Stop Torre 60m Portugália

Stop Torre 60m Portugália Movimento cívico de moradores de Arroios e de cidadãos e amigos de Lisboa que se opõe à constru?

15/10/2021

Subscrevemos a abertura de um processo participativo que permita uma reflexão sistémica sobre Almirante Reis, um dos eixos mais importantes de Lisboa.

HORIZONTES DE LISBOAO sistema de vistas de Lisboa, expressamente protegido pelo PDM, era um dos elementos que mais nos m...
19/04/2021

HORIZONTES DE LISBOA

O sistema de vistas de Lisboa, expressamente protegido pelo PDM, era um dos elementos que mais nos motivava no nosso trabalho de oposição ao anterior projeto para o Quarteirão da Portugália.

E hoje A Mensagem traz uma interessante peça sobre este tema.

Felizmente, essa questão parece estar ultrapassada. O PIP - Pedido de Informação Prévia aprovado na semana passada pela CML para o Quarteirão da Portugália respeita as perspetivas do Miradouro da Penha de França, do (quase a chegar!) Jardim do Caracol da Penha e do Miradouro do Monte Agudo.

Usufruímos do privilégio de viver numa das cidades mais bonitas do mundo. Temos o dever de garantir que contribuimos para esse legado!

Sabia que há 84 pontos em que a vista da cidade é protegida, e não apenas sobre o rio? Assim se defende a cidade-miradouro, feita em camadas.

23/07/2020

É OFICIAL: NÃO VAI HAVER TORRE NA PORTUGÁLIA

Esta manhã recebemos um email da CML a comunicar que será indeferido o pedido de construção do projeto Portugália Plaza por não estarem reunidas as condições estabelecidas no PDM para se poder assumir a excecionalidade da solução em torre proposta pelo promotor.
A própria CML identif**a vários aspetos que obrigarão o promotor a reformular o projeto, incluindo a elevada altura da fachada, a não fundamentação do interesse público no que se refere à concessão de créditos de construção, a necessidade de aumentar a permeabilidade do solo, questões relacionadas com os lugares de estacionamento, e ainda questões relativas às cedências, que a CML propõe que sejam aplicadas em habitação para renda (verdadeiramente) acessível.

REVISÃO DOS CRÉDITOS DE CONSTRUÇÃO

Mas mais: em declarações ao jornal Público, o Vereador do Urbanismo, Ricardo Veludo, comprometeu-se a rever o regulamento municipal dos créditos de construção.

ASSEMBLEIA FAZ RECOMENDAÇÕES À CÂMARA

Também hoje, na Assembleia Municipal, foi aprovado por larguíssima maioria o relatório sobre a petição entregue pelo Movimento em junho de 2019. Esse relatório faz um conjunto de recomendações à CML referentes ao projeto mas também ao reforço da participação pública, à necessidade de revisão do regulamento dos créditos de construção e ao PDM.

IMPACTO EM ARROIOS E NA CIDADE

O nosso esforço resultou assim uma dupla vitória. Por um lado, teve um impacto direto e imediato no Quarteirão da Portugália. Por outro lado, induziu a alteração de um conjunto de regras perniciosas para o conjunto da cidade. Provámos que é possível participar de forma sustentada e construtiva num processo tão complexo como este, identif**ar aspetos a melhorar e encontrar uma solução melhor.

PARTICIPAÇÃO PÚBLICA: PARABÉNS

Este foi um trabalho conjunto de centenas de pessoas.
É uma vitória coletiva que destaca a importância dos mecanismos democráticos de participação pública.
Cidadania, Câmara Municipal de Lisboa, Assembleia Municipal de Lisboa, hoje estamos todos e todas de parabéns!

A TORRE CAIU!
23/07/2020

A TORRE CAIU!

Projecto que incluía um torre de 60 metros, que depois passou a 49, foi indeferido pelos serviços do Urbanismo. Naquele local, diz o vereador Ricardo Veludo, “não pode haver uma torre”. Quer ainda que parte das habitações construídas sejam afectas a

QUARTEIRÃO DA PORTUGÁLIA, QUEREMOS UMA DECISÃO QUE ENVOLVA A CIDADE!Olá!Na sequência desta notícia do Público enviámos u...
23/04/2020

QUARTEIRÃO DA PORTUGÁLIA, QUEREMOS UMA DECISÃO QUE ENVOLVA A CIDADE!

Olá!

Na sequência desta notícia do Público enviámos um email ao Vereador do Urbanismo da CML, Ricardo Veludo, porque estamos preocupados pelo facto de a decisão estar “quase tomada”.

E foram estes os pontos abordados.
1. Congratulamo-nos pelo facto de os serviços da CML terem analisado “todas essas críticas, sugestões e recomendações [que resultaram das intervenções da população e de vários movimentos], além daquilo que é uma análise das regras urbanísticas e legais".

Porém…
2. Não foram até à data divulgadas quaisquer conclusões do processo de debate público n.º 312/EDI/2019, designadamente das sessões de esclarecimento realizadas e dos contributos entregues.
3. A Assembleia Municipal de Lisboa ainda não se pronunciou sobre a Petição 12/2019 - Stop Torre 60m Portugália, apresentada a 5 de junho, e que motivou mesmo uma audição pública que teve lugar a 18 de julho de 2019 e na qual, para além dos proponentes, participaram várias entidades.
4. Não foi até ao momento efetuada qualquer diligência no sentido de discutir e, eventualmente rever, o Regulamento Municipal que aprova o Sistema de Incentivos a Operações Urbanísticas com Interesse Municipal, isto é, o regulamento dos créditos de construção que esteve na base da excessiva volumetria do anterior projeto.

E recordamos: somos favoráveis à requalif**ação da área e reconhecemos potencialidades associadas a uma intervenção integral naquele espaço. No entanto, mantemos a nossa preocupação relativamente aos contornos de um eventual novo projeto.

Relembramos que este foi um processo com uma elevada participação pública devido ao seu grande impacto quer em Arroios quer, pelos precedentes que o primeiro projeto tentava definir, no conjunto da cidade.

Este é um projeto que requer que a cidade continue a ser envolvida. Uma decisão final não deverá, portanto, ser tomada sem que a discussão prossiga envolvendo a população e os vários atores que refletem e se preocupam com o futuro de Lisboa.

Obrigado pelo vosso apoio!

A construção do edifício foi alvo de várias críticas desde Julho do ano passado, devido à altura da torre.

STOP TORRE 60M PORTUGÁLIA NA TIME OUTA Time Out Lisboa elegeu os "ativistas" como os lisboetas do ano de 2019 - e nós es...
21/12/2019

STOP TORRE 60M PORTUGÁLIA NA TIME OUT

A Time Out Lisboa elegeu os "ativistas" como os lisboetas do ano de 2019 - e nós estamos lá!

A nossa principal conquista em 2019 foi demonstrar que a participação pública é hoje incontornável; um grupo de cidadãos comuns tem a capacidade de escrutinar e desconstruir projetos estruturantes, muito mediáticos, fazendo a cidade discutir-se a si própria.

E para 2020? Defendemos um incremento substancial na participação cidadã e queremos que a CML envolva de forma crescente os lisboetas no desenho da cidade.

Mas queremos também ver nascer um projeto para o Quarteirão da Portugália que valorize aquele espaço, que obviamente cumpra os regulamentos, e que constitua uma mais-valia para Arroios e para Lisboa.

Obrigado a toda a gente pelo apoio!

25/07/2019

OUTRAS VOZES (7)

João Ceregeiro, Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas, é um repetente no nosso Facebook. Aliás, foi com ele que inaugurámos a secção “Outras Vozes”.

As suas declarações sobre a torre que estava prevista para o Quarteirão da Portugália são uma declaração de amor por Lisboa. Citamos.

”A cidade de Lisboa é feita por um território de colinas, de vales cavados, que descem em direção ao rio. Esse prodígio natural é depois acompanhado por um segundo prodígio, que é a construção da própria cidade. A construção da cidade reproduz esse contorno natural. Esta circunstância faz com que Lisboa retenha em si o ícone da cidade em si, ou seja, ela não é só o Terreiro do Paço, não é só os Jerónimos, não é só o Rossio. É, basicamente, a cidade toda. O que qualquer pessoa sensível sobre a sua cidade, qualquer visitante, percebe, é que este conjunto, este sistema, que, de uma forma sublime, notável, com a história… e aí é interessante ver o sistema pombalino, e depois como complemento um PDM que não faz mais que reproduzir uma cultura instituída, uma certa jurisprudência urbana, que introduz valores que culturalmente fazem com que a cidade estabilize.

Daí que não conseguimos perceber como é que dentro de um sistema que é uma co**ha, uma bacia visual que tem a nascente a presença forte de uma encosta, que o vale de Arroios, o Martim Moniz se vai desenvolvendo a partir daí, seja marcado por um volume com esta dimensão. (…)

Este parece-me que é um aspeto evidente, nem sequer devia estar aqui a ser debatido, porque parece que é simplesmente o esquecer da cidade. E não vamos falar em sentidos comparativos do que é negativo, porque o planeamento pela negativa é aquilo que existe em Portugal, isto é, ir buscar soluções que não estão bem para perceber que «afinal também posso fazer».”

Declarações feitas na Audição Pública sobre o Quarteirão da Portugália promovida pela Assembleia Municipal de Lisboa a 18 de julho.

23/07/2019

OUTRAS VOZES (6)

Paulo Correia é Presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Urbanistas e participou na Audição Pública promovida pela Assembleia Municipal de Lisboa a 18 de julho sobre o Quarteirão da Portugália.

Vale a pena visualizar o excerto da sua intervenção, mas deixamos aqui algumas das suas afirmações.

“Isto não é um problema de arquitetura, apenas, é também um problema de urbanismo, são coisas diferentes”

“Advogo a cidade compacta, mas quando a malha urbana e as morfologias estão consolidadas, como é o caso, porquê a disrupção? Porquê fazer uma coisa em total colisão com aquilo que lá existe, no fundo para criar um acontecimento [com] que em termos de imagem, de silhueta, de paisagem urbana, não posso concordar? Aliás, as fotografias que mostraram mostram outros maus exemplos ali à volta, outros volumes que se destacam na paisagem e que não deviam estar ali.”

“O entendimento dos créditos de construção está precisamente ao contrário do que devia ser. Quer dizer, os critérios que são utilizados nos créditos de construção deviam ser evidentes, deviam ser obrigatórios, e quem não os cumprisse tinha uma redução da área de construção, e não o contrário.”

A contrapartida para a cidade parece-me ter um balanço negativo, a sobrecarga para as infraestruturas pela sobredensif**ação só faz sentido junto a grandes interfaces, estamos a falar de Entrecampos, estamos a falar da Expo, em que a capacidade para a mobilidade é muito reforçada e não depende do automóvel.”

“Comparar a Praça do Areeiro e o Quarteirão da Portugália não faz sentido nenhum. Estamos a comparar um edifício do Cristino da Silva no topo de uma avenida de 4 km, uma das avenidas mais compridas de Lisboa, numa praça enorme, com um quarteirão que f**a a meio dessa mesma avenida, de lado, e sem as distâncias mínimas que deviam ser observadas.”

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