15/02/2026
Falo com 43 anos de experiência na área elétrica. Sei exatamente o que é estar no terreno, debaixo de chuva, vento, frio e perigo, a tentar repor aquilo que muitos só valorizam quando falta.
Estes homens estão a dar tudo. Corpo e alma. Andam quilómetros a pé com dezenas de quilos às costas, porque há locais onde as viaturas nem sequer conseguem chegar. Trabalham horas sem fim, muitas vezes longe da família, para que os outros possam voltar a ter luz, água, comunicações… conforto.
E depois aparecem os especialistas de sofá, prontos a criticar. A fazer comentários depreciativos sem terem a mínima noção do esforço, do risco e do desgaste físico e emocional que está em causa.
Estamos tão dependentes da tecnologia que, quando ela falha, parece que o mundo acaba. Mas esquecemo-nos que há homens no terreno a lutar contra o caos para que tudo volte ao normal.
Em vez de críticas fáceis, era preciso respeito.
Em vez de julgamentos, era preciso união.
Porque só com o esforço de todos — e sobretudo com o reconhecimento de quem está na linha da frente — é que nos conseguimos erguer depois de uma catástrofe.