13/03/2026
Implementação do novo sistema de pagamentos em Moçambique sofre atrasos
A implementação do Sistema de Pagamentos Instantâneos de Moçambique (SPIM), prevista no Aviso n.º 1/GBM/2026 que entrou em vigor a 2 de março, deveria reduzir ou eliminar comissões em transferências entre bancos e plataformas de dinheiro móvel. No entanto, na prática, os moçambicanos continuam a pagar taxas nas suas operações financeiras.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Canal de Moçambique, o novo sistema ainda não está totalmente funcional. A principal razão é que os bancos precisam aderir e concluir processos tecnológicos e administrativos para integrar o SPIM. Apesar de a participação ser obrigatória para instituições com mais de cinco mil clientes ou grande volume de transferências, muitas ainda não finalizaram essa adaptação.
O atraso ocorre num momento em que os custos bancários no país continuam elevados, com taxas cobradas em operações comuns como levantamentos em caixas automáticas e transferências via aplicativos. Isso acaba por desmotivar o uso de serviços digitais.
O Banco de Moçambique criou o SPIM para facilitar pagamentos imediatos, disponíveis 24 horas por dia, e promover maior inclusão financeira. Contudo, enquanto o sistema não estiver plenamente operacional, os bancos continuam autorizados a cobrar as suas próprias comissões.
Quando o sistema estiver totalmente ativo, espera-se que as receitas dos bancos provenientes dessas taxas diminuam significativamente. Até lá, o setor financeiro moçambicano permanece num período de transição entre a nova regulamentação e as práticas antigas de cobrança.
Por: governo de Moçambique