11/04/2017
Com o aumento das temperaturas médias, volta a entrar em ação este “eficiente” inseto, que tantos transtornos tem causado.
De norte a sul de Portugal, a imagem repete-se palmeiras, principalmente da espécie Phoenix canariensis, de folhas secas e tombadas lembrando um guarda-chuva castanho e decrepito.
A “luta” contra este escaravelho de nome Rhynchophorus ferrugineus, não se avista fácil, pois o inseto associa á sua tremenda voracidade, a resistência física e a capacidade de voar até 5 Km.
Com origem tropical, da Ásia e Oceânia, a sua expansão está diretamente associada à importação de palmeiras.
A sua viagem, iniciou-se nas décadas de 80 e 90, por países do Médio Oriente, Arábia Saudita e Irão, e norte de África, essencialmente Egipto.
A sua chegada à Europa regista-se em 1995 no sul de Espanha, passando depois a grande parte dos países da Orla Mediterrânica, registando-se em 2007 a sua primeira aparição em território nacional, mais propriamente na região do Algarve.
Com ciclos de vida de 3 a 5 meses, o seu desenvolvimento é composto por 4 estados, ovo, larva, pupa e adulto, sendo no estado de larva, que vai de 1 a 3 meses, que se registam os maiores estragos. Numa mesma palmeira, podem coexistir nas diferentes fases cerca de 1.000 indivíduos.
Estamos na presença de uma “máquina destrutiva”, sem predadores naturais e de difícil deteção numa fase inicial de ataque, em que muitas vezes quando se deteta, já é tarde.
A observação é determinante, seja para os pequenos pormenores na planta, seja para o ataque em palmeiras na zona. Depois é o partir para uma luta química, nem sempre totalmente eficiente, tendo em conta a localização do inseto, a coexistência de diferentes fases de desenvolvimento numa mesma planta e a possibilidade de nova colonização.
Só uma atuação global e concertada poderá “travar” este escaravelho, havendo sempre a esperança de uma ave que decida englobar este inseto na sua dieta.
Aproveitem a terra…