA, Up 1,4 kV e Un 275 V). Caso exista uma transição de uma zona 2 para uma zona 3 utiliza-se um DPS tipo 3 ou DPS tipo 2 + 3 (OVR 1N 10 275, Imax 10 kA, Up 0,9 kV e Un 275 V). Deve-se manter o cuidado para que a tensão Up do DPS nunca exceda 80 % do valor da sobretensão máxima que o componente suporta.

Existem ainda DPS para aplicações especiais como linha em 24 V, linhas de dados, instalações fotovoltaicas entre outros. Para mais informações pode-se utilizar o guia prático da ABB: 1TXH000309C0201_OVR Practical Guide.



AUTOR: Sérgio Prestes - Engenheiro de Aplicação
Fonte: http://www.voltimum.com.br/artigos/artigos-tecnicos/dispositivo-de-protecao-contra-surto-de-tensao-dps

Não deixe de consultar o artigo técnico e saiba mais sobre DPS: Danos causados por sobre tensão, Principais causas do transiente de tensão, Proteção: Concepção de projeto, Proteção de equipamentos específicos. Comente nosso artigo.

21/09/2015

A GSS Eletroindustrial indica os serviços especializados da Consult Organização Contábil.

“Contabilidade especializada para você que é um especialista”

Fator de potência - A necessidade da correção (ART111) Corrigir o fator de potência é fundamental em qualquer instalação...
21/09/2015

Fator de potência - A necessidade da correção (ART111)


Corrigir o fator de potência é fundamental em qualquer instalação industrial. Quedas de tensão, perdas, sobrecargas são algumas das conseqüências de um fator de potência baixo numa instalação. Todo profissional que trabalha com eletrônica industrial deve estar atento a esse fato. Neste artigo tratamos um pouco mais desse assunto, já abordado em outras ocasiões nesta mesma revista, dada sua grande importância.

A legislação brasileira, através dois decretos 62 724 de 1968, 75 887 de 1975 e 479 de 1992 determina a manutenção do fator de potência o mais próximo possível de 1, tanto pelas concessionárias como pelos consumidores.

Esses decretos também determinam a forma de avaliação e o critério de faturamento da energia reativa que exceder os novos limites. Esses limites são de 0,92, dependendo do horário. Assim, para os períodos entre 6 e 24 h o fator deve ser no mínimo 0,92 para a energia e demanda de potência reativa indutiva fornecida. Entre 24 e 6 h, o mínimo estabelecido é 0,92 para energia e demanda de potência reativa capacitiva recebida.

Veja que esses valores estão bem próximos dos adotados para alguns países que estão tipicamente na faixa de 0,92 a 0,96.

Para que os leitores que não acompanharam os artigos anteriores em que tratamos do assunto, ou ainda desejam reciclar seus conhecimentos sobre fator de potência, uma breve revisão dos conceitos básicos de fator de potência é importante.



Fator de Potência

Potência ativa é a que efetivamente realiza um trabalho sendo convertida totalmente em luz, calor, movimento, etc. Essa potência é medida em W (watt) e seus múltiplos (kW ou MW).

Um exemplo de carga que consome totalmente a potência que lhe é fornecida é uma lâmpada. Ela representa uma carga resistiva pura, conforme mostra a figura 1, pois nela corrente e tensão estão em fase.

Figura 1


No entanto, em muitas aplicações encontramos cargas que não são resistivas puras, mas sim reativas (capacitores e indutores) como é o caso de motores.

Numa carga deste tipo, a potência é reativa e é medida em VAR (Volt-Ampères Reativos) ou seus múltiplos (kVAR e MVAR), conforme mostra a figura 2.


Figura 2

O que ocorre é que nos indutores, a potência reativa não é usada na produção de trabalho, pois ela apenas tem por função estabelecer os campos magnéticos.

Essa potência, não aproveitada, poderia ser usada com finalidades melhores numa instalação industrial. A soma vetorial da potência ativa com a potência reativa nos dá a potência real, conforme mostra a figura 3.

Figura 3


Veja que, se a potência reativa for pequena, o ângulo entre a potência real e a potência ativa diminui, indicando um uso mais eficiente da energia.

Assim, em lugar de se especif**ar a potência ativa ou a potência reativa, é comum indicar-se a eficiência no fornecimento e uso da energia pelo cosseno do ângulo mostrado na figura 3. Esse ângulo, denominado ? (phi), letra grega que se pronuncia “fi”,tem seu cosseno se aproximando de 1 quando ele tende a zero e ele define o fator de potência.

Assim, considerando-se que na figura, esse ângulo pode assumir valores entre 0 e 90 graus, seu cosseno variará entre 0 e 1, conforme mostra a figura 4.


Figura 4


Podemos então dizer que o cosseno de ? pode variar entre 0 e 1. Tanto melhor será o aproveitamento da energia quanto mais próximo o fator de potência (FP) estiver próximo de 1, que é o valor ideal.

Também é possível medir o fator de potência como a relação entre a potência ativa e a reativa.

Assim, nas contas de energia temos a especif**ação dos kVA, mas sim os kVARh (quilowatts-reativos x hora) e os kWh (quilowatts x hora). Para se calcular o fator de potência, deve-se aplicar a seguinte fórmula:

É importante observar que tudo isso é válido quando a energia está dentro dos padrões de qualidade que essas aplicações exigem.

A presença de harmônicas numa instalação altera tudo isso, e a fórmula acima não pode ser aplicada.



Os Problemas de Um Baixo Fator de Potência

Conforme explicamos na introdução, além de ser obrigatória a manutenção do fator de potência de uma instalação industrial dentro dos limites estabelecidos por lei, o profissional também deve se preocupar com um baixo fator de potência por outros motivos. Esses motivos são os seguintes:

a)Quedas de Tensão

Com um rendimento menor, devido à energia reativa em excesso, temos um aumento na intensidade da corrente no circuito. Isso leva a uma perda adicional por calor na fiação e consequente queda na tensão. A figura 5 mostra o que ocorre.

Figura 5

O resultado pode ser o acionamento dos dispositivos de proteção além da drenagem maior de corrente pelos motores que tendem a compensar a queda de tensão.

O problema é acentuado nos horários em que a energia é solicitada de forma mais intensa, quando maior número de máquinas se encontra ligada.



b)Perdas na Instalação

As perdas na linha de alimentação são proporcionais ao quadrado da intensidade da corrente conduzida.

Como a intensidade da corrente aumenta com o aumento da energia reativa, aumenta-se então de forma geométrica as perdas na fiação além de ocorrer o aparecimento de um problema adicional que é o aquecimento dos condutores.

c)Sobrecargas

O aumento da corrente pela energia reativa em excesso pode causar sobrecargas perigosas. Além disso, temos a impossibilidade de se usar uma rede em sua plena capacidade.

Para compensar essas sobrecargas deve-se investir em diversos elementos da instalação, cujo custo não é baixo. Por esse motivo, pode ser muito mais interessante investir na correção do fator de potência e não na sua compensação com um dimensionamento maior das instalações.

Para que o leitor tenha uma idéia de que como isso afeta o dimensionamento dos cabos, tomemos como exemplo a tabela abaixo:


Fator de Potência Seção Relativa do Cabo

1,0 1,0

0,90 1,23

0,80 1,56

0,70 2,04

0,60 2,78

0,50 4,0



Observe então que a simples passagem para um fator de potência de 1,0 para 0,7 leva à necessidade de dobrar à seção dos cabos usados! Na figura 6 temos uma idéia do problema, levando em conta que os condutores têm seu preço determinado pelo peso.

Figura 6


Se o fator de potência cair para 0,5, serão necessários cabos com 4 vezes a área útil para dar conta da corrente exigida pela instalação!


Podemos resumir então as conseqüências mais graves de um fator de potência baixo da seguinte forma:

Aumento da conta de energia elétrica

Flutuações e quedas de tensão em vista da sobrecarga dos circuitos

Se a instalação usar transformadores eles podem limitar seriamente a potência útil disponível na empresa

Para manter o nível de consumo é preciso aumentar a espessura dos cabos de distribuição

As perdas nas linhas de distribuição aumentam pela dissipação de energia na forma de calor (Efeito Joule).

Os dispositivos de proteção devem ter sua capacidade aumentada assim como os equipamentos de manobra

O Que Causa um Baixo Fator de Potência

Diversas são as causas para um baixo fator de potência. Os profissionais das indústrias devem estar atentos, fiscalizando constantemente tais itens, fazendo correções quando necessárias.



Motores trabalhando em vazio (sem carga)

Motores superdimensionados para o trabalho que devem realizar

Fornos de indução ou arco

Reatores com baixos fatores de potência no sistema de iluminação

Máquinas de solda

Transformadores trabalhando em vazio ou com carga muito abaixo da máxima especif**ada.

Tensão acima do valor nominal, causando um acréscimo de consumo de energia reativa

Máquinas de tratamento térmico



Como Corrigir o Fator de Potência

Um procedimento simples para se evitar a presença do consumo de energia reativa, consiste em se desligar as cargas ociosas.

No entanto, quando o problema é inerente às características dos próprios dispositivos alimentados a solução deve ser outra.

Conforme mostra a figura 7, podemos ver que uma a energia reativa devido a uma carga indutiva pode ser neutralizada pela presença de uma carga capacitiva.

Figura 7


Assim, o procedimento mais usado para se compensar a presença de uma carga fortemente indutiva que afete o fator de potência, consiste na conexão próxima de bancos de capacitores, conforme mostra a figura 8.


Figura 8

Esses capacitores devem ser dimensionados para fazer com que o fator de potência caia dentro da faixa de valores desejada para melhor aproveitamento da energia.



Para as instalações de baixa tensão, os capacitores podem ser instalados de quatro maneiras diferentes:

1.Na entrada de alta tensão – neste caso, a correção é do fator de potência visto pela concessionária apenas. Internamente, os problemas causados por um baixo fator de potência permanecem.

2.Correção na entrada de baixa tensão – neste caso, temos uma correção melhor, sendo usados normalmente bancos automáticos de capacitores. Esse tipo de correção é indicado para instalações que possuam muitas cargas com potências e regimes de utilização diferentes.

3.Correção por grupos de cargas – trata-se de um sistema em que o banco de capacitores é instalado de modo a corrigir setores de uma instalação, normalmente máquinas de potências inferiores a 10 cv. Os capacitores são instalados junto aos quadro de distribuição que alimenta esse equipamentos. A desvantagem é que a corrente não é reduzida na alimentação de cada equipamento.

4.Correção localizada ou individual – essa correção é feita com a instalação dos capacitores junto a cada equipamento que se pretende corrigir o fator de potência. Tecnicamente é a melhor solução, pois os valores dos capacitores são adequados a cada equipamento.

Existe ainda uma forma adicional de se fazer a correção que consiste em em se utilizar os diversos processos acima, conforme o setor considerado. Podemos dizer que se trata de um processo de “correção mista”.

Pelos aspectos práticos e pelo próprio custo, trata-se de uma solução bastante interessante e que deve ser analisada, pois tem muitas vantagens. Na figura 9 temos uma idéia de como ela pode ser feita.

Figura 9

Conforme podemos ver, inicialmente temos a instalação de um banco de capacitores fixos do lado do secundário do transformador de entrada (C1).

A seguir, motores de 10 cv ou mais têm seu fator de pot6encia corrigido localmente. Deve-se prestar especial atenção aos motores que possuam uma inércia elevada. (C2, C3 e C4 são os capacitores usados para essa finalidade).

Para motores de pequenas potências, abaixo de 10 cv, o fator de pot6encia é corrigido por grupos, sendo usado o banco de capacitores C5 na figura.

Para a alimentação do sistema de iluminação, que normalmente usa lâmpadas de descarga com baixio fator de potência, utiliza-se um capacitor na entrada de sua alimentação, C6 no nosso exemplo.

Finalmente, na entrada do sistema pode ser usado um banco automático de capacitores adicional para equalização adicional.

Correção em Redes “Sujas”

Tudo seria simples se a energia de uma rede fosse limpa, com forma de onda perfeitamente senoidal, livre de harmônicas, alimentando cargas lineares comuns.

No entanto, a utilização de grande quantidade de dispositivos comutadores de potência como SCRs, IGBTs, MOSFETs, TRIACs, etc faz com que numa rede de 60 Hz estejam presentes harmônicas que deformam bastante a energia disponível.

Dentre as cargas não lineares temos os dispositivos alimentados por inversores de freqüência, fornos de indução, computadores, no-breaks, etc.

O mais grave a ser considerado é que, quando na tentativa de se corrigir o fator de potência, numa rede rica em harmônicas, a presença de capacitores pode agravar o problema em lugar de solucioná-lo.

Um dos problemas mais graves ocorre quando ligamos um banco de capacitores em paralelo com uma carga fortemente indutiva (como um motor) formando um circuito ressonante, conforme mostra a figura 10.

Figura 10

Se as harmônicas ressonarem na freqüência desse circuito, é gerada uma alta tensão em seus extremos. Essa alta tensão pode alcançar valores muito altos com sérios perigos para a integridade de tudo que está ligado à mesma rede.

Outro problema é a sobrecarga dos circuitos que gera calor, provocando o disparo dos sistemas de proteção.


Conclusão

Fator de potência é coisa muito séria quando se trata de fornecimento de energia para qualquer tipo de consumidor, principalmente as indústrias.

Estar atento para que ele se mantenha dentro dos valores exigidos pela lei não é apenas uma preocupação que leva a menores contas de consumo de energia. Conforme vimos, um fator de potência baixo pode causar muitos outros problemas que tanto podem mexer com o bolso de quem é afetado, exigindo investimentos na instalação (cabos) como na sua correção, usando dispositivos apropriados.

Esperamos que este artigo tenha esclarecido alguns pontos fundamentais que podem ajudá-lo a solucionar os problemas que eventualmente possam ocorrer com sua empresa ou na instalação que você cuida.

Fonte: http://www.newtoncbraga.com.br

Eletricidade Estática: Definição, Causa, Efeito e SoluçãoDefiniçãoA eletricidade estática é definida como uma carga elét...
06/08/2015

Eletricidade Estática: Definição, Causa, Efeito e Solução

Definição

A eletricidade estática é definida como uma carga elétrica causada por um desbalanceamento dos elétrons na superfície de um material. Essa carga produz um campo elétrico que pode ser medido e pode afetar outros objetos à distância.
Descarga Eletrostática
Descarga eletrostática, ou ESD (do inglês ElectroStatic Discharge), é definida como a transferência dessa carga entre corpos com potenciais elétricos diferentes.

Cargas eletrostáticas são criadas pelo contato e separação de dois materiais. Por exemplo, uma pessoa andando sobre um piso gera eletricidade estática conforme a sola do sapato entra em contato e em seguida se separa da superfície do piso. Da mesma forma um dispositivo eletrônico deslizando para dentro ou para fora de uma embalagem gera eletricidade estática, devido aos múltiplos contatos entre seu corpo e terminais e o material da embalagem.

Atividades Causadoras de ESD.

Algumas destas atividades incluem:

- Caminhar sobre um carpete, 1.500 a 35.000 volts.

- Caminhar sobre um piso de Vinil sem tratamento, 250 a 12.000 volts.

- Sentar em um cadeira com estofamento em Vinil, 700 a 6.000 volts.

- Utilizar um envelope em Plástico Comum, 600 a 7.000 volts.

- Atritar um plástico comum em uma cadeira com estofamento em vinil 1.200 a 20.000 volts.

Efeitos da eletricidade estática

Quando sentimos um choque de eletricidade estática, estaremos experimentando uma descarga de no mínimo 3.000 volts .

Enquanto é possível sentir uma descarga eletrostática de 3.000 volts, cargas menores estarão abaixo da sensibilidade humana. Usualmente pequenas cargas podem e danif**am dispositivos semicondutores, estes componentes de alta tecnologia utilizados hoje podem ser prejudicados por cargas menores que 100 volts. Alguns destes componentes sofisticados irão ser danif**ados por cargas baixas como 10 volts. É necessário estar atento aos danos provocados por ESD no trabalho diário.

Os efeitos da ESDsobre os componentes eletrônicos serão invariavelmente destrutivos. Após uma descarga eletrostática o componente pode apresentar falha total, degradação de desempenho, redução de expectativa de vida ou operação errada.> No caso de circuitos digitais que utilizam memórias semicondutoras podem ser esperadas falhas de software devido à corrupção de dados armazenados nessas memórias. Chamamos esses danos de dano catastrófico ou dano latente.
Principais Geradores de ESD.

-Desenrolar fita isolante

-Embalagem plástica sobre bancada

-Papel (revistas, livros)

-S**o bolha branco

-Roupas de nylon e acrílico ou lã

-Caminhar sobre piso isolante

-Utilização de escova inadequadas

-O próprio corpo humano

-Isopor
Soluções Contra os Efeitos da ESD.

Existem diferentes formas de atenuar o efeito das descargas eletrostáticas ou mesmo impedir sua ocorrência. As soluções em geral são simples e de custo reduzido, permitindo um efetivo ganho de confiabilidade em processos de manutenção, operação e armazenagem de equipamentos e componentes.

A importância do projeto elétricoApesar de em alguns casos não se exigir um projeto elétrico na aprovação da ligação de ...
08/06/2015

A importância do projeto elétrico
Apesar de em alguns casos não se exigir um projeto elétrico na aprovação da ligação de energia por parte da concessionária de energia elétrica, como por exemplo, construções abaixo de uma determinada metragem ou potência instalada, o projeto nunca deve ser descartado porque é um dos itens mais importantes de uma instalação elétrica, principalmente quando o critério é a segurança.
Em um projeto elétrico se especif**am os componentes de uma instalação elétrica de forma correta, como é o caso de seção dos fios adequados para cada tipo de circuito, os dispositivos de proteção e a coordenação entre eles, como um disjuntor e sua classe que sejam adequados para proteger um condutor em um determinado circuito, ou o uso de DR que proteja os usuários de um circuito elétrico (um chuveiro, por exemplo). Também garante a intensidade de iluminação correta para cada ambiente, a melhor maneira de instalar, a forma de economizar, tanto na compra dos componentes como no consumo de energia futuro e ainda define restrições de acesso a determinado local, entre outros.
Um projeto elétrico deve conter itens para que a instalação seja realizada de forma a garantir total segurança, conforto e tranquilidade aos usuários, e por isso nunca deve ser dispensado.
Todo projeto de instalação elétrica deve ser realizado por um profissional habilitado com registro no CREA e deve seguir todos os preceitos das normas técnicas da ABNT, além de ter o recolhimento da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), que garante ao usuário e ao profissional a certeza de um trabalho correto.

Coordenação e seletividade Uma revisão de conceitos e os benefícios das técnicas disponíveisFalhas elétricas são inevitá...
26/05/2015

Coordenação e seletividade Uma revisão de conceitos e os benefícios das técnicas disponíveis

Falhas elétricas são inevitáveis nas instalações prediais, industriais e residenciais. Elas podem ter várias origens e podem também causar consequências de diversos níveis. Nos últimos anos, a sociedade brasileira aumentou seu grau de conscientização quanto ao respeito às normas de instalações e de equipamentos, normas de segurança do ministério do trabalho e melhores práticas de projeto e engenharia, de uma maneira geral. A despeito disso, ainda assim, existe a possibilidade de uma falha elétrica (ou a atuação dos sistemas de proteção) ocorrer inadvertidamente, criando constrangimentos ao lazer ou à operação de indústrias ou atividades de serviços.

Uma falha elétrica, que interrompa o fornecimento de energia, pode causar desde um simples descontentamento, como o impedimento de uma dona de casa assistir ao seu programa de TV favorito, até elevadas perdas financeiras, como a indisponibilidade dos sistemas de informação de um banco.

O curto-circuito, prejuízos patrimoniais e operacionais

Do ponto de vista do fenômeno, um curto-circuito ocorre quando surge uma resistência muito baixa ou nula entre fases, fase-neutro e fase-terra de uma fonte de alimentação, de um dado circuito da instalação. Funciona como se ligássemos diretamente os condutores de fase entre si ou a ligação de uma das fases ao condutor terra da instalação. Quando isso ocorre e não há dispositivos de proteção, a corrente do circuito se eleva da ordem de centenas ou milhares de vezes da corrente normal de operação, causando a destruição de cabos, barramentos, isoladores e materiais isolantes que estão ligados ao circuito. Esta destruição ocorre porque os condutores e sistemas foram dimensionados para trabalhar com correntes de regime nominais, e não correntes de falta elevadas.

Fusíveis e disjuntores (os chamados dispositivos de proteção) são utilizados para evitar essas consequências imediatas do curto-circuito. Eles são instalados a montante (antes) das cargas e abrem ou interrompem o fluxo de corrente elétrica de falta, antes que ocorra a destruição ou o dano permanente dos equipamentos a jusante (depois do disjuntor ou fusível).

Diminuindo os prejuízos operacionais com o uso da coordenação das proteções e da seletividade

Os dispositivos de proteção são amplamente empregados e obrigatórios nos projetos e nas instalações. Isso signif**a que eles já são utilizados para a função de proteção patrimonial, impedindo a destruição física dos componentes do circuito. O que ainda não é muito difundido é a correta aplicação destes dispositivos para diminuir os prejuízos operacionais.
Os disjuntores permitem maior continuidade de operação, dado que não é necessário trocar ou manter peças sobressalentes em estoque. Fusíveis precisam ser trocados. Disjuntores podem ser rearmados, após a identif**ação do fator causador da interrupção. Com o disjuntor não há custos com inventários e estoques. Disjuntores são mais robustos e seguros produzidos com a mais avançada tecnologia construtiva, garantindo a integridade das pessoas e das instalações quando da ocorrência de uma falha elétrica, que possa eventualmente evoluir e criar um arco elétrico. Os disjuntores são concebidos, atualmente, para eliminar rapidamente o
curto-circuito, evitando a propagação do arco elétrico.

Dizemos que um disjuntor é coordenado seletivamente quando, em uma associação, aquele que estiver antes da falta (a montante) e somente ele interrompe a falha, mantendo os demais em funcionamento, com a máxima continuidade de serviço ou operação do sistema. A Figura 1 mostra um circuito provido de coordenação entre os dispositivos de proteção. Nele o ventilador número 2 sofre uma falha, um curto-circuito, por exemplo. O disjuntor 3 abre, isolando o trecho em falta. O disjuntor 1 permanece fechado, garantindo que o restante do sistema continue em funcionamento.

Figura 1 – Circuito seletivo.

Nota: o disjuntor 3 é seletivo em relação ao disjuntor 1, pois na ocorrência da falha elétrica no ventilador 2, o disjuntor 3, mais próximo da falha, atua e somente ele. Se o disjuntor 1 tivesse atuado, a continuidade de operação seria comprometida, desligando todo o circuito, com prejuízo para o ventilador 1.

Na Figura 2, vemos um exemplo de não seletividade dos dispositivos de proteção. O disjuntor principal abre e desliga todo o sistema, prejudicando a operação do ventilador 1. Nesta situação, devido a não coordenação de proteção entre os disjuntores (3) e (1), a alimentação para ventilador 1 é interrompida. Esta interrupção poderá, então, acarretar perdas operacionais para a instalação.
Figura 2 – Circuito não seletivo.

Nota: o disjuntor 3 NÃO é seletivo em relação ao disjuntor 1, pois na ocorrência da falha do ventilador 2, o disjuntor 1 também atuou, desligando todo o circuito. Os prejuízos de operação, nesta situação, são maiores do que quando o circuito é seletivo, pois todo o sistema f**a indisponível.

Figura 3 – Curvas inversas, zonas de sobrecarga e curto-circuito.

A Figura 3 permite uma análise simplif**ada de como a coordenação de disjuntores funciona. Mais ainda: permite mostrar como a seletividade é possível e como é a sua dinâmica de funcionamento. Geralmente as curvas de abertura dos dispositivos de proteção são do tipo tempo-inverso, ou seja, o disjuntor permite a passagem de correntes de sobrecarga (aproximadamente até 10 vezes a corrente de serviço) por períodos de tempo mais longo. Entretanto, para correntes mais elevadas que isso, o tempo de atuação do dispositivo de proteção é muito mais rápido, isolando as falhas de forma a preservar o limite de suportabilidade das cargas, especialmente os dos cabos.

Figura 4 – Curvas inversas, zonas de sobrecarga e curto-circuito – Seletividade parcial.

Neste aspecto, os disjuntores se sobressaem diante dos fusíveis. Os fusíveis têm curvas tempo-corrente fixas, enquanto os disjuntores permitem maior flexibilidade. Disjuntores de caixa moldada e caixa aberta permitem ajustar o tempo e a corrente de atuação da proteção, com o ajuste da corrente especif**ada no estudo de proteção. É também possível a utilização de tempos de retardo entre um disjuntor e outro. Isso garante maior facilidade para se obter a coordenação e a seletividade das proteções.

Atualmente existem várias técnicas de seletividade. Pode-se utilizá-las para aumentar a disponibilidade de energia na instalação. São elas: i) seletividade por corrente ou amperométrica; ii) seletividade por tempo ou cronométrica; iii) seletividade lógica; iv) seletividade energética.

Figura 5 – Curva de energia-corrente dos disjuntores.

Serpinet e Morel (1998) explicam que os disjuntores limitadores se baseiam no conceito de energia passante. Signif**a dizer que utilizam da integral Joule de energia para se encontrar as curvas de seletividade. A expressão a seguir é utilizada para efeitos de cálculo:
Os autores revelam que o segredo da seletividade energética é o domínio da técnica de fabricação – disjuntores com contatos repulsivos que abrem mais rapidamente – e o entendimento de que correntes de curto-circuitos têm assimetrias, que duram menos de 1 ciclo de onda. Logo, os disjuntores são projetados para atuarem na metade do ciclo de onda previsto e deixam passar menos energia para as cargas.

Figura 6 – Curva esquemática. Disjuntor não limitador versus disjuntor limitador de corrente.

Nota: não confundir a curva esquematizada aqui com ciclo senoidal de onda inteira e meia onda, mencionada no texto.

Os benefícios desta técnica, além da seletividade total ou parcial que ela proporciona, são a redução das secções dos condutores, com a eventual vantagem de se utilizar painéis e outros componentes de menor correntes nos circuitos jusantes.

Para concluir: a correta seleção dos dispositivos de proteção (coordenação e seletividade), com especial destaque para o uso de disjuntores (não ter a necessidade de peças de reposição, como os fusíveis, flexíveis nos ajustes de proteção, etc.), garante grandes benefícios aos usuários e donos de instalações. Além de garantir a segurança, os dispositivos de proteção aumentam a disponibilidade de energia (continuidade de serviço), diminuem os danos operacionais e reduzem os investimentos iniciais, quando acompanhados de um correto estudo de proteção.

Endereço

Rua Rio De Janeiro, 18, Bairro Jardim Limoeiro
Serra, ES
29164-051

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando GSS Eletroindustrial posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para GSS Eletroindustrial:

Compartilhar

Categoria