21/05/2026
By Salottobuono
PARQUE BIXIGA, 2026
Concurso Público Nacional de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo para o Parque Municipal do Bixiga, Edital de Concurso N° 01/SSVMA/2026
São Paulo, BR
Equipe
Clube, Salottobuono e Mariana Meneguetti
Coautores
Gabriel Biselli, Matteo Ghidoni e Mariana Meneguetti
Colaboradores
Arthur Cantanhede, Amaelle Leroy, Céleste Assal, Davide Gualco, Leonard Wanoschek, Lise Freitas, Pierpaolo Coppola de Almarza, Sofia Hosszufalussy e Zoe Caminada
Engenharia Hidráulica e Ambiental
Laís de Oliveira, Maria Cristina Pereira e Fábio Nogueira
Paisagismo
Guilherme Trevizani
Agradecimentos
Guilherme Pianca
Nossa proposta parte da relação com as águas e a abertura do Córrego do Bixiga para criar uma floresta drenante conectada à cidade. Através de um ecossistema agroflorestal, propomos o redesenho meândrico do rio e uma infraestrutura de drenagem de águas superficiais, atuando como adaptação urbana frente às urgências climáticas.
Para proteger a zona reflorestada, os muros limítrofes existentes são preservados como arquivos materiais da história do bairro. Internamente, um espaço intermediário feito com estruturas leves de 5x5m, coberto por lonas, media a transição com a rua e suaviza a pressão urbana.
Sob o conceito de “teatro de passagem”, a ocupação conecta o eixo leste-oeste com uma infraestrutura linear aberta de 90m de extensão. Essa passagem concentra funções culturais, de lazer e ecológicas, ligando as ruas Abolição e Santo Amaro à entrada sul na rua Jaceguai, lateral ao Teatro Oficina. Uma praça central destaca a árvore Caesalpinia do terreno.
O ecossistema é potencializado em duas frentes: ao norte, a expansão da horta comunitária com plantio permacultural de PANCs; ao sul, a biodiversidade se concentra com Sistemas Agroflorestais (SAFs), jardins filtrantes e bacia de retenção nas áreas alagáveis.
Assim, o projeto promove um efeito “esponja” para mitigar riscos de enchentes, defendendo a sobrevivência responsável do bioma. Retomando as ideias de Lina Bo Bardi e Edson Elito, o Bixiga é reivindicado como uma infraestrutura ecológica estratégica para a cidade.