Paisageiro

Paisageiro Criamos espaços elegantes e acolhedores que, a cada dia, celebram a beleza dos lugares.

A Paisageiro é fruto da paixão da arquitecta paisagista, Karine Moreau, formada na Escola Nacional Superior da Paisagem de Versalhes. Depois de ter ganho experiência como consultora freelancer, em 2017 decidiu criar a empresa que lhe permitisse realizar o sonho de contribuir para melhorar a qualidade do ambiente atual e futuro, posicionando-se ao serviço do território e dos seus habitantes. A Kari

ne sempre acreditou que cada projeto, independentemente da sua dimensão, é uma oportunidade para celebrar o belo natural e para melhorar a nossa qualidade de vida. Com este lema em mente, a Paisageiro foi evoluindo e é hoje uma empresa de arquitetura paisagista sediada em Sintra, que atua essencialmente na área da Grande Lisboa, mas com possibilidade de abarcar todo o território nacional, disponibilizando serviços de projetos para espaços exteriores a particulares, empresas e entidades públicas.

DESENHAR PARA A PROXIMIDADE HUMANACriar jardins de proximidade é uma estratégia eficaz para reduzir a solidão dos idosos...
31/08/2026

DESENHAR PARA A PROXIMIDADE HUMANA

Criar jardins de proximidade é uma estratégia eficaz para reduzir a solidão dos idosos nas cidades. À medida que a mobilidade diminui, o raio de ação dos residentes séniores reduz-se drasticamente, tornando o espaço público contíguo à habitação o seu principal ponto de contacto com o exterior. Quando esta envolvente urbana é dominada por superfícies minerais, barreiras arquitetónicas e ruído, o espaço inibe a permanência e acelera o isolamento social.

Na arquitetura paisagista, responder a esta realidade exige um desenho urbano centrado na acessibilidade universal e no conforto bioclimático. Um jardim de proximidade funciona como um micro-equipamento de coesão social onde cada decisão técnica conta. A integração de espécies arbóreas de folha caduca garante o sombreamento necessário no verão e a permeabilidade solar no inverno. Em simultâneo, pavimentos contínuos e antiderrapantes asseguram a circulação autónoma de pessoas com meios auxiliares de marcha.

A disposição do mobiliário urbano desempenha também um papel determinante: a colocação estratégica de bancos ergonómicos orientados para os eixos pedonais favorece a permanência e a interação visual sem expor o utilizador. Complementada por canteiros de vegetação aromática que estimulam os sentidos, esta abordagem transforma o desenho urbano numa infraestrutura de saúde pública, onde a natureza de proximidade previne a solidão e devolve a dignidade ao quotidiano da população sénior.

_ Karine Moreau

ESPÉCIE AUTÓCTONE Em qualquer projeto — de um jardim privado a um espaço público —, a escolha da vegetação define a sust...
27/08/2026

ESPÉCIE AUTÓCTONE

Em qualquer projeto — de um jardim privado a um espaço público —, a escolha da vegetação define a sustentabilidade da obra. Em Portugal, apostar em espécies como o Sobreiro ou o Alecrim é garantir que o espaço funciona com a própria natureza, e não contra ela.

Por estarem adaptadas ao nosso solo e clima, estas plantas exigem menos rega, têm maior resistência a pragas e reduzem drasticamente os custos de manutenção a longo prazo.

Para a PAISAGEIRO, sustentabilidade e biodiversidade são prioridades reais. Integrar espécies autóctones é criar soluções duradouras, eficientes e em harmonia com o território.

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Se procura soluções sustentáveis ou aconselhamento técnico para o seu projeto, deixe a sua questão nos comentários — nós respondemos e ajudamos.

9 ANOS DE PAISAGEIRO!!Há 9 anos, a PAISAGEIRO começou com uma ideia simples: criar espaços exteriores que façam sentido ...
24/08/2026

9 ANOS DE PAISAGEIRO!!

Há 9 anos, a PAISAGEIRO começou com uma ideia simples: criar espaços exteriores que façam sentido para quem os vive todos os dias.

Sem fórmulas feitas, sem complicar.

Na vida real, um bom projeto tem de aguentar o calor do verão, gerir bem a água e acompanhar o tempo.

Quer seja no recanto do jardim de uma casa particular ou na escala maior de uma praça e de um espaço público, o objetivo é sempre o mesmo: criar lugares funcionais onde as pessoas se sintam bem a estar, a passar e a viver.

Nestes 9 anos, passámos por muitos desafios, aprendemos com cada terreno e vimos muitos desenhos no papel ganharem forma na terra.

Nada disto se faz sozinho.

Obrigada a cada cliente que nos confiou a sua casa, a cada entidade e parceiro com quem desenhámos a cidade, e a quem esteve no terreno a fazer acontecer.

Continuamos a desenhar, pé na terra e de olhos postos no futuro. Venham os próximos!

_ Karine Moreau

E SE O FUTURO DA ÁGUA DEPENDER, TAMBÉM, DA FORMA COMO DESENHAMOS?  A água não é apenas um elemento decorativo na paisage...
24/08/2026

E SE O FUTURO DA ÁGUA DEPENDER, TAMBÉM, DA FORMA COMO DESENHAMOS?

A água não é apenas um elemento decorativo na paisagem; é a estrutura invisível de qualquer ecossistema vibrante.

Desenhar um jardim é, antes de tudo, gerir a água com inteligência.

Da escolha de espécies adaptadas ao nosso clima à criação de bacias de retenção e pisos permeáveis, a arquitetura paisagista tem a responsabilidade de desenhar espaços que respeitem o ciclo natural da água, reduzindo a rega e combatendo a escassez urbana.

Nesta Semana Mundial da Água, lembramos que cada gota conta no desenho do futuro.

Cuidar da água é desenhar com vida.

_ Karine Moreau

DESLIZE PARA VER O CONTRASTE Há árvores que transformam a escala de uma rua. Embora frequentemente confundida com a cere...
19/08/2026

DESLIZE PARA VER O CONTRASTE

Há árvores que transformam a escala de uma rua. Embora frequentemente confundida com a cerejeira do Japão (Prunus serrulata), a Prunus cerasifera partilha do mesmo encanto: uma floração espetacular no final do inverno e uma dimensão contida que a torna perfeita para pequenos arruamentos residenciais e jardins de escala humana. A sua floração delicada surge antes da folhagem, desenhando na cidade um prenúncio de primavera que humaniza o espaço e nos recorda a importância de integrar a poética do tempo no desenho urbano.

A riqueza do desenho paisagístico reside precisamente nesta sobreposição de ritmos e texturas. Na imagem seguinte, observamos o diálogo entre duas espécies do mesmo género que cumprem papéis profundamente distintos no jardim: em primeiro plano, a Magnolia x soulangeana, de folha caduca, que desperta a primavera com uma floração rosa exuberante; em segundo plano, a Magnolia grandiflora, de folha persistente, que garante estrutura todo o ano e nos presenteia, no verão, com flores brancas intensamente perfumadas.

É esta seleção criteriosa que permite a um espaço evoluir, surpreender e manter-se vivo ao longo de todas as estações.

_ Karine Moreau

CIDADES COM VIDA Quando olho para as paredes cegas e estéreis dos nossos edifícios urbanos, vejo uma oportunidade perdid...
17/08/2026

CIDADES COM VIDA

Quando olho para as paredes cegas e estéreis dos nossos edifícios urbanos, vejo uma oportunidade perdida para a natureza e para a arquitetura. Nestas semanas de verão, em que muitos de nós procuram o refúgio das férias no mar, no campo ou em paisagens onde o ar flui com outra frescura, torna-se ainda mais evidente a falta que esse conforto natural nos faz no regresso ao quotidiano da cidade.

A vegetação nas fachadas não é um adorno nem um capricho estético; é uma solução de arquitetura bioclimática com um desempenho extraordinário. Ao vestirmos uma parede com uma camada viva, estamos a criar um isolante térmico e acústico profundamente eficiente, capaz de trazer para os centros urbanos esse alívio que tanto valorizamos quando estamos fora.

As plantas funcionam como um filtro inteligente. Durante os meses de calor, a folhagem absorve a radiação solar direta e, através da evapotranspiração, arrefecia o ar ao redor, reduzindo significativamente a necessidade de climatização interior. Nos meses mais frios, ajuda a amortecer a perda de calor. Ao mesmo tempo, a massa vegetal e o substrato têm a capacidade incrível de refratar e absorver o ruído da cidade, trazendo uma serenidade acústica rara para o interior das nossas casas.

Renaturalizar as superfícies verticais é devolver eficiência aos edifícios e saúde às nossas cidades — para que o bem-estar da natureza não seja apenas algo que vamos buscar nas férias, mas sim a paisagem onde escolhemos viver todos os dias.

_ Karine Moreau

O ESPAÇO ONDE A VIDA ACONTECEQuando desenhamos um jardim, procuramos muito mais do que a harmonia visual ou a precisão t...
13/08/2026

O ESPAÇO ONDE A VIDA ACONTECE

Quando desenhamos um jardim, procuramos muito mais do que a harmonia visual ou a precisão técnica das espécies. Procuramos criar um lugar de pertença.

Saber que o projeto ganha vida e se transforma no ponto de encontro diário de uma família é a maior confirmação do nosso propósito. A paisagem só se cumpre verdadeiramente quando é vivida, habitada e sentida.

Muito obrigada, Clara, pela confiança no nosso olhar e por permitir que a PAISAGEIRO fizesse parte da história da sua casa.

SOLUÇÕES BIOCLIMÁTICAS, A SOMBRA CERTA NO LUGAR CERTO.Em apenas três verões, o impacto do design vegetal manifesta-se de...
10/08/2026

SOLUÇÕES BIOCLIMÁTICAS, A SOMBRA CERTA NO LUGAR CERTO.

Em apenas três verões, o impacto do design vegetal manifesta-se de forma concreta. A plantação estratégica de uma amoreira-plátano estéril em frente a uma fachada exposta a sul transformou por completo a dinâmica térmica desta casa: no pico da vaga de calor, a sombra natural substituiu os estores descidos e o uso do ar condicionado.

Três anos de crescimento bastaram para criar um refúgio de frescura tão eficiente que se tornou o ponto de encontro de vizinhos em dias de calor extremo.

Como replicar este microclima na sua casa?

Orientação solar: Mapeie as fachadas mais expostas (Sul e Poente) onde o ganho térmico no verão é crítico.

Seleção da espécie: Opte por árvores de folha caduca com bom ritmo de crescimento e sombra densa (como a amoreira-plátano estéril, que evita a queda de fruto no pavimento).

Efeito térmico duplo: A folhagem cria sombra direta na parede e a transpiração natural da árvore arrefece o ar em redor.

Conforto de inverno: No frio, ao perder a folha, a árvore permite que a luz e o calor do sol penetrem livremente na habitação, otimizando a eficiência energética todo o ano.

Projetar com a natureza é a forma mais simples, estética e sustentável de garantir o conforto no interior de casa.

_ Karine Moreau

ESTRATÉGIA “ÁGUA QUE UNE”. A ÁGUA COMEÇA NA PAISAGEM. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 133/2026 devolve o debate...
04/08/2026

ESTRATÉGIA “ÁGUA QUE UNE”. A ÁGUA COMEÇA NA PAISAGEM.

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 133/2026 devolve o debate da água ao centro das políticas públicas — um passo que a APAP saúda.

Contudo, o documento mantém-se excessivamente focado na engenharia hidráulica tradicional e na gestão da oferta.

Secundarizar os sistemas ecológicos é comprometer o futuro. A verdadeira segurança hídrica depende de:

Proteger a Paisagem e a saúde dos solos

Salvaguardar as áreas de infiltração natural

Valorizar a infraestrutura verde

As barragens retêm a água, mas é a paisagem que a produz, filtra e sustenta.

ZONAS DE ACELERAÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS: INVERTER A LÓGICA DO PLANEAMENTO. A proposta do Programa Sectorial (PSZAER),...
31/07/2026

ZONAS DE ACELERAÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS: INVERTER A LÓGICA DO PLANEAMENTO.

A proposta do Programa Sectorial (PSZAER), atualmente em consulta pública, vai ditar uma das transformações territoriais mais profundas das próximas décadas. Embora reconheçamos a sua qualidade técnica, o programa padece de uma visão estritamente setorial: parte da energia para, só depois, tentar excluir os conflitos no terreno.

A posição da APAP é clara e metodologicamente inversa: 1. Compreender primeiro a Paisagem; 2. Consolidar a Estrutura Ecológica e ordenar o território; 3. Localizar, só então, as infraestruturas energéticas.

A transição energética é urgente, mas não pode ser feita à custa da descaracterização do território.

Endereço

Rua Das Murtas 2 1ºd
Sintra

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 18:30
Terça-feira 10:00 - 18:30
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Telefone

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