01/05/2026
" Não é legítimo que um arquitecto pense nas casas como se fossem para ele. Tem necessariamente que existir um distanciamento e um esforço para que as coisas não sejam totalmente consolidadas. Uma casa terá um caminho do qual o arquitecto se terá de desligar, não poderia entregar nada que estivesse fechado. É ligítimo entregarmos uma obra que terá vida própria, uma vida para além de nós, que passará de geração para geração. Criticam-me por fazer tudo branco, como se fosse uma obsessão.
Faço-o para a casa poder estar aberta ás cores, aberta ao futuro. As coisas são o que são, o tempo ultrapassa sempre as nossas expectativas."
- Alváro Siza Vieira